Amamentação: 11 benefícios para a mãe e o bebê

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A amamentação exclusiva proporciona benefícios que se estendem ao longo de toda a vida

amamentação
Imagem editada e redimensionada de Leandro Cesar Santana, está disponível no Unsplash

A amamentação exclusiva (quando o bebê é alimentado somente pelo leite materno) é o meio de nutrição ideal - pelo menos, até os seis meses de idade. Entretanto, podem ser vistos benefícios incríveis para a mãe o bebê se o período de amamentação se estende. O aleitamento materno pode prevenir a depressão pós-parto na mãe, melhorar o desempenho cognitivo do bebê e prevenir doenças em ambos; entre outros benefícios. Confira:

1. Nutrição ideal

A OMS (Organização Mundial da Saúde) e a Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) afirmam que a amamentação de todos os bebês nos primeiros dois anos pode salvar a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos todos os anos. A amamentação contínua é recomendada por pelo menos um ano, à medida que diferentes alimentos são introduzidos na dieta do bebê.

O amamentação fornece tudo o que o bebê precisa nos primeiros seis meses de vida, em todas as proporções corretas. Sua composição também muda de acordo com as necessidades de saúde do bebê, especialmente durante o primeiro mês de vida (confira aqui estudo a respeito: 1).

Durante os primeiros dias após o nascimento, as glândulas mamárias da mãe produzem um fluido espesso e amarelado chamado colostro, que é rico em proteínas, pobre em açúcar e carregado de compostos benéficos (confira aqui estudo a respeito: 2).

O colostro é o primeiro alimento ideal e ajuda o trato digestivo imaturo do recém-nascido a se desenvolver. Após os primeiros dias, os seios começam a produzir grandes quantidades de leite à medida que o estômago do bebê se desenvolve.

O único nutriente que não é fornecido por meio da amamentação - a não ser que a mãe tenha ingerido quantidades exorbitantes - é a vitamina D (confira aqui estudos a respeito: 3, 4).

Para compensar essa deficiência, podem ser recomendadas algumas gotas de vitamina D a partir de duas a quatro semanas de idade (confira aqui estudo a respeito: 5).

2. Fornece anticorpos

A amamentação é a principal forma pela qual o bebê obtém anticorpos que ajudam o organismo a combater vírus e bactérias.

Isso se aplica particularmente ao colostro, o primeiro leite.

O colostro fornece grandes quantidades de imunoglobulina A (IgA), bem como vários outros anticorpos (confira aqui estudo a respeito: 6).

Quando a mãe é exposta a vírus ou bactérias, ela começa a produzir anticorpos. Esses anticorpos são secretados no leite materno e ingeridos pelo bebê por meio da amamentação (confira aqui estudo a respeito: 7).

O IgA protege o bebê de ficar doente, formando uma camada protetora no nariz, garganta e sistema digestivo (confira aqui estudos a respeito: 8, 9, 10).

Por esse motivo, as mães que realizam a amamentação enquanto estão resfriadas ou gripadas fornecem aos seus bebês anticorpos que os ajudam a combater o patógeno específico que está causando a doença.

No entanto, se você estiver doente e em fase de amamentação, pratique uma higiene rigorosa. Lave as mãos com frequência e tente evitar infectar seu bebê.

As fórmulas de leite não fornecem anticorpos para os bebês. Numerosos estudos mostram que aqueles que não são amamentados são mais vulneráveis ​​a problemas de saúde como pneumonia, diarreia e infecção (11, 12, 13).

3. Reduz o risco de doenças

A amamentação exclusiva (quando a criança se alimenta apenas de leite materno) é capaz de proporcionar incríveis benefícios para a saúde, incluindo:

