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Comer menos carne pode ser um passo individual crucial para ajudar o meio ambiente

A maioria da emissão de gases do efeito estufa é resultado da produção de energia e uso industrial de combustíveis fósseis, porém ainda existem pequenos passos individuais que podem ajudar o meio ambiente. Cerca de 40% dessas emissões são causadas pelo impacto da agricultura e agropecuária. Portanto, a redução do consumo de carne vermelha pode ajudar a amenizar esses números.

Enquanto parte da população acredita que o tópico de ações individuais tira a responsabilidade de grandes indústrias poluentes, ainda é possível caminhar para uma pegada mais sustentável. Empresas multimilionárias, muitas vezes, desviam o foco de seu próprio impacto para incentivar a conscientização para o movimento ambientalista em uma tentativa de greenwashing. E, embora seja essencial que não sejam isentos da culpa da crise climática, alguma ação precisa ser tomada para tentar reverter seus efeitos. 

A companhia multinacional BP promoveu a ideia da pegada de carbono individual mesmo sendo grande parte do problema inicial. Isso mostra seu desinteresse e habilidade em desviar a atenção de seus próprios atos contra a saúde ambiental. 

As ações individuais podem ser desacreditadas e desmotivadas nesses cenários, mas seria um erro descartá-las. 

Por conta disso, é possível transferir a atenção para instituições que podem ser afetadas por essas ações, como a agropecuária e a agricultura. Sozinhas, ambas as vertentes são grandes contribuintes para a emissão de gases do efeito estufa. Isso se dá por diversos fatores: 

  • A emissão do gás metano, que é produzido em grandes quantidades pelos animais da agropecuária – como porcos e vacas. 
  • O desmatamento que ocorre para abrir campos de pasto para esses animais libera níveis elevados de CO2 para atmosfera por conta das queimadas.
  • A falta de árvores custa para a absorção de CO2. 
  • Muitos litros de água são usados por dia pela agropecuária e para a produção de carnes e derivados.
  • Os fertilizantes com base de nitrogênio liberam óxido nitroso na atmosfera.

Uma pesquisa realizada na Universidade de Leeds indica que a dieta vegetariana emite 59% menos desses gases. 

Apesar da decaída da economia resultante da pandemia de coronavírus, as emissões continuaram. Especialistas apontam que grande parte da culpa vem do desmatamento da Amazônia para campos de pasto.

A consequência da diminuição do consumo de carne é a redução de sua procura, que pode desacelerar a produção desses produtos. Isso significa que alterações na dieta podem mudar o cenário atual e contribuir para a melhora do planeta. 

De acordo com um estudo recente, se todos os americanos cortarem o seu consumo de carne em pelo menos 25%, existiria a redução de 1% das emissões anuais de gases do efeito estufa. E embora o número pareça pequeno, esse corte pode beneficiar as florestas tropicais e, consequentemente, sua população — como os indígenas. 

As ações individuais podem ajudar no incentivo e conscientização da causa ambiental, abrangendo seu alcance e resultando em uma melhora substancial do estado do planeta.