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El Niño e La Niña são eventos climáticos que se caracterizam pelo aquecimento ou resfriamento das águas do Oceano Pacífico

Imagem de Glenn Villas em Unsplash

El Niño e La Niña são fenômenos climáticos que resultam das interações entre a atmosfera e o oceano. Ambos envolvem mudanças na temperatura da superfície oceânica e na circulação atmosférica, gerando alterações significativas no clima global. Enquanto o El Niño consiste no aquecimento anormal das águas do Oceano Pacífico Equatorial, o La Niña provoca o resfriamento dessas mesmas massas.

O que é El Niño?

O El Niño é um fenômeno atmosférico-oceânico caracterizado por um aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial em decorrência do enfraquecimento dos ventos alísios. Esse evento, que costuma ocorrer em intervalos de dois a sete anos, provoca diversas alterações climáticas globais e inúmeros prejuízos socioeconômicos e ambientais às regiões afetadas.

Quando acontece um El Niño, os ventos sopram com menos força ou mesmo invertem a direção em todo o centro do Oceano Pacífico, resultando em uma diminuição da ressurgência de águas profundas e na acumulação de água mais quente na costa oeste da América do Sul e, consequentemente, na diminuição da produtividade primária e das populações de peixe.

Consequências do El Niño

O El Niño resulta em altos índices pluviométricos em algumas regiões, como na costa oeste da América do Sul, e em graves períodos de seca e estiagem em outras, como na Austrália. No Brasil, ele tem forte influência, provocando excesso de chuvas nas regiões Sudeste e Sul, e secas em outras, como na região Nordeste.

A economia da região semiárida apresenta-se como um complexo de pecuária extensiva e agricultura de baixo rendimento, atividades sensíveis às secas. Com a queda na quantidade de chuvas, a agricultura de subsistência é totalmente afetada, causando um sério problema econômico para todos que dependem desse meio de sobrevivência.

Para saber mais sobre esse fenômeno, acesse a matéria “O que é El Niño?

O que é La Niña?

Lã Nina é um fenômeno oceânico-atmosférico caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, sendo um evento com particularidades opostas ao El Niño. Classificado como uma anomalia climática, esse fenômeno acontece, em média, em um intervalo de dois a sete anos, e provoca alterações significativas nos padrões de precipitação e temperatura ao redor da Terra.

O fenômeno La Niña ocorre a partir da intensificação dos ventos alísios, que sopram na faixa equatorial de leste para oeste. Com isso, uma quantidade maior que o normal de águas quentes se acumula no Oceano Pacífico Equatorial Oeste, enquanto no Pacífico Leste, próximo ao Peru e Equador, verifica-se a presença de águas mais frias, causando um aumento no desnível entre o Pacífico Ocidental e Oriental.

Consequências da La Niña

Assim como o El Niño, o La Niña também afeta a circulação geral da atmosfera, provocando alterações nas condições climáticas de várias regiões do mundo. No Brasil, as consequências são diferentes daquelas provocadas pelo El Niño. Em anos de La Niña, ocorrem chuvas mais abundantes no norte e leste da Amazônia, que podem estar associadas ao aumento na vazão dos rios da região, causando enchentes.

Na região Nordeste, também ocorre um aumento na quantidade de chuvas, o que é benéfico para locais com clima semiárido. No Sul do país, observa-se a ocorrência de secas severas e aumento das temperaturas, prejudicando as atividades agrícolas que sustentam essa área. Nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, por sua vez, os efeitos são imprevisíveis, podendo ocorrer secas, inundações e tempestades.

Para saber mais sobre esse fenômeno, acesse a matéria “O que é La Niña?



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