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Oceano Atlântico possui importância social, econômica e ambiental

O Oceano Atlântico é o segundo maior oceano do mundo em extensão, superado apenas pelo Oceano Pacífico. Ele abrange uma área de aproximadamente 106 milhões de quilômetros quadrados e possui uma profundidade média de 3.300 metros. O Oceano Atlântico está localizado entre três continentes: América, África e Europa. Sendo assim, suas águas correspondem a 20% da superfície terrestre e a maioria dos rios existentes nesses locais deságuam nele.

O Oceano Atlântico é o único oceano que se comunica com todos os outros do planeta Terra. Ao norte, ele se encontra com o Glacial Ártico; no sul, com o Glacial Antártico; ao oeste, com o Índico, e, no leste, com o Pacífico. Dessa maneira, esse oceano consegue interligar-se com os demais, sendo um elo de comunicação entre eles e corredor de ligação da biodiversidade.

Características e geografia do Oceano Atlântico

De maneira geral, o Oceano Atlântico pode ser dividido em duas partes: Atlântico Norte (localizado acima da linha do Equador) e Atlântico Sul (localizado abaixo da linha do Equador). Sua área de abrangência compreende importantes mares, como Mar Mediterrâneo, Mar do Norte, Mar das Caraíbas e Mar Báltico.

Além disso, diversos rios deságuam no Oceano Atlântico. Entre eles, pode-se citar Rio Amazonas, Rio São Lourenço, Rio Orinoco, Rio Mississipi, Rio Paraná, Rio Congo e Rio Níger. Seu relevo possui uma grande cadeia de montanhas (de Norte a Sul), chamada de Dorsal Mesoatlântica. Vale ressaltar que mesmo sendo classificado como o segundo maior oceano do mundo em extensão territorial, o Oceano Atlântico ocupa o primeiro lugar em importância.

Desenvolvimento inicial do Oceano Atlântico

Oceano Atlântico
Imagem de Jenna Bash no Unsplash

A formação do Oceano Atlântico está relacionada com o fraturamento e dispersão da Pangeia, supercontinente que existia na superfície da Terra há cerca de 250 Ma, no chamado Período Permiano, e reunia todas as massas continentais. A dispersão da Pangeia se iniciou por volta de 200 Ma, começando com grandes fraturas em sua parte setentrional, afastando a América do Norte da Europa e do Noroeste da África. O Atlântico Sul formou-se mais tarde, por volta de 135 Ma, afastando a América do Sul do Sudeste africano. Não há uma explicação clara para a localização específica das fraturas iniciais.

Importância do Oceano Atlântico

O Oceano Atlântico possui importância ambiental, social e econômica. Em primeiro lugar, diversas espécies de animais e plantas dependem de seus recursos para sua manutenção e sobrevivência. Além disso, ele exerce influência direta no clima global, já que suas correntes oceânicas transportam umidade, vento e chuva para os territórios localizados em sua área de abrangência.

O Oceano Atlântico é fundamental para o equilíbrio climático. Ele atua como um importante sumidouro de carbono azul, visto que captura grandes quantidades de carbono da atmosfera, reduzindo os impactos decorrentes do aquecimento global. O excesso de carbono na atmosfera, no entanto, desregula esse processo de absorção natural, causando acidificação dos oceanos.

O Oceano Atlântico também é um dos oceanos mais movimentados do mundo em decorrência de sua localização geográfica estratégica. Com isso, ele possui um grande fluxo de mercadorias e pessoas, tornando-se uma importante rota de navegação. Ainda, ele fornece peixes para alimentar grande parte da população mundial. Além de sua importância econômica, ele apresenta grande relevância na história do mundo, já que permitiu o encontro entre os habitantes de diferentes continentes na época das colonizações e o desenvolvimento do comércio.

Problemas Ambientais

Os oceanos são ecossistemas aquáticos que contém uma grande biodiversidade de animais e plantas. Entretanto, a pesca (incluindo a pesca fantasma), a poluição das águas, a extinção de espécies, a acidificação e o branqueamento dos corais e a exploração desenfreada de minerais têm sido alguns dos problemas enfrentados pelo Oceano Atlântico nas últimas décadas.

Além disso, um estudo mostrou que o aquecimento global está enfraquecendo a Circulação Meridional de Virada do Atlântico (AMOC), o que pode gerar mais tempestades no Reino Unido, invernos mais intensos e um aumento nas ondas de calor e secas prejudiciais em toda a Europa.