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Entenda como acontece o processo de decomposição em florestas e como chuvas e temperatura podem influenciar na taxa de decomposição

A decomposição em florestas é um processo natural. Ele acontece pela ação de micro-organismos, insetos e outros animais presentes no ambiente, que degradam a matéria orgânica. Esse processo transforma a matéria orgânica em nutrientes no solo para as plantas.

Além disso, as espécies vegetais são responsáveis por capturar o gás carbônico presente na atmosfera, transformando-o em oxigênio. Quando as plantas morrem, o carbono continua presente em seus organismos. 

Dessa forma, aproximadamente 8% do estoque de carbono presente nas florestas está contido em madeira morta, ou seja, em processo de decomposição. Essa quantidade representa 8,5% do carbono presente na atmosfera.

Fatores que influenciam a decomposição

Madeira em decomposição por fungos. Imagem de dae jeung kim por Pixabay 

A temperatura é um fator importante para a velocidade em que a decomposição acontece. Em altas temperaturas, a decomposição da madeira é acelerada. Em baixas temperaturas, esse processo se mantém lento. Assim, em climas tropicais, a taxa de decomposição é alta, enquanto que em climas temperados, é baixa. 

Outro fator que influencia esse processo é a precipitação (chuva). A precipitação tem a capacidade de intensificar a taxa de decomposição em florestas em temperaturas mais altas. Apesar disso, em regiões com a temperatura baixa, acontece o efeito contrário. 

Além disso, a taxa de decomposição da madeira nas florestas é mais intensa nos trópicos e subtrópicos globais. Enquanto isso, em vegetações com climas temperado e subártico, essa taxa é menor.

A biodiversidade também pode ser um fator de influência sobre a taxa de decomposição. De acordo com um estudo, quanto menor a biodiversidade, menos a formação de serapilheira (formação de matéria orgânica decomposta no solo) da região.

Os decompositores mais eficazes são os micro-organismos. Isso porque, diferente de outros animais como os insetos, eles não se afetam com tanta facilidade pelas mudanças climáticas. Com as alterações ambientais, as diferentes espécies de insetos são impactadas. Com isso, é reduzida a biodiversidade desses animais e, consequentemente, a atividade decompositora por parte deles.

A decomposição nos biomas brasileiros

O desenvolvimento das espécies vegetais do local também pode levar à alterações. Florestas com vegetação recente apresentam uma menor capacidade de formação da serapilheira devido à baixa deposição de matéria orgânica pelas plantas. Essa diferença também é acentuada de acordo com as características do bioma. 

A Caatinga, um bioma semi-árido, é marcado por alta precipitação de março a junho, seguido de períodos de seca. Além disso, a sua temperatura costuma ser elevada. Entretanto,a atividade decompositora na Caatinga se mostra reduzida. 

De acordo com um estudo, a taxa de decomposição da Caatinga é maior no mês de julho, período de transição do clima chuvoso para o período de seca. Além disso, o solo apresenta pouca matéria orgânica, se comparado com outros biomas. 

Esse fenômeno acontece pois as plantas desse bioma são caducifólias, ou seja, perdem a sua folhagem em um período específico do ano. O estudo também indicou que a taxa de decomposição no solo acompanha o período de deposição das folhas.

Enquanto isso, biomas como a Mata Atlântica e a Amazônia têm uma taxa de decomposição maior. Isso acontece pois eles são formados por espécies vegetais que liberam grandes quantidades de matéria orgânica no solo. O clima também influencia, já que são biomas de clima tropical, portanto de alta capacidade de decomposição.