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Ver o dinheiro como sentido da vida pode ser precipitado, porém, é errado desmerecer o seu papel nas experiências humanas

Embora a famosa frase “dinheiro não pode comprar felicidade” seja o lema de uma parte da população, a atribuição do dinheiro como sentido da vida não é em vão. Em uma sociedade capitalista, onde vivemos em busca de sucesso para realizar nossos maiores desejos, a associação não difere muito da realidade. Porém, é possível fazer essa separação. 

A separação é feita a partir do momento em que distanciamos o dinheiro como único provedor de felicidade. O que, embora pareça óbvio, pode ser esquecido dentro dessa discussão.

Afinal, talvez o dinheiro possa comprar a felicidade, ou, pelo menos, facilitar nossas experiências felizes. Mas, não pode comprar vivências e aprendizados além do que a educação nos proporciona. 

Contudo, é de extrema importância manter uma consciência de classe quando esse assunto é mencionado. O dinheiro, embora separado das experiências da vida, facilita e abre possibilidades inimagináveis para quem o possui ao mesmo tempo que prejudica os menos favorecidos. 

Dinheiro X Felicidade

Ver o dinheiro como sentido da vida pode estar errado, porém, também é errado falar que ele não pode comprar a felicidade. O dinheiro tem uma capacidade imensa de melhorar a vida de uma pessoa e aumentar seus níveis de felicidade. 

Comprar coisas que nos deixam felizes, afinal, é bem comum. Viagens, lazer e algumas experiências custam dinheiro, e às vezes, são impossíveis de se aproveitar sem o capital necessário.

Não reconhecer que o dinheiro pode abrir portas para as pessoas mais favorecidas pelo sistema é simplesmente errado. O capital transforma a maioria dos fundamentos da vida, incluindo a felicidade. 

Porém, é importante mencionar que, embora isso seja verdade, o dinheiro não é a única fonte de felicidade no mundo. Cabe, dentro dessa discussão, o reconhecimento do peso do dinheiro como um provedor de felicidade, mas não o único. 

Sentido X Felicidade

Uma pesquisa publicada no jornal americano Emotion conseguiu provar que, quando as pessoas ficam mais ricas experienciam níveis maiores de felicidade. Porém, a natureza da felicidade muda com base na renda. 

Pesquisadores conseguiram observar que, embora pessoas mais ricas sejam mais felizes, pessoas com menos dinheiro conseguem atribuir a felicidade a um propósito maior. A felicidade, nesses casos, é derivada de um senso de significância da vida. 

Inicialmente, especialistas acreditaram que os resultados dos Estados Unidos seriam diferentes do resto do mundo. Contudo, ao estender a pesquisa para mais de 120 países, eles concluíram que o padrão é o mesmo no mundo todo. 

Uma vida significativa, com um sentido, é uma fonte de felicidade que pode ultrapassar o dinheiro. 

A pesquisa ressalta, porém, que o sentido da vida não resolve problemas e que é de extrema importância não minimizar as desvantagens e desigualdades sofridas por pessoas de baixa renda. Portanto, ver o dinheiro como sentido da vida pode até ser errado, mas é impossível não reconhecer a sua capacidade de impacto na felicidade de uma pessoa, ou uma classe social.