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Mutualismo é a relação ecológica em que ambas as espécies obtêm vantagens

Mutualismo é a relação ecológica em que ambas as espécies obtêm vantagens. Ele difere da protocooperação pelo fato de ser permanente e indispensável à sobrevivência dos indivíduos associados. Um exemplo de mutualismo é a interação de certas espécies de cupim e micro-organismos que habitam o intestino desses insetos

O que são relações ecológicas?

Relações ecológicas são as interações que ocorrem entre os seres vivos dentro dos ecossistemas. Elas podem ser entre indivíduos da mesma espécie (intraespecífica) ou entre espécies diferentes (interespecíficas). Além disso, as relações ecológicas podem ser benéficas ou prejudiciais para as partes envolvidas.

Classificação das relações ecológicas

Como dito anteriormente, as relações ecológicas são interações que ocorrem entre os seres vivos. Elas podem ocorrer entre indivíduos de uma mesma espécie, sendo classificadas como relações intraespecíficas, ou de espécies diferentes, como relações interespecíficas. 

Além dessa classificação, as relações ecológicas podem ser harmônicas ou desarmônicas. Relações harmônicas são aquelas que beneficiam os indivíduos envolvidos ou que não causam prejuízos para nenhum deles. Já relações desarmônicas são aquelas que causam prejuízos para pelo menos um dos indivíduos envolvidos. 

Sendo assim, as relações ecológicas podem ser interespecíficas harmônicas, interespecíficas desarmônicas, intraespecíficas harmônicas e intraespecíficas desarmônicas. Nesse caso, o mutualismo é uma relação ecológica interespecífica e harmônica. Isso porque ela ocorre entre indivíduos de espécies diferentes e beneficia ambos. 

Diferença entre mutualismo e protocooperação

Mutualismo
Imagem de Marcello Rabozzi por Pixabay 

Os termos mutualismo e protocooperação têm significados diferentes, embora sejam frequentemente utilizados como sinônimos.

Mutualismo, ou mutualismo obrigatório, é um tipo de relação ecológica em que as espécies associadas dependem permanentemente uma da outra, não conseguindo sobreviver sem a presença do outro indivíduo. Já protocooperação, ou mutualismo facultativo, é um tipo de relação ecológica em que determinadas espécies, embora possam viver sozinhas, associam-se e trocam benefícios.

Um exemplo de protocooperação é a relação entre crustáceos do gênero Pagurus, conhecidos como caranguejos-eremita, e algumas espécies de anêmona-do-mar. Esses animais não vivem necessariamente juntos, mas é frequente encontrá-los em associação, que é benéfica para os dois.

Exemplos de mutualismo

Líquens são uma associação mutualística estabelecida entre fungos e micro-organismos fotossintetizantes. As algas e as cianobactérias fornecem compostos orgânicos aos fungos, enquanto os fungos garantem um ambiente adequado para o desenvolvimento dos micro-organismos fotossintetizantes. 

As bactérias do gênero Rhizobium estabelecem mutualismo com as leguminosas. Nessas plantas, as bactérias formam nódulos que disponibilizam uma maior quantidade de nitrogênio para os vegetais. As plantas, por sua vez, transferem nutrientes provenientes do processo de fotossíntese para as bactérias.

Importância das relações ecológicas

As relações ecológicas são necessárias e importantes para o equilíbrio das populações que interagem, tendo um efeito benéfico para a comunidade como um todo, independentemente se há prejuízo para alguma espécie ou população em particular.