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Fitoplâncton é um conjunto de micro-organismos aquáticos e fotossintetizantes

Fitoplâncton” é um termo utilizado para definir um conjunto de micro-organismos que vivem flutuando na superfície de ambientes aquáticos. Eles são formados por algas microscópicas e cianobactérias, que podem ser unicelulares, coloniais ou filamentosas. Além disso, se destacam pela capacidade de realizar fotossíntese e serem a base da cadeia alimentar nos corpos hídricos.

Vale ressaltar que os termos “fitoplâncton” e “zooplâncton” tem significados diferentes. Enquanto o primeiro faz referência a um conjunto de organismos que produzem seu próprio alimento, o último descreve um grupo de seres vivos que retira nutrientes de outros organismos, como fitoplânctons, para a sua sobrevivência.

O fitoplâncton é de extrema importância para os ecossistemas aquáticos, porém variações em sua quantidade podem causar vários danos. O crescimento desenfreado de cianobactérias, por exemplo, pode levar a um aumento de toxinas e à diminuição do oxigênio dissolvido (OD), provocando prejuízos a outros organismos.

Classificação do fitoplâncton

O fitoplâncton apresenta uma diversidade de características que podem ser usadas para a sua classificação, dentre elas, o seu tamanho:

  • Picoplâncton: fitoplâncton com tamanho entre 0,2 µm e 2 µm;
  • Nanoplâncton: fitoplâncton com tamanho entre 2 µm e 20 µm;
  • Microplâncton: fitoplâncton com tamanho entre 20 µm e 200 µm;
  • Mesoplâncton: fitoplâncton com tamanho entre 200 µm e 2000 µm.

Esses organismos podem ser unicelulares, coloniais ou filamentosos. Os unicelulares