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Uma infecção bacteriana exige cuidados especiais para não gerar superbactérias; principalmente no contexto da pecuária

Infecção bacteriana é um termo utilizado para caracterizar doenças provocadas por bactérias patogênicas. No geral, ela ocorre principalmente por meio do contato com secreções ou pela água, alimentos e objetos contaminados. 

Apesar de existirem bactérias benéficas aos seres humanos e animais, existem algumas que transmitem doenças. As principais infecções transmitidas por bactérias são pneumonia, tuberculose, tétano, gonorreia, disenteria, sífilis e lepra. Elas costumam provocar febre alta e sintomas que tendem a piorar com o tempo. Além disso, as infecções bacterianas costumam causar mais dor em um local específico do corpo. 

Normalmente, o tratamento de infecções bacterianas é realizado com antibióticos específicos para a bactéria em questão, assim como outros medicamentos, que podem ser recomendados por um profissional de saúde para aliviar os sintomas. 

O que são bactérias?

As bactérias são seres procariontes e unicelulares, isto é, formadas por uma única célula, sem núcleo e com organelas ligadas à membrana. Elas podem viver isoladas ou reunidas em agrupamentos que possuem formas típicas e variam entre as espécies. As bactérias pertencem ao reino Monera.

As bactérias medem entre 0,2 e 1,5 nm de comprimento e apresentam um envoltório externo rígido, chamado de parede bacteriana, que determina a forma e protege a bactéria contra agressões físicas do meio ambiente. Sob a parede celular, encontra-se a membrana plasmática, que delimita o citoplasma, fluido onde há milhares de proteínas e organelas responsáveis pelo metabolismo da bactéria. O cromossomo bacteriano, constituído por uma molécula de DNA, também fica mergulhado diretamente no citoplasma.

Muitas bactérias se movimentam graças ao batimento de longos filamentos proteicos ligados à membrana e à parede celular, denominados flagelos.

Agrupamentos bacterianos

Existem milhares de espécies de bactérias, que diferem quanto ao metabolismo, habitat e à forma de suas células. O tipo de agrupamento e a forma celular são características fundamentais para a classificação. As células bacterianas podem apresentar forma esférica (coco), de bastonete (bacilo), espiralada (espirilo) e de vírgula (vibrião). Os agrupamentos são desdobramentos dos formatos das células, como dois cocos unidos (diplococo), por exemplo.

Infecções locais ou generalizadas

De modo geral, as infecções bacterianas podem ser localizadas — limitadas a uma pequena área — ou podem envolver um órgão todo, variando de gravidade. A principal complicação de uma infecção é a sua disseminação pelo organismo, com comprometimento de vários órgãos. Essa condição, chamada de septicemia, pode levar a um quadro de falência de diversos órgãos e à morte. 

Exemplos de infecções bacterianas

Entre as diversas infecções bacterianas, estão:

  • Infecção urinária;
  • Meningite;
  • Clamídia;
  • Gonorreia;
  • Sífilis;
  • Hanseníase;
  • Tuberculose;
  • Pneumonia;
  • Leptospirose.

Sintomas de infecções bacterianas

Os sintomas típicos de uma infecção bacteriana incluem:

  • Febre;
  • Tosse e espirro;
  • Dor no corpo;
  • Cansaço;
  • Náusea e vômito;
  • Edema local.

Tratamento para infecções bacterianas

Infecção bacteriana
Imagem de freestocks no Unsplash

As infecções bacterianas podem ser tratadas por meio de antibióticos, medicamentos usados para combater infecções em animais e humanos, destruindo as bactérias ou impedindo que elas se reproduzam. Existem vários tipos de antibióticos para tratar diferentes infecções bacterianas. Eles também podem ter diferentes formatos, como comprimidos, cápsulas, líquidos, cremes e pomadas.

No entanto, profissionais da saúde e ambientalistas apontam que o uso desses medicamentos está afetando o meio ambiente e a saúde humana, principalmente por sua utilização na agropecuária. Os antibióticos, uma vez no ambiente, causam resistência bacteriana e, com isso, aparecem as superbactérias.

Tipos de antibióticos

Existem muitos tipos de antibióticos que podem ser classificados nos seguintes grupos:

  • Penicilinas: usadas para tratar casos como infecções de pele, peito e trato urinário;
  • Cefalosporinas: utilizadas para tratar várias infecções, sobretudo, algumas mais graves, como septicemia e meningite;
  • Aminoglicosídeos: geralmente usados no hospital, administrados por injeção, para tratar doenças muito graves, pois causam mais efeitos colaterais;
  • Tetraciclinas: usadas para tratar infecções, acne e a doença de pele denominada rosácea;
  • Macrolídeos: podem ser úteis para tratar infecções pulmonares e torácicas, servem como alternativa para pessoas com alergia à penicilina e tratam cepas de bactérias resistentes à penicilina;
  • Fluoroquinolonas: são usados para tratar infecções respiratórias e de trato urinário, mas são menos comuns, porque podem apresentar efeitos colaterais graves.

Como funcionam os antibióticos?

Os antibióticos combatem as infecções matando as bactérias ou suspendendo sua reprodução. Para ter esse efeito, o medicamento ataca a parede da bactéria e interfere na sua reprodução e produção de proteínas.

Logo após a ingestão do antibiótico, ele já começa a funcionar, mas a sensação de melhora acontece depois de alguns dias. Em geral, os antibióticos devem ser tomados por 7 a 14 dias — mas isso é definido de acordo com orientação médica. Vale ressaltar que, mesmo sentindo melhora no quadro, não se deve interromper o tratamento.

Superbactérias e resistência bacteriana

Quem faz uso do medicamento em excesso ou de forma inadequada, pode facilitar o surgimento de bactérias resistentes ao tratamento. Quando os antibióticos são usados inadequadamente, eles se tornam menos eficazes contra determinado tipo de bactéria, pois esta acaba melhorando suas defesas, resultando em uma superbactéria.

Trata-se de uma preocupação em relação à saúde humana. Na Tailândia, por exemplo, a resistência aos antibióticos causa mais de 38 mil mortes por ano e 3,2 milhões de dias de internação. Na Índia, mais de 58 mil bebês morreram em um ano como resultado de infecção por bactérias resistentes que geralmente são transmitidas pelas mães.

Além do uso excessivo ou inadequado de antibióticos por parte de pacientes, outros fatores influenciam na resistência bacteriana, como: excesso de prescrição, práticas deficientes de saneamento e higiene, pouco controle de infecção em hospitais e clínicas e uso desnecessário na agropecuária.