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Simão Lottenberg afirma que fatores genéticos, obesidade e idade são requisitos para o desenvolvimento do problema e, por isso, destaca a importância da prevenção

Por Jornal da USP – O diabete é uma doença que ocorre pela má absorção ou insuficiência de insulina, hormônio que regula o nível de glicose no sangue. De acordo com a décima edição do Atlas do Diabetes, feito pela Federação Internacional de Diabetes, os casos podem chegar a 784 milhões no mundo em 2045.

Para explicar isso, Simão Augusto Lottenberg, endocrinologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), especialista em diabete, contou ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição que esse aumento se deu pelas dificuldades no controle do diabete, principalmente com a pandemia. “O controle do diabete é um trabalho do dia a dia. Tem uma equipe médica profissional, não só médicos, mas nutricionistas, enfermeiros, psicólogos”, explica.

Lottenberg também ressalta que fatores genéticos, obesidade e idade são requisitos para o desenvolvimento do problema, o que favorece alterações metabólicas. Por ter essa predisposição, ele destaca a importância da prevenção. “Mudanças de estilo de vida, alimentação adequada, manter o peso normal, atividade física previnem não só o desenvolvimento do diabete, mas também das suas complicações tardias, que já começam a se desenvolver mesmo que sem sintomas”, afirma.

Outro ponto abordado pelo endocrinologista é a complexidade do diabete, que vai além do aumento da glicose no sangue e pode gerar complicações tardias como infarto, AVC, neuropatia diabética, complicações renais, oculares, retinopatia diabética. Para ele, é essencial o diagnóstico precoce e identificar a propensão do indivíduo a ter a doença.

Em relação ao tratamento, Lottenberg vê que a pandemia ajudou na estruturação dos centros de atendimento. “Estruturas maiores de atendimento auxiliaram a distância o tratamento dos pacientes em localizações em que os recursos são menores. Então, nós temos possibilidades de desenvolver até dentro dessa estrutura um atendimento que pode tratar e trazer a doença, reservando para os grandes centros médicos os casos mais complexos”, ressalta.


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