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Fake news é um termo em inglês que significa, literalmente, “notícia falsa”. Notícias falsas são uma invenção, uma mentira ou uma distorção de um determinado fato que assume a aparência de uma notícia real com o objetivo de enganar as pessoas.

Aliás, é importante ter em mente que as fake news parecem verdadeiras, embora sejam falsas. Notícias falsas costumam ser cuidadosamente elaboradas, a fim de que tenham impacto e convençam o público-alvo. Por isso, pode ser difícil identificá-las – e é justamente essa dificuldade que leva à sua divulgação massiva.

Assim como as informações verdadeiras têm muitas faces, as notícias falsas também podem vir em muitas formas, de diversas fontes e sobre vários assuntos diferentes – de política até doenças e religiões.

O surgimento das fake news

Tradicionalmente, recebemos nossas notícias de fontes confiáveis, jornalistas e veículos de mídia que são obrigados a seguir rígidos códigos de prática. No entanto, a internet possibilitou uma forma totalmente nova de publicar, compartilhar e receber informações e notícias com muito pouca regulamentação ou padrões editoriais.

Com essa nova ferramenta, circulam nas redes diversas informações virais cuja credibilidade é baixa, mas que alcançam milhares de pessoas todos os dias. A sobrecarga de informações e uma falta geral de entendimento sobre como a internet funciona pelas pessoas também contribuíram para um aumento no número de notícias falsas ou histórias de boatos. As redes sociais podem desempenhar um grande papel no aumento do alcance desse tipo de história.

Embora tenham ganhado mais fôlego a partir de 2010, sobretudo com a popularização da internet, das mídias sociais e dos aplicativos para celulares de conversação em tempo real, como o WhatsApp e o Telegram, a propagação de fake news não é novidade.

Em 1979, um memorando interno da empresa de tabaco Brown & Williamson, redigido dez anos antes, veio a público. O documento, chamado “Smoking and health proposal” (“Tabagismo e proposta de saúde”), reunia uma série de estratégias empregadas pela indústria do cigarro para enfrentar os movimentos antitabagistas que começavam a surgir naquele período.

Ao analisar o memorando, Proctor descobriu que a indústria do tabaco promovia propaganda enganosa e informações mentirosas sobre seu produto, além de gastar bilhões para manter dados sobre os danos causados pelo fumo em segredo. Foi então que ele teve um insight e resolveu iniciar uma pesquisa sobre o assunto.

A partir dessa pesquisa, Proctor criou o termo agnotologia, que é o estudo da propagação intencional da ignorância para fins políticos e comerciais. As informações falsas costumam ser elaboradas e divulgadas por pessoas e grupos poderosos, que se beneficiam da ignorância social por meio da manipulação dos fatos.

Tipos de fake news

Existem opiniões divergentes quando se trata de identificar tipos de informações falsas. No entanto, quando se trata de avaliar o conteúdo on-line, há vários tipos de notícias falsas ou enganosas que precisamos estar cientes. Esses incluem:

1. Clickbait

Essas são histórias que são fabricadas deliberadamente para ganhar mais visitantes do site e aumentar a receita de publicidade para sites. As histórias de clickbait usam manchetes sensacionalistas para chamar a atenção e direcionar cliques para o site da editora, normalmente em detrimento da verdade ou precisão.

2. Propaganda

Histórias criadas para enganar deliberadamente o público, promover um ponto de vista tendencioso ou uma causa ou agenda política específica.

3. Sátira ou paródia

Existem sites e perfis de mídias sociais que publicam notícias falsas para entretenimento e paródia. No entanto, o mau uso e a falta de discernimento geral a respeito do funcionamento da internet podem espalhar esse tipo de notícia como se fosse real.

4. Jornalismo descuidado

Às vezes, repórteres ou jornalistas podem publicar uma história com informações não confiáveis ​​ou sem verificar todos os fatos que podem enganar o público. Por exemplo, durante as eleições norte-americanas de 2016, a marca da moda Urban Outfitters publicou um Guia para o Dia da Eleição com informações incorretas, que dizia aos eleitores que eles precisavam de um “cartão de eleitor” para votar. Na realidade, esse cartão não é exigido por nenhum estado dos Estados Unidos.

