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RNA mensageiro é um tipo de RNA utilizado na fabricação de diversas vacinas

RNA mensageiro (mRNA) é um tipo de RNA responsável por carregar a informação do DNA do núcleo até o citoplasma, local onde ocorre a síntese de proteínas. A partir desse dado, ele define quais são os aminoácidos necessários para a formação de determinada proteína. O RNA mensageiro vem sendo utilizado na produção de diversas vacinas, como a da Covid-19.

O que é RNA?

RNA (ribonucleic acid) é uma sigla em inglês que significa ácido ribonucleico. Ele é formado por uma pentose, um fosfato e tem como bases nitrogenadas a adenina, guanina, citosina e uracila. Ao contrário do DNA, o RNA tem apenas uma fita, produzida no núcleo celular a partir de uma das fitas de uma molécula de DNA. Depois de pronto, ele segue para o citoplasma celular, onde controla a síntese de proteínas. 

A pandemia de Covid-19 acelerou o processo de estudo das vacinas com a tecnologia mRNA, nunca antes oferecidas ao mercado em grande escala. A vantagem dessa tecnologia é eliminar o cultivo de vírus em laboratório. Os imunizantes são criados a partir da replicação de sequências de RNA por meio de engenharia genética, o que torna o processo mais barato e mais rápido.

Para que serve o RNA mensageiro na vacina?

As vacinas usam o RNA mensageiro para mimetizar a proteína spike, específica do vírus Sars-CoV-2, que o auxilia a invadir as células humanas. Essa “cópia”, no entanto, não é nociva como o vírus, mas é suficiente para estimular uma reação das células do sistema imunológico, que cria uma defesa no organismo.

Até o início do século, a ciência não era avançada o suficiente para fazer com que o RNA mensageiro produzisse alguma proteína específica ao ser colocado dentro de um organismo vivo. Isso porque a molécula com as instruções para a fabricação de proteínas era sensível e facilmente destruída.

Entretanto, no ano de 2005, pesquisas científicas começaram a espalhar conhecimento adquirido sobre técnicas para tornar essa estrutura mais estável, como inseri-la em pequenas partículas de gordura.

Mesmo assim, devido à sua fragilidade, as moléculas de mRNA se desintegram rapidamente quando expostas à temperatura ambiente. Por isso, necessitam ser armazenadas em temperaturas baixas — o principal desafio dos países que aprovaram esses imunizantes.

RNA mensageiro e a Covid-19

De maneira geral, quando a sequência genética entra na célula, ela induz a formação de uma proteína idêntica a do coronavírus. O sistema imunológico reconhece essa proteína e gera células de defesa ou anticorpos que protegem o organismo da infecção real.

Uma explicação mais detalhada é que, após a injeção, o mRNA da vacina é eventualmente destruído pela célula, mas o organismo já terá produzido muitos fragmentos das proteínas spike (aquelas que são idênticas ao do coronavírus), que podem ser absorvidos por um tipo de célula imunológica (chamada célula apresentadora de antígeno) que tem como função apresentar a célula “estranha” para uma célula T. 

As células T têm funções imunológicas de respostas antivirais, seja através da produção de citocinas ou eliminando ativamente células infectadas. Ao detectar os fragmentos da proteína spike, essas células agem eliminando as células infectadas com o vírus e enviam uma espécie de alarme que ajuda outras células do sistema imunológico a se organizarem para combater a infecção.

As células B, também agentes do sistema imunológico, podem se encontrar com as proteínas spike na superfície das células vacinadas. Algumas dessas células B, se forem ativadas por células T auxiliares, começarão a proliferar e a liberar anticorpos que têm como alvo a proteína spike. 

As células apresentadoras de antígeno também podem ativar outro tipo de célula imune, a T killer, para procurar e destruir quaisquer células infectadas por coronavírus que exibam os fragmentos de proteína spike em suas superfícies: outra linha de defesa do organismo.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a vacina é uma arma poderosa e eficaz contra a Covid-19. No entanto, as medidas de prevenção (como uso de máscara e álcool em gel) ainda são necessárias para conter a pandemia.