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Embora já comprovado que respiramos microplásticos, uma nova pesquisa descobriu que o material fica alojado nos pulmões

Cientistas descobriram microplásticos nos pulmões de onze de treze pacientes cirúrgicos vivos, comprovando a sua existência no órgão. Pesquisas anteriores já estabeleceram que o ser humano respira o material, porém, seu paradeiro era apenas uma sugestão. Dessa vez, foi possível provar que as partículas de plástico são capazes de alojar nos pulmões, oferecendo possíveis riscos à saúde. 

A poluição por microplástico fica cada vez mais difícil de se evitar, principalmente devido à constante produção de plástico nas indústrias. Entre os materiais encontrados nos pulmões, cientistas foram capazes de encontrar partículas de PET e polipropileno, que é comumente usado em embalagens de plástico e na produção de nurdles

Os cientistas responsáveis pela descoberta alegam não esperar encontrar o material em grandes quantidades nos pulmões. De acordo com eles, as partículas eram maiores do que o imaginado, uma vez que as vias aéreas são estreitas, principalmente no fundo do órgão — onde os microplásticos foram encontrados. 

Essa é a primeira evidência dos plásticos em pulmões de pessoas vivas, porém, um estudo de autópsias realizado no Brasil em 2021 encontrou o material em treze dos vinte corpos analisados. Nesses casos, o tipo de plástico mais evidente era o polietileno, o material da produção de sacolas plásticas. 

Ainda não se sabe os efeitos que esses materiais podem oferecer para o pulmão ou para o corpo em geral. Contudo, novas pesquisas serão feitas para poder associar sua presença com a indução de carcinogênese em células saudáveis. 

Um outro estudo já conseguiu comprovar outra ação nas células. Publicado no Journal of Hazardous Materials, o estudo alegou que os microplásticos podem danificar células humanas por meio da contaminação de alimentos. 

Especialistas indicaram que esses plásticos podem causar danos nas paredes das células, morte celular e reações alérgicas. De acordo com um dos pesquisadores, a lesão celular é o “evento inicial para os efeitos na saúde” e que não há forma de se proteger contra esse impacto. 

A maioria dos estudos dos impactos dos microplásticos na saúde ainda não foi publicada ou contém muitas informações, uma vez que só conseguimos comprovar sua presença no corpo humano recentemente. 

Além dos pulmões, já foram encontrados plásticos no sangue e na placenta. Em testes feitos em ratos de laboratório, foi observado que as micropartículas de plástico que são inaladas viajam rapidamente para o coração, cérebro e outros órgãos.