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Pesquisa analisa a probabilidade de carnistas escolherem produtos vegetarianos e veganos de acordo com seus preços

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Gothenburg, na Suécia, analisou a possibilidade da diminuição de preço de alternativas de carne para incentivar a substituição do alimento. O estudo deriva de uma possibilidade de compreensão do porquê as pessoas tendem a escolher a carne, independentemente de seu custo ser maior ou menor. 

Os participantes da pesquisa tiveram a opção de escolher entre três opções de alternativas de carne: um hambúrguer clássico à base de vegetais, um hambúrguer vegetariano que parece carne ou um hambúrguer de carne cultivada em laboratório. 

Os resultados apontam que, para que os participantes escolhessem a alternativa à base de vegetais, seu preço deveria ser dois terços mais barato que um hambúrguer de carne convencional. Contudo, a familiaridade com o produto também foi um fator de escolha. 

Cerca de 30% a 40% dos entrevistados não eram familiarizados com o sabor, textura ou cheiro dos substitutos de carne. De acordo com eles, o sabor é o fator mais importante dentro dessa escolha.

Além disso, participantes menos propensos a escolher as alternativas eram homens acima de 30 anos, enquanto mulheres e pessoas mais jovens já eram familiarizadas com as opções e as escolhiam com mais frequência.

Esse resultado reflete uma pesquisa realizada na Austrália, que afirma que homens são menos suscetíveis a adotar a filosofia de vida vegana, pela associação do movimento com a “falta de masculinidade”. De acordo com os participantes do estudo, o consumo de produtos livres de carne poderia ser motivo de piada entre seus colegas, além de alegarem que a escolha “sacrificaria sua masculinidade”. 

Entre ambas as pesquisas, é possível compreender que o consumo de carne vai além do gosto e textura dos alimentos para os homens. A carne é, também, considerada como um símbolo de virilidade e até mesmo de um “status” subentendido pela comunidade masculina. 

A carne também já foi comprovada como vilã da saúde e do meio ambiente, o que poderia influenciar em um maior consumo de opções veganas e vegetarianas. Porém, mesmo com incontáveis estudos e relatórios comprovando os benefícios de uma alimentação sem carne, seu consumo continua frequente. 

Ambas as pesquisas ajudam a justificar a estabilidade dentro do consumo de carne, que permanece em grandes níveis mesmo com uma maior variedade dentro do mercado de proteínas vegetais. Embora o crescimento constante da indústria de alternativas de carne, que pode alcançar mais de 24 bilhões de dólares em 2030, grande parte da população prefere a proteína animal. 

Além do status que é associado ao consumo de carne pela população masculina, a verdade é que a maioria das pessoas não estão acostumadas às alternativas de carne. Por fim, a pesquisa assume que existe uma relação de hábitos dentro da justificativa da escolha de carne — as pessoas escolhem o que estão acostumadas a consumir. 

Desse modo, para que o consumo de carne diminua, é necessária a introdução dessas alternativas dentro da alimentação de crianças e jovens — o que, levando em consideração a escassez de recursos para a produção de carne, pode vir a acontecer antes do que o esperado.