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Contaminação de microplásticos em alimentos e na água pode resultar em danos nas células dos seres humanos

O efeito dos microplásticos no organismo pode ir além do que já era imaginado. Segundo uma pesquisa publicada no Journal of Hazardous Materials, esse material pode danificar células humanas por meio da contaminação de alimentos. 

A poluição de microplásticos já é vasta em todo o mundo. Ele é o principal poluente dos oceanos e sua presença já foi comprovada nos cantos mais remotos da Terra, chegando até no Monte Evereste. Seu uso na agropecuária também foi apontado como causa da contaminação da produção agrícola.

É quase impossível evitar sua ingestão, uma vez que suas partículas já foram encontradas até no ar. O material já foi encontrado na água potável, diversos alimentos e até mesmo no sal de cozinha.

Os cientistas indicaram que esses plásticos podem causar dano nas paredes das células, morte celular e reações alérgicas. De acordo com um dos pesquisadores, a lesão celular é o “evento inicial para os efeitos na saúde” e que não há forma de se proteger contra esse impacto. 

Os químicos presentes no plástico já foram associados a casos de diabetes, doenças cardíacas, câncer e infertilidade. Porém, os estudos da ingestão indireta de microplásticos ainda são escassos.  

É possível que pesquisas futuras apontem em quais alimentos os microplásticos estão mais presentes, possibilitando sua evitação.

Também foi comprovado que o seu formato pode influenciar no tipo de dano. Microplásticos de formas irregulares causam mais mortes celulares do que os esféricos. Isso é importante porque reflete pesquisas prévias que usavam esferas pristinas em seus estudos. 

Em testes feitos em ratos de laboratório, foi observado que as micropartículas de plástico que são inaladas viajam rapidamente para o coração, cérebro e outros órgãos.

Quando os microplásticos entram em contato com o meio ambiente, é quase impossível retirá-los. A única solução para o problema em questão é a redução do uso do plástico em geral.