  • Reduzir infecções de ouvido: três ou mais meses de amamentação exclusiva podem reduzir o risco em 50%, enquanto qualquer amamentação pode reduzir em 23% (confira aqui estudos a respeito: 14, 15).
  • Reduzir infecções do trato respiratório: a amamentação exclusiva por mais de quatro meses reduz o risco de hospitalização por esse tipo de infecção em até 72% (confira aqui estudos a respeito: 16, 17).
  • Reduzir resfriados e infecções: bebês que receberam amamentação exclusiva durante seis meses podem ter um risco até 63% menor de ficarem gripados, com infecções de ouvido ou garganta (confira aqui estudo a respeito: 18).
  • Reduzir infecções intestinais: a amamentação está associada a uma redução de 64% nas infecções intestinais, observadas por até dois meses após a interrupção da amamentação (confira aqui estudos a respeito: 19, 20, 21).
  • Reduzir danos no intestino: a alimentação de bebês prematuros com leite materno está associada a uma redução de 60% na incidência de enterocolite necrosante (confira aqui estudos a respeito: 22, 23).
  • Reduzir a síndrome da morte súbita do lactente (SMSL): A amamentação também está associada a um menor risco de SMSL em 50% após UM mês e a um risco reduzido em 36% no primeiro ano (confira aqui estudos a respeito: 24, 23, 24).
  • Reduzir doenças alérgicas: a amamentação exclusiva por pelo menos três a quatro meses está associada a um risco reduzido de 27 a 42 % de asma, dermatite atópica e eczema (confira aqui estudos a respeito: 25, 26).
  • Reduzir doença celíaca: bebês que são amamentados no momento da primeira exposição ao glúten têm um risco 52% menor de desenvolver doença celíaca (confira aqui estudo a respeito: 27).
  • Reduzir doença inflamatória intestinal: a amamentação pode reduzir em 30% o desenvolvimento de doença inflamatória intestinal na infância (confira aqui estudos a respeito: 28, 29).
  • Reduzir diabetes: a amamentação por pelo menos três meses está associada a um menor risco de diabetes tipo 1 em até 30% e diabetes tipo 2 em até 40% (confira aqui estudos a respeito: 30, 31, 32).
  • Reduzir leucemia infantil: a amamentação por seis meses ou mais está associada a uma redução de 15 a 20% no risco de leucemia infantil (confira aqui estudos a respeito: 33, 34, 35, 36).

4. Promove o peso saudável

A amamentação ajuda a prevenir a obesidade infantil. Estudos mostram que as taxas de obesidade são 15 a 30% mais baixas em bebês que receberam amamentação exclusiva, em comparação com bebês alimentados com fórmula (confira aqui estudos a respeito: 37, 38, 39, 40).

Isso pode ser devido ao desenvolvimento de bactérias benéficas no intestino, chamadas de probióticos, que influenciam a forma que o organismo armazena gordura (confira aqui estudo a respeito: 37).

Bebês alimentados com leite materno também têm mais leptina (um hormônio responsável por regular o apetite e armazenamento de gordura) do que bebês alimentados com fórmula (confira aqui estudos a respeito: 38, 39).

A amamentação também promove uma maior autorregulação da ingestão de leite por parte do bebê. Ele se sente mais satisfeito e, ao longo da vida, desenvolve padrões de alimentação mais saudáveis (confira aqui estudo a respeito: 40).

5. Deixa as crianças mais inteligentes

Alguns estudos sugerem que pode haver uma diferença no desenvolvimento cerebral entre os bebês que receberam amamentação exclusiva e os alimentados com fórmula (confira aqui estudos a respeito: 41).

Essa diferença pode ser devida à intimidade física, ao toque e ao contato visual associados à amamentação.

Estudos indicam que os bebês amamentados com leite materno são mais inteligentes e menos propensos a desenvolver problemas de comportamento e aprendizado à medida que envelhecem (confira aqui estudos a respeito: 42, 43, 44).

No entanto, os efeitos mais significativos são vistos em bebês prematuros, que têm um risco maior de problemas de desenvolvimento.

A amamentação tem efeitos positivos significativos no desenvolvimento cerebral a longo prazo (confira aqui estudos a respeito: 45, 46, 47, 48).

6. Evita que a mãe desenvolva obesidade

Enquanto algumas mulheres parecem ganhar peso durante a amamentação, outras parecem perder peso facilmente.

Embora a amamentação aumente as demandas de energia da mãe em cerca de 500 calorias por dia, o equilíbrio hormonal do corpo é muito diferente do normal (confira aqui estudos a respeito: 49, 50, 51).

Devido a essas alterações hormonais, as mulheres que amamentam têm um aumento do apetite e podem estar mais propensas a armazenar gordura para a produção de leite (confira aqui estudos a respeito: 52, 53, 54).

Nos primeiros três meses após o parto, as mulheres que amamentam podem perder menos peso do que as que não amamentam, e podem até ganhar peso (confira aqui estudo a respeito: 55).

