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Active design é conceito voltado para o planejamento de ambientes que estimulem atividades físicas no dia a dia

A forma com que as cidades são planejadas induz um comportamento e uma forma de consumi-las. Locais com acesso facilitado aos pedestres, escadas confortáveis e regiões para estacionamento de bicicletas ajudam seus frequentadores a ter hábitos mais saudáveis. É nesse contexto que os estudiosos do active design (design ativo) se baseiam.

O movimento pretende promover estilos de vida saudáveis e ativos a partir do desenho das cidades, com estratégias e políticas na área de planejamento, construção e saúde.

Active design em Nova Iorque

A principal publicação sobre o tema, “Active Design Guidelines, foi desenvolvida pelos departamentos de planejamento, construção, transporte e saúde da cidade de Nova Iorque. O guia aborda a elaboração de edifícios, ruas e bairros com propostas que aumentem a oportunidade de atividade física diária, como a construção de escadas mais visíveis e paisagens urbanas mais convidativas para pedestres e ciclistas.

A prefeitura de Nova Iorque utilizou o urbanismo como ferramenta para criar uma cidade mais ativa, com impacto na redução de gastos empregados na luta contra doenças causadas pelo sedentarismo e má alimentação, como diabetes, obesidade e câncer.

Dessa maneira, o active design deseja que cada vez mais projetos arquitetônicos levem em consideração o fomento de estilos de vida mais ativos.

Cidades sustentáveis

Você já ouviu falar em “cidade democrática”, “cidade inteligente”, “cidade sustentável” ou “cidade verde”? No fundo, todas elas representam a mesma cidade. Cidades ativas são mais saudáveis não só na medida em que incentivam atividades físicas, mas também porque poupam energia e reduzem emissões de gases poluentes.

O active design se insere, principalmente, como iniciativa para reduzir o consumo energético de edifícios e cidades. Uma importante questão para o planejamento de cidades ativas é: como pensar cidades que exigem maior gasto energético das pessoas e, ao mesmo tempo, menor das edificações e das infraestruturas urbanas?

Boa parte das cidades foram construídas com o foco nos carros. Sem calçadas e acessibilidade adequada, as pessoas são forçadas a escolher essa forma de transporte pouco sustentável. Mas o active design quer mudar isso.

O conceito de active design também leva em consideração a walkability dos locais. Quanto melhor os locais forem para os pedestres, mais ativos eles serão.

Estratégias do active design

Active design
Imagem de Ludde Lorentz no Unsplash

A arquitetura e o urbanismo são ferramentas importantes na construção de um futuro mais saudável. Sozinha, nenhuma estratégia será a solução. Mas, em conjunto, essas atitudes fazem a sociedade caminhar para um desenvolvimento sustentável.

Muitas dessas táticas são simples. Uma pequena intervenção urbana, como a melhoria de calçadas, já pode ser responsável pela mudança em como a população utiliza aquele espaço. O guia de active design apresenta diversas metodologias que podem ser empregadas no desenho urbano para contribuir com a criação de espaços saudáveis.

Para que serve o active design?

O active design incentiva pessoas a subir escadas, caminhar, andar de bicicleta e desenvolver formas de lazer. Locais pensados a partir dessa técnica permitem que seus moradores incorporem a atividade física de forma mais fácil em suas rotinas. O objetivo é fazer com que as cidades sejam um lugar melhor para viver.

Bairros com uso misto do espaço e um sistema de transporte público eficiente tendem a aumentar a atividade física entre os moradores da cidade. Estratégias na concepção de bairros e espaços comunitários incentivam o transporte ativo e a recreação pública, incluindo caminhadas e ciclismo.

A presença de escolas, supermercados, bancas de jornal e papelarias incentiva que os moradores do bairro andem mais. Quando esses locais úteis se encontram a curtas distâncias, as pessoas se locomovem mais a pé e evitam o uso do transporte motorizado. Bairros de uso misto proporcionam melhor qualidade de vida para idosos, mantendo-os ativos e menos presos ao ambiente doméstico. A localização de escolas perto de áreas residenciais incentiva que os alunos andem a pé para a escola, promovendo atividade física diária entre crianças e adolescentes.

Conclusão

O planejamento urbano pode incentivar a locomoção a pé e de bicicleta entre jovens e idosos, com a implementação de sistemas seguros, vibrantes e acessíveis.

Formas de incorporar atividade física na vida diária podem ser encontradas não apenas ao ar livre, mas no interior de edifícios. Escadas bem localizadas, bonitas e confortáveis são uma sinalização motivacional para encorajar seu uso.

Melhorar o acesso ao transporte público é outra forma de incentivar a população a realizar atividade física. Isso porque seu uso envolve caminhadas até estações de metrô ou pontos de ônibus. Por fim, para desenhar cidades mais ativas, é fundamental pensar em um design acessível.