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A maior exposição dos bebês aos microplásticos acontece em contato com alimentos, brinquedos e meio ambiente

Um novo estudo da American Chemical Society mostrou que os bebês ingerem 15 vezes mais microplásticos do que os adultos. Durante a pesquisa, a equipe, da Universidade de Nova York, nos Estados Unidos, procurou dois tipos comuns de microplásticos, o tereftalato de polietileno e o policarbonato em amostras de fezes de seis crianças recém-nascidas e dez adultos.

Todos tinham ao menos um dos tipos no organismo. Porém, o mais surpreendente foi a quantidade de microplásticos encontrada nas amostras dos bebês.

O que são os microplásticos?

Microplásticos são fragmentos de plástico com menos de 5 mm de comprimento, segundo o National Ocean Service. Eles são comuns em cosméticos, cápsulas de medicamentos, roupas, alguns produtos de limpeza e pasta de dente. E, às vezes, são pequenos o suficiente para serem transportados pela corrente sanguínea.

Os microplásticos também são resultado da fragmentação de itens de plástico maiores. Por exemplo, ao lavar roupas de plástico na máquina, como as de tecido poliéster, são liberadas fibras microplásticas que contaminam corpos hídricos, como os rios. 

Por que há microplásticos nos bebês?

A exposição a microplásticos acontece quando os bebês mastigam itens como brinquedos, mamadeiras, copinhos e outros objetos de plástico.

“Sabe-se que bebês de um ano de idade costumam colocar produtos e roupas de plástico na boca. Além disso, estudos mostraram que a fórmula infantil preparada em mamadeiras de policarbonato pode liberar milhões de microplásticos, e muitos alimentos para bebês processados ​​são embalados em recipientes de plástico que constituem outra fonte de exposição em bebês de um ano de idade”, escreveram no estudo.

A equipe também acredita que há a concentrações de microplásticos no organismo quando os bebês engatinham em tapetes feitos do material. “Tapetes feitos de tereftalato de polietileno e policarbonato podem ser outra fonte de exposição, já que bebês engatinham nas superfícies acarpetadas com frequência.”

Embora o conhecimento científico sobre os impactos negativos dos microplásticos seja escasso, segundo a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos EUA, uma grande quantidade desses pedaços de plásticos acabam no oceano e podem afetar negativamente a vida marinha. O órgão está atualmente liderando os esforços para pesquisar o impacto desse material.

Outros riscos dos microplásticos

Estudos mostram que a ingestão de microplásticos pode levar ao aumento do risco de câncer e viabilidade das células pulmonares.

Além disso, outra pesquisa já mostrou a magnitude da exposição humana aos microplásticos. Os pesquisadores detectaram o material  da placenta.