No entanto, após três meses de lactação, elas experimentam um aumento na queima de gordura (confira aqui estudos a respeito: 56, 57, 58).

Entre os três e seis meses após o parto, as mulheres que amamentam perdem mais peso do que as que não amamentam (confira aqui estudos a respeito: 59, 60, 61, 62, 63).

Entretanto, a alimentação e a prática de exercícios são os fatores determinantes para perda de peso pós-parto (confira aqui estudos a respeito: 59, 60).

7. Reduz a perda de sangue pós-parto

Alguns estudos mostraram que as mulheres que amamentam, geralmente, apresentam menor perda sanguínea após o parto (confira aqui estudos a respeito: 63, 64).

8. Diminui o risco de depressão

A depressão pós-parto é um tipo de depressão que afeta até 15% das mães (confira aqui estudo a respeito: 65).

Entretanto, as mulheres que amamentam têm menos chances de desenvolver depressão pós-parto, em comparação às mães que desmamam cedo ou não amamentam (confira aqui estudos a respeito: 66, 67). Aquelas que apresentam depressão pós-parto são mais propensas a ter problemas de amamentação e o fazem por um período mais curto (confira aqui estudos a respeito: 68, 69).

Esses fatores podem estar relacionados devido ao fato da amamentação provocar alterações hormonais que estimulam o cuidado e o vínculo materno (confira aqui estudo a respeito: 70).

Uma das mudanças mais significativas é o aumento da quantidade de ocitocina (hormônio "do amor") produzida durante o parto e a amamentação (confira aqui estudo a respeito: 71).

A oicitocina parece ter efeitos anti-ansiedade a longo prazo, estimula a sensação de afeto e de relaxamento (confira aqui estudos a respeito: 72, 73).

Esses efeitos também podem explicar, em parte, porque as mães que amamentam têm uma taxa menor de rejeição materna, em comparação com aquelas que não amamentam.

Um estudo mostrou que a taxa de abuso e negligência materna infantil foi quase três vezes maior para as mães que não amamentaram, em comparação àquelas que não amamentaram.

Mas isso não significa, necessariamente, que não amamentar sempre aumentará a negligencia materna.

9. Reduz o risco de câncer de mama e ovário

O tempo total que uma mulher gasta com a amamentação está associado a um risco reduzido de câncer de mama e de ovário (confira aqui estudos a respeito: 74, 75, 76).

As mulheres que amamentam por mais de 12 meses durante a vida têm um risco 28% menor de câncer de mama e de ovário. Cada ano de amamentação está associado a uma redução de 4,3% no risco de câncer de mama (confira aqui estudos a respeito: 77, 78).

A amamentação ainda pode proteger contra a síndrome metabólica, um grupo de condições que aumentam o risco de doenças cardíacas e outros problemas de saúde (confira aqui estudos a respeito: 75, 76, 77, 76).

As mulheres que amamentam durante um ou dois anos ao longo da vida têm um risco 10-50% menor de pressão alta, artrite, níveis elevados de gordura no sangue, doenças cardíacas e diabetes tipo 2 (confira aqui estudo a respeito: 77).

10. Atrasa a menstruação

A amamentação continuada interrompe a ovulação e a menstruação. Algumas mulheres usam amamentação, também, como uma forma de controle de natalidade nos primeiros meses após o parto (confira aqui estudos a respeito: 78, 79).

No entanto, pode não ser um método anticoncepcional completamente eficaz. Por outro lado, apresenta o benefício de evitar cólicas e a TPM.

11. Economiza dinheiro

Para completar a lista, a amamentação é totalmente gratuita.

Ao escolher amamentar, você não precisará:

  • Gastar dinheiro com fórmulas;
  • Calcular quanto seu bebê precisa beber diariamente;
  • Gastar tempo limpando e esterilizando garrafas;
  • Aquecer mamadeira no meio da noite ou do dia;

Por outro lado, sabemos que essas tarefas poderiam ser delegadas ao pai ou à outra pessoa responsável pelo bebê, enquanto você usaria um tempo para si mesma.

Além do mais, vale ressaltar que mulheres que não podem amamentar devem alimentar o bebê com fórmula, pois ela fornecerá todos os nutrientes que ele precisa.



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