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Assegurar a disponibilidade da água corresponde ao 6° dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU)

ODS 6
Imagem de Gallery DS em Unsplash

Assegurar a disponibilidade da água corresponde ao 6° dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) criados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para cumprir com os acordos feitos na Agenda 2030. Seu princípio consiste em “assegurar a disponibilidade e gestão sustentável da água e saneamento para todos”.

Este objetivo de desenvolvimento sustentável busca ajudar os 2,5 bilhões de pessoas que não têm acesso a serviços de saneamento básico, como banheiros ou latrinas. Diariamente, uma média de cinco mil crianças morrem de doenças evitáveis relacionadas à água e ao saneamento.

Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

Os 193 países membros da Organização das Nações Unidas (ONU) têm orientado suas decisões seguindo uma nova agenda: são os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Lançada em setembro de 2015, durante a Cúpula de Desenvolvimento Sustentável, na Assembleia Geral da ONU, a agenda é composta por 17 itens – tais como erradicar a pobreza, a fome e assegurar educação inclusiva – que devem ser implementados por todos os países do mundo até 2030.

Os Estados e a sociedade civil discutiram seus papéis para atingir os 17 novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Os ODS foram baseados nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), que estabeleciam metas para o período entre 2000 e 2015 e obtiveram avanços consideráveis na redução da pobreza global, no acesso à educação e à água potável. A ONU considerou os Objetivos do Milênio um sucesso e propôs dar continuidade ao trabalho já realizado, traçando novas metas para os próximos 15 anos. Surgiram assim os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Metas do ODS 6

6.1 Até 2030, alcançar o acesso universal e equitativo à água potável, segura e acessível para todos;

6.2 Até 2030, alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos, e acabar com a defecação a céu aberto, com especial atenção para as necessidades das mulheres e meninas e daqueles em situação de vulnerabilidade;

6.3 Até 2030, melhorar a qualidade da água, reduzindo a poluição, eliminando despejo e minimizando a liberação de produtos químicos e materiais perigosos, reduzindo à metade a proporção de águas residuais não tratadas, e aumentando substancialmente a reciclagem e reutilização segura globalmente;

6.4 Até 2030, aumentar substancialmente a eficiência do uso da água em todos os setores e assegurar retiradas sustentáveis e o abastecimento de água doce para enfrentar a escassez de água, e reduzir substancialmente o número de pessoas que sofrem com a escassez de água;

6.5 Até 2030, implementar a gestão integrada dos recursos hídricos em todos os níveis, inclusive via cooperação transfronteiriça, conforme apropriado;

6.6 Até 2020, proteger e restaurar ecossistemas relacionados com a água, incluindo montanhas, florestas, zonas úmidas, rios, aquíferos e lagos;

6.a Até 2030, ampliar a cooperação internacional e o apoio ao desenvolvimento de capacidades para os países em desenvolvimento em atividades e programas relacionados à água e ao saneamento, incluindo a coleta de água, a dessalinização, a eficiência no uso da água, o tratamento de efluentes, a reciclagem e as tecnologias de reuso;

6.b Apoiar e fortalecer a participação das comunidades locais, para melhorar a gestão da água e do saneamento.

Água e saneamento no mundo

Aproximadamente 2,2 bilhões de pessoas no mundo todo não têm acesso à água potável e 4,2 bilhões a serviços básicos de saneamento, de acordo com dados do relatório “Progressos em matéria de água potável, saneamento e higiene: 2000-2017”, assinado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Uma a cada dez pessoas não dispõe de serviços básicos, incluindo os 144 milhões que consomem água de superfícies não tratadas. Em áreas rurais, a concentração de indivíduos sem recursos é muito maior: oito de cada dez pessoas não possuíam acesso à serviços básicos até 2017. Da mesma forma, 673 milhões de pessoas ainda faziam suas necessidades fisiológicas ao ar livre.

A diarreia relacionada à falta de água potável, saneamento e higiene é uma causa direta da mortalidade infantil: 297 mil crianças menores de cinco anos morrem anualmente devido a essa questão. Além disso, a falta de saneamento e a água contaminada estão relacionados à transmissão de várias doenças, como cólera, hepatite A, febre tifoide e disenteria.

Segundo a ONU em seu Relatório Síntese de 2018 sobre o Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 relacionado à água e ao saneamento, “o desenvolvimento social e a prosperidade econômica dependem da gestão sustentável dos recursos de água doce e dos ecossistemas”. Dessa maneira, a disponibilidade de água e saneamento faz-se necessária para qualquer aspecto da vida e do desenvolvimento sustentável.

O relatório ressalta que “os recursos hídricos estão associados a todas as formas de desenvolvimento, sendo necessários para a manutenção do crescimento econômico na agricultura, na indústria e na geração de energia, assim como para a manutenção de ecossistemas saudáveis.” Por isso, reverter essa realidade tornou-se um objetivo primordial em âmbito internacional.


Fontes: ODS 6 e Agenda 2030


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