5. Títulos enganosos

Histórias que não são completamente falsas podem ser distorcidas usando manchetes enganosas ou sensacionalistas. Esses tipos de notícias podem se espalhar rapidamente em sites de mídia social, onde apenas as manchetes e pequenos trechos do artigo completo são exibidos nos feeds de notícias do público.

6. Notícias tendenciosas/inclinadas

Muitas pessoas são atraídas por notícias ou histórias que confirmam suas próprias crenças ou preconceitos, e notícias falsas podem se aproveitar desses preconceitos. Os feeds de notícias de mídia social utilizam algoritmos para exibir notícias e artigos que se alinham com nossos valores, crenças e ideologias, com base em nossas pesquisas personalizadas.

Como combater as fake news?

O Google e o Facebook adotam medidas para lidar com notícias falsas com a introdução de relatórios e ferramentas de sinalização. Organizações de mídia como a BBC e o Canal 4 também estabeleceram sites de checagem de fatos. Aqui no Brasil, grandes veículos de mídia, como a Globo, o Estado de São Paulo e a Folha de São Paulo também contam com plataformas dedicadas a combater a desinformação.

Embora sejam desenvolvimentos bem-vindos, a alfabetização em mídia digital e o desenvolvimento de habilidades para avaliar informações de maneira crítica são habilidades essenciais para qualquer pessoa que esteja navegando na Internet, especialmente para os jovens.

A vasta quantidade de informações disponíveis online e o aumento de notícias falsas destacam a necessidade de pensamento crítico. As crianças precisam desenvolver o pensamento crítico desde cedo. Esta é uma habilidade fundamental para os jovens se desenvolverem à medida que ingressam no ensino de terceiro nível e se preparam para o mercado de trabalho.

Confira algumas agências de checagem de fatos para procurar informações, caso você receba uma notícia cuja veracidade não esteja confirmada:

Aprenda a detectar fake news

Há uma série de atitudes que você pode tomar ao receber uma notícia aparentemente duvidosa. Aliás, a primeira dica é sempre duvidar. Ouse questionar e não acredite em tudo o que você lê na internet. Afinal, embora seja uma ferramenta maravilhosa de pesquisa e informação, qualquer pessoa pode escrever e publicar o que quiser em um site, blog ou rede social. Desconfie!

Verifique a fonte

Sempre verifique a fonte da notícia que você recebe. Você reconhece o site? É uma fonte confiável e segura? Uma rápida pesquisa no Google pode ser muito esclarecedora.

Vá além do título

Verifique todo o artigo, porque muitas notícias falsas usam manchetes sensacionalistas ou chocantes para chamar a atenção. Frequentemente, as manchetes de novas histórias falsas estão em caixa alta e usam pontos de exclamação.

Verifique outras fontes

Há outras notícias e meios de comunicação respeitáveis ​​relatando a história que você recebeu? Existem fontes na história? Em caso afirmativo, verifique se eles são confiáveis ​​ou se existem.

Verifique os fatos

Histórias com informações falsas geralmente contêm datas incorretas ou cronogramas alterados. Também é uma boa ideia verificar quando o artigo foi publicado.

Tome cuidado com seus preconceitos

Sempre se pergunte: os seus próprios pontos de vista ou crenças estão afetando seu julgamento de uma notícia ou reportagem? Fique de olho!

Isso é uma piada?

Os sites satíricos são muito populares na web, e nem sempre fica claro se uma história é apenas uma piada ou paródia. Verifique se o site em que você viu a notícia é conhecido pela sátira ou pela criação de histórias engraçadas antes de compartilhá-la.

Só porque você discorda de uma opinião, não significa que seja uma notícia falsa

Tenha cuidado para não considerar uma opinião uma notícia falsa só porque você discorda dela. Um político, sempre que é criticado, pode ficar tentado a dizer que está sendo alvo de fake news, mas isso é desonesto. Primeiro você deve se perguntar se a crítica é baseada em fatos ou opiniões.


Fontes: M Library, Webwise, 30 Seconds e BBC


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