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A Taxonomia Sustentável Brasileira se apresenta como uma ferramenta estratégica para alcançarmos a preservação da biodiversidade e fomentar políticas de carbono zero.

Por Daniela Garcia, CEO do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) | Estamos vivendo uma realidade em que a consciência socioambiental não é mais uma opção, mas uma necessidade inegociável. Assim como a Declaração de Imposto de Renda (IR) evoluiu para um padrão mais elevado de organização, o mundo empresarial precisa trilhar um caminho similar, sendo a Taxonomia Brasileira Sustentável a bússola para essa jornada. O novo paradigma, lançado durante a COP28 em Dubai no ano passado, não é apenas um documento; é um compromisso firme para uma transição ecológica eficaz.

Para alcançarmos o objetivo da transformação climática se faz necessário uma mudança estrutural que transcende a simples adoção de práticas sustentáveis. Precisamos de uma reformulação desde o planejamento para a alocação de recursos até a efetivação das decisões financeiras sustentáveis, além de metas para reduzir desigualdades regionais, raciais ou de gênero. É neste contexto que a Taxonomia Sustentável Brasileira se apresenta como uma ferramenta estratégica para alcançarmos a preservação da biodiversidade e fomentar políticas de carbono zero.

O termo, que se originou na biologia como uma técnica de classificação, agora se torna o alicerce sobre o qual se constrói uma estrutura para organizar e classificar informações. Esse instrumento vai além de uma mera definição; ele é uma declaração de intenções, um compromisso claro em direção a práticas mais transparentes, éticas e responsáveis ambientalmente.

A taxonomia “verde” cria regras e parâmetros para o reporte de atividades empresariais ligadas a impacto socioambiental, e ganha força a partir dos questionamentos sobre finanças sustentáveis. Especialmente no ambiente ESG onde as informações precisam ser organizadas, reportadas e documentadas, ela trará para as empresas parâmetros claros para demonstrar o que já fazem e qual estratégia e caminho estão definindo para alcançar as suas metas de sustentabilidade.

No Brasil, a taxonomia brasileira sustentável (que integra o Plano de Transformação Ecológica) esteve em consulta pública de setembro a outubro de 2023. O documento tem como objetivos principais: mobilizar investimentos para áreas de impacto positivo; fomentar inovações tecnológicas para uma economia mais verde; e estabelecer uma base de informações confiáveis relacionadas às finanças sustentáveis. Pela agenda governamental, espera-se que a publicação oficial do documento ocorra em novembro de 2024 e seu uso, obrigatório para todas as empresas, em janeiro de 2026.

A Taxonomia Sustentável Brasileira, ao ser uma iniciativa governamental, não se contenta em seguir o ritmo; ela lidera o caminho. Mais do que uma regulamentação, ela é uma oportunidade para o Brasil se consolidar no topo do ranking dos países líderes em bioeconomia. E para além disso, esta ferramenta permitirá a toda a empresa entrar, de fato, na rota ESG, e entender o impacto que gera no Meio Ambiente.

Vamos precisar declarar impacto todo ano, e as lideranças mais conscientes já sabem disso.

Daniela Garcia, CEO do ICCB. Foto: Divulgação

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