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Pesticidas são substâncias utilizadas no campo que podem ser tóxicas para saúde humana e meio ambiente

Imagem de Free-Photos por Pixabay

Pesticidas são substâncias desenvolvidas tecnologicamente para serem utilizadas no campo. Eles são classificados por diferentes tipos, tais como herbicidas, inseticidas e fungicidas. Apesar de serem amplamente utilizados, os pesticidas podem ser tóxicos e prejudiciais para a saúde humana e o meio ambiente.

Para que serve um pesticida?

Segundo o National Pesticide Information Center, um pesticida é qualquer substância que se destina a prevenir, destruir, repelir ou mitigar qualquer “praga”. Dessa forma, eles servem para matar organismos que se proliferam em um ambiente em desequilíbrio, como no caso de monoculturas — uma prática que se estabeleceu com a Revolução Verde.

Há diferentes tipos de pesticidas para cada situação específica. Conheça alguns deles:

Tipos de pesticidas

  • Algicidas: usados para matar e retardar o crescimento das algas;
  • Antimicrobianos: matam micro-organismos;
  • Biopesticidas: feitos a partir de organismos vivos;
  • Fungicidas: usados para matar fungos;
  • Herbicidas: inibem o crescimento de plantas;
  • Inseticidas: usados para matar insetos;
  • Moluscidas: usados para matar lesmas, caracóis e outros moluscos;
  • Pesticidas: controlam “pragas”, podem ser de origem natural ou não;
  • Rodenticidas: usados para matar roedores, como ratos.

Riscos dos pesticidas

Todos os pesticidas possuem algum risco dependendo da toxicidade dos ingredientes e quantidade de exposição. Alguns deles são mais tóxicos que outros, e, dependendo da composição, os pesticidas podem contaminar o solo, atmosfera e lençol freático; além de prejudicar organismos não alvo, como plantas, animais e pessoas.

Um estudo publicado na Nature Geoscience mapeou o risco de poluição por pesticidas e constatou que 64% das terras aráveis do mundo estão sob risco de poluição por pesticidas que causam impactos adversos na saúde humana. A pesquisa também mostrou que 34% das áreas de alto risco estão em regiões de alta biodiversidade, o que pode desequilibrar ecossistemas e degradar a qualidade das fontes de água.

Muitos inseticidas podem intoxicar abelhas e borboletas, importantes polinizadores que ajudam as plantas a se reproduzirem. Os pesticidas neonicotinoides ou neônicos, por exemplo, são comumente utilizados em plantações e têm sido apontados por pesquisadores como uns dos principais contribuintes para o declínio das populações de abelhas.

O uso de pesticidas também pode trazer riscos para a saúde humana. Isso pode acontecer quando são usados dentro ou ao redor de casas e jardins, quando se trabalha diretamente com os produtos ou, ainda, quando são utilizados nos alimentos.

O glifosato, por exemplo, é um herbicida que pode causar intoxicação humana. Ele está entre os dez agrotóxicos mais consumidos no Brasil e é atribuído principalmente às safras transgênicas, como soja, milho e canola. Estudos mostram que a substância tem contaminado alimentos, atmosfera, solo e lençol freático, e também está relacionada ao aparecimento de certos problemas de saúde, como câncer, diabetes e infertilidade.

Aumentar a ingestão de orgânicos ajuda a diminuir a exposição aos pesticidas. Mas, em alguns casos, higienizar os vegetais também pode reduzir a quantidade de agrotóxicos.

Em âmbito global, cientistas destacam a necessidade de uma estratégia de transição para um modelo agrícola que reduza o uso de pesticidas. Isso ajudará a proteger a biodiversidade, que mantém a saúde e as funções do solo, e também contribuirá para a segurança alimentar.

Como higienizar os alimentos e reduzir a exposição aos pesticidas

Para começar a higienização dos alimentos, retire todos os fragmentos e restos de sujeira em água corrente. Em seguida, dissolva uma colher de bicarbonato de sódio em um litro de água e deixe as frutas e verduras na solução por cerca de 15 minutos. Enxágue e prepare uma solução de 1/4 de copo de limão, 1/4 de vinagre branco e 1/4 de copo de água. Borrife nos alimentos, deixe por cinco minutos e enxágue novamente.

O bicarbonato de sódio, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos, degrada alguns tipos de agrotóxicos, facilitando a remoção física na lavagem.

Como ressalta o médico e nutricionista Eric Slywitch, apesar de serem muitos os tipos de agrotóxicos existentes e cada um possuir características químicas específicas, no Brasil, como a maioria dos alimentos está contaminada com organofosforados (agrotóxicos ácidos), as soluções alcalinas (como a solução de bicarbonato de sódio) são mais eficientes para a remoção desses contaminantes.

De acordo com o nutrólogo, o uso de ácidos como o vinagre é mais bem sucedido na remoção de outros tipos de agrotóxicos menos utilizados (os agrotóxicos alcalinos) do que quando colocados em solução de bicarbonato de sódio ou com água pura.

Por isso é melhor fazer a imersão em solução alcalina (a solução de bicarbonato de sódio) e depois em ácida (a solução de vinagre e limão), de maneira que tanto os agrotóxicos que se degradam com soluções alcalinas quanto os que se degradam com soluções ácidas possam ser eliminados da superfície dos alimentos. Saiba como higienizar frutas e verduras corretamente

Por fim, além de higienizar corretamente os alimentos, também é importante aumentar a ingestão de orgânicos (alimentos cultivados de forma livre de agrotóxicos), aumentar a ingestão de vegetais (mesmo que não sejam orgânicos) e reduzir os produtos de origem animal.

Os animais criados no modelo convencional de produção ingerem rações feitas a partir de grãos cultivados com grande quantidade de pesticidas, como a soja e o milho. A maior parte dos agrotóxicos é lipossolúvel, e por isso tem a capacidade de se bioacumular na carne e no leite do animal. Uma análise mostrou, por exemplo, que a presença de agrotóxicos é maior no leite materno de mulheres onívoras do que no leite das vegetarianas. Assim, reduzir a ingestão de produtos de origem animal pode ser eficiente para diminuir a exposição aos agrotóxicos.


Fontes: Acta Veterinaria Brasilica, EPA, National Pesticide Information Center (1, 2, 3, 4) e National Institute of Environmental Health Sciences.

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