Energias renováveis podem evitar gastos milionários com saúde, afirma estudo

eCycle

Segundo pesquisa, energia eólica e solar mostraram economia significativa nos custos de saúde pública

Fazendas eólicas

Construir usinas eólicas e solares ajuda a reduzir o impacto humano nas mudanças climáticas, principalmente no aquecimento global, ao evitar emissões nocivas oriundas de usinas termelétricas movidas a carvão, por exemplo. Um novo estudo publicado pela Nature Climate Change, indica que fontes renováveis também poupam muitos gastos com saúde que seriam ocasionados por doenças provocadas pela poluição.

Pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, estimaram que medidas de eficiência energética e fontes de energia de baixo carbono podem economizar de US$ 5,7 milhões a US$ 210 milhões dependendo da região (o estudo foi feito em seis regiões do Meio-Atlântico e dos Grandes Lagos, nos Estados Unidos). Esses benefícios dependem dos tipos de energia de baixo carbono envolvidas e da densidade da população da área ao redor da usina de carvão (que seria substituída por outras fontes menos danosas).

Fontes renováveis e medidas de eficiência energética (que evitam desperdício de energia), além de reduzirem emissões de dióxido de carbono (CO2) que agravam mudanças climáticas, reduzem poluentes do ar como óxido nitroso (N2O) e dióxido de enxofre (SO2), que podem ser muito danosos (veja mais sobre alguns deles aqui).

Produção contínua

Uma medida inovadora da pesquisa foi tentar "precificar" os prejuízos, dando uma medida concreta para análise. Usando alguns diferentes modelos para estimar as consequências das emissões de uma usina de energia para a saúde pública, o estudo mostra que construir captadores eólicos e implementar medidas de eficiência energética são as ações que produzem os maiores benefícios à saúde. Isso ocorre porque as usinas eólicas costumam operar em horários e épocas que não são os de pico de consumo, como de noite e durante primavera e outono - sendo capazes de evitar a emissão de grandes proporções de poluentes, segundo o líder do estudo, Jonathan Buonocore.

Em países como os Estados Unidos, em que há muitas termelétricas a carvão, há um problema: quando há demanda por energia em horários que não são os de pico, apenas as usinas termelétricas estão funcionando e, consequentemente, poluindo. Usinas que utilizam fontes de baixo carbono, como solar e a gás natural, não funcionam à noite.

Quando os consumidores estão usando muita eletricidade, como no meio de um dia quente de verão, as fontes de baixo carbono operam, mas à noite a maioria é de termelétricas. Por isso é que é importante, segundo o estudo, focar em usinas eólicas e em um mondo de armazenar e transmitir de forma eficiente a energia gerada por esse meio sustentável.

Os impactos totais à saúde aumentam à medida em que mais pessoas são expostas à poluição do ar; assim, os benefícios são ainda maiores em locais com uma grande população, segundo Buonocore.

O estudo desvendou que usinas eólicas construídas nas proximidades de Cincinnati e Chicago produziram U$ 210 milhões anuais em benefícios à saúde; em Nova Jérsei, uma região com menor densidade populacional, os benefícios foram da ordem de U$ 110 milhões.

O diretor do Laboratório de de Energias Renováveis da Universidade de Califórnia-Berkeley, Daniel Kammen que não é ligado ao estudo, teceu elogios à publicação, mas acredita que ela não enfoca as desigualdades ambientais do sistema. O estudo assume que todos os estadounidenses são iguais, mas Kammen afirma que algumas pessoas são mais vulneráveis que outras, especialmente as comunidades que estão localizadas nas proximidades das usinas.

Confira o vídeo (em inglês) sobre o impacto das usinas de energia na saúde.


Fonte: Climate Central


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