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Monocultura é uma prática agrícola ou pecuária realizada em grandes extensões de terra

“Monocultura” é um termo utilizado para se referir ao plantio de uma única espécie vegetal realizado em propriedades rurais de grande extensão exploradas por meio de técnicas de baixa produtividade. A palavra também pode estar associada à criação de uma única espécie de animal.

O cultivo de soja e a criação de gado voltada para a produção de carne e leite podem ser citados como exemplos de monocultura. Vale ressaltar que essa prática agropecuária está relacionada com diversos impactos ambientais, como desmatamento, empobrecimento do solo e perda da biodiversidade.

Características da monocultura

A monocultura está diretamente relacionada à produção para a exportação. Nesse cenário, a escolha do produto a ser cultivado ou criado depende da demanda do mercado internacional. Para que a monocultura seja estabelecida, necessita-se de uma grande extensão de terra, que deve ser devidamente preparada. Para isso, é preciso que toda a cobertura vegetal da área seja retirada, ação que causa diversos impactos ambientais.

De maneira geral, a prática envolve os seguintes processos:

  • Retirada da vegetação;
  • Preparo do solo para o plantio;
  • Intenso uso de defensivos agrícolas;
  • Cultivo de um único produto em uma mesma área repetidas vezes.

Revolução Verde

A Revolução Verde é uma expressão criada por William Gown, durante uma conferência que ocorreu na cidade de Washington em 1966. O conceito se refere ao conjunto de mudanças técnicas na produção agropecuária que surgiram a partir do ano de 1930. Basicamente, essas transformações consistiam em mecanização do campo, utilização de adubos químicos, inseticidas, herbicidas e sementes transgênicas.

O sistema mais utilizado pelos países que seguiram as premissas da Revolução Verde foi a monocultura, o que resultou em sérios impactos ambientais. O cultivo de espécie vegetal única em grandes extensões de terra favorece o desenvolvimento de pequenas espécies animais invasoras, as pragas que se alimentam desses produtos.

Nas monoculturas, as pragas se proliferam rapidamente, e em dois ou três dias uma plantação de soja ou de algodão pode ser totalmente dizimada. Para evitar isso, utilizam-se cada vez mais inseticidas, fungicidas e herbicidas químicos, que podem ser altamente prejudiciais à saúde humana e ao meio ambiente.

Impactos da monocultura

A prática da monocultura provoca inúmeros impactos ambientais. Cultivar uma única espécie pode provocar a exaustão do solo, acarretando o esgotamento de seus nutrientes e, consequentemente, o empobrecimento.

Outro problema relacionado ao cultivo recorrente de uma espécie em uma mesma área é o intenso uso de agrotóxicos e fertilizantes, empregados para controlar pragas e ervas daninhas. O uso desses defensivos agrícolas pode causar a contaminação do solo e, consequentemente, dos lençóis freáticos e de outros corpos hídricos. A poluição da água provoca também a contaminação da vida aquática, gerando um desequilíbrio ecológico.

Para que a monocultura seja realizada, é preciso que a área seja devidamente preparada. Para isso, é necessário desmatar grandes extensões de terra. O desmatamento provoca alterações no clima, perda da biodiversidade e extinção de diversas espécies.

Monocultura no Brasil

Monocultura
Imagem de The_GADMan por Pixabay 

No Brasil, a monocultura é praticada desde o período colonial. Os países europeus empregavam as chamadas “plantations de exportação”, um sistema agrícola baseado em latifúndios, monocultura, mão de obra escrava e produção para exportação.

O cultivo de um único produto é característica da estrutura fundiária do Brasil desde o início de seu desenvolvimento agrário, no século XVI. Essa prática começou no País com o monocultivo da cana-de-açúcar na região da Zona da Mata, no Nordeste.

A partir da implementação de novas técnicas agrícolas por meio da Revolução Verde, a monocultura foi incentivada. A agricultura passou a produzir um único produto em larga escala para o mercado internacional. No final do século XIX e início do século XX, o café ganhou espaço nesse cenário, tornando-se o principal produto de exportação da economia brasileira. O monocultivo do café era realizado nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo e também estava associado a latifúndios e à mão de obra escrava.

Atualmente, a soja está no centro da produção agrícola voltada à exportação. O crescimento dessa produção começou a acontecer na década de 1970. Em 2017, o Brasil tornou-se o maior exportador de soja em grãos e o segundo maior produtor do mundo.