Todos os aparelhos celulares contêm componentes tóxicos, diz pesquisa

eCycle

Segundo estudo, todos os fabricantes de celulares produzem aparelhos que contêm substâncias como chumbo, cádmio, e mercúrio

Um estudo realizado pela equipe da Arbor-based Ecology Center (uma organização ambiental sem fins lucrativos, nos Estados Unidos) e por especialistas da ifixit.com revelou que todos os aparelhos celulares testados possuem pelo menos uma substância nociva à saúde. Foram avaliados na pesquisa 36 modelos de celulares de dez fabricantes diferentes, lançados entre 2008 a 2013.

Para realizar o estudo, foi coletado um grande número de amostras do conteúdo de diversos modelos. No total, 1.105 amostras foram analisadas para testar se um dos 35 diferentes produtos químicos e elementos estariam presentes. Os aparelhos foram completamente desmontados e os componentes exteriores foram testados utilizando fluorescência de raios-X (confira no vídeo os detalhes da pesquisa).

O que a pesquisa revelou?

A pesquisa apontou a presença de componentes tóxicos nos celulares. Substâncias como chumbo, bromo, cloro, mercúrio e cádmio podem poluir o aparelho por toda a sua vida útil. As emissões durante a produção também são um problema. Além disso, a mineração de metais usados na produção dos dispositivos, como estanho, tântalo, tungstênio e ouros, está ligada a conflitos na República do Congo.

Confira os principais apontamentos contidos na pesquisa:

  • Todos os aparelhos testados continham substâncias químicas danosas;
  • Aparelhos da Samsung tiveram a maior média de pontos entre os testados;
  • Apple foi a que mais evoluiu. Os dois modelos mais recentes, o 4S and 5, estão entre os melhores;
  • Os novos aparelhos, em geral, são melhores que os antigos. As empresas estão reduzindo os componentes químicos nocivos na produção de seus aparelhos celulares;
  • Existe, sim, uma transição para alternativas mais seguras. Os principais fabricantes, incluindo a Apple, Sony, Samsung e outros, começaram a mudar para materiais mais seguros.

Entenda os males que o lixo eletrônico pode causar

O lixo eletrônico pode causar, entre outros problemas, danos ao solo. Ao ser descartado em aterros ou lixões, os componentes tóxicos nele contidos podem contaminar lençóis freáticos, afetando a qualidade da água que as pessoas usarão para beber, irrigar as lavouras ou lavar os alimentos. Mas o perigo de contaminação por tais substâncias também pode ser direto, no caso das pessoas que manipulam as placas eletrônicas durante o processo de manufatura dos aparelhos.

Esses componentes tóxicos podem causar diversos males à saúde: o mercúrio, por exemplo, pode causar danos ao cérebro e ao fígado. Já o chumbo, possui propriedades que danificam os sistemas nervoso e sanguíneo. O cádmio, por sua vez, pode contaminar os ossos, rins e pulmões.

Saiba como descartar de maneira apropriada o lixo eletrônico aqui.

Aparelhos com menos substâncias nocivas à saúde são questão de tempo

Segundo Jeff Gearhart, diretor do da Arbor-based Ecology Center, “a demanda por celulares mais sustentáveis por parte dos consumidores está fazendo com que as companhias fabriquem  produtos melhores”. Gearhart também alerta “Precisamos criar políticas federais e internacionais para controlar o uso destes produtos químicos e do desperdício de eletrônicos, assim como promover um processo de fabricação sustentável”.


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