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Raios solares podem ser prejudiciais à saúde humana. Saiba como se proteger.

Raios solares são ondas eletromagnéticas que se movimentam pelo espaço em velocidades semelhantes à da luz. De modo geral, eles se dividem em radiação infravermelha, ultravioleta, de radiofrequência, luz visível, raio gama e raio-x. Alguns tipos de raios solares podem ser prejudiciais à saúde humana. Saiba como se proteger.

Radiação solar

A energia produzida pelo Sol chega parcialmente à Terra em forma de ondas eletromagnéticas. Na superfície terrestre, a intensidade da radiação solar chega a 1366 kW/m² (quilowatts por metro quadrado), e esse valor varia menos que 0,1% durante todo o período orbital. Toda essa energia é proveniente de fusões nucleares que ocorrem no núcleo do Sol e são capazes de converter átomos de hidrogênio em átomos de hélio.

Cerca de 1,3% de toda a energia que é produzida pelo Sol está na forma de minúsculas partículas chamadas de neutrinos. Os neutrinos são tão pequenos que podem atravessar o interior do nosso planeta sem tocar em um único átomo sequer. O Sol emite uma enorme quantidade dessas partículas – para ter-se uma ideia, aqui na Terra estamos expostos a um fluxo de 8.1010 neutrinos por centímetro quadrado, a cada segundo.

Os fótons de luz que são criados no núcleo solar só conseguem chegar à sua superfície após um período de aproximadamente 170 mil anos. Isso acontece em razão da alta densidade no interior do Sol. Portanto, ao olharmos para o astro, a luz que chega aos nossos olhos foi produzida a pelo menos 170 mil anos. Depois de deixar o Sol, a luz leva pouco mais de oito minutos para chegar até a Terra.

Tipos de raios solares

Como dito anteriormente, os raios solares são transmitidos sob a forma de radiação eletromagnética, sendo a energia emitida como radiação infravermelha, ultravioleta e luz visível.

A radiação infravermelha (IV) é toda a radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 700 nanômetros e 1 milímetro e de frequência menor que a luz visível. Essa é sua denominação porque ela possui uma frequência menor do que a frequência da luz vermelha, que é a menor captada pelo olho humano. Embora seja invisível, a radiação infravermelha pode ser percebida por suas propriedades de aquecimento.

A radiação infravermelha origina-se de vibrações moleculares que geram mudanças nas cargas elétricas de cada átomo e provocam emissões de radiação. Por isso, ela está relacionada ao calor. A radiação infravermelha pode ser emitida por qualquer objeto quente e pelo Sol. A radiação infravermelha que vem do Sol é absorvida quase completamente pela atmosfera, apenas uma pequena parte dela chega diretamente à superfície. 

Já a radiação ultravioleta (UV) pode ser entendida como toda a radiação eletromagnética com comprimento de onda entre 200 e 400 nanômetros (nm) e de frequência maior que a luz visível. Ela possui essa denominação porque violeta é a cor de maior frequência que a visão humana consegue enxergar. De toda a energia do Sol que chega à superfície terrestre, cerca de 9% corresponde à radiação ultravioleta.

A radiação ultravioleta é a mais energética entre as emitidas pelo Sol, e por isso apresenta diversos perigos aos seres vivos. No entanto, a camada de ozônio existente na Terra tem a função de proteger todas as formas de vida contra os malefícios provocados pela incidência desses raios. Ela se forma na atmosfera terrestre, entre 12 e 32 km de altitude aproximadamente, e atua como um escudo, impedindo que a maior parte da radiação ultravioleta alcance a superfície do planeta.

Com a destruição da camada de ozônio e o consequente aumento da incidência da radiação ultravioleta na superfície terrestre, os danos acontecem a uma velocidade maior do que podem ser reparados pelos seres vivos, causando diversos prejuízos à saúde de plantas, animais e seres humanos.

Efeitos dos raios solares

A radiação infravermelha não causa grandes efeitos sobre o organismo humano, já que sua energia e, consequentemente, poder de penetração na pele não são grandes. No entanto, em excesso, pode causar queimaduras.

Por outro lado, as reações da pele humana à exposição à radiação ultravioleta podem ser classificadas como agudas ou crônicas. As reações agudas, como queimaduras, bronzeamento e produção de vitamina D, se desenvolvem e desaparecem rapidamente; enquanto as crônicas, como fotoenvelhecimento e câncer de pele, têm aparecimento gradual e de longa duração.

A diferença entre ambas as reações se deve, principalmente, ao histórico de exposição da pessoa e a diferentes comprimentos de onda da radiação, uma vez que a R-UVB é cerca de mil vezes mais “agressiva” do que a R-UVA. Essa diferença faz com que a R-UVA tenha uma contribuição de somente 15 a 20% na quantidade de energia responsável pela queimadura.

Uma pesquisa financiada pela Cancer Research UK concluiu que a radiação ultravioleta também pode causar um tipo raro de câncer ocular, chamado de melanoma conjuntival. Os pesquisadores encontraram alterações genéticas semelhantes em amostras de tecido de pessoas com melanoma conjuntival às alterações genéticas que ocorrem no melanoma da pele atribuídas a essa mesma radiação.

A incidência da radiação ultravioleta está cada vez mais agressiva. Assim, as pessoas de todos os fototipos devem estar atentas e se protegerem quando expostas ao sol ou à lâmpadas que emitem esse tipo de radiação.

Os grupos de maior risco são os do fototipo I e II, ou seja, pele clara, sardas, cabelos claros ou ruivos e olhos claros. Além destes, os que possuem antecedentes familiares com histórico de tumores cutâneos, queimaduras solares e pintas também devem ter atenção e cuidados redobrados.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia recomenda que as seguintes medidas de proteção sejam adotadas:

  • Use óculos escuros;
  • Use chapéus, camisetas e protetores solares;
  • Evite a exposição solar e permaneça na sombra entre 10h e 16h;
  • Use filtros solares diariamente, e não somente em horários de lazer e diversão;
  • Observe regularmente a própria pele à procura de pintas ou manchas suspeitas;
  • Consulte um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para realizar exames completos;
  • Mantenha bebês e crianças protegidos do sol. Filtros solares podem ser usados a partir dos seis meses;
  • Na praia ou na piscina, use barracas feitas de algodão ou lona, que absorvem 50% da radiação ultravioleta. As barracas de nylon formam uma barreira pouco confiável: 95% dos raios UV ultrapassam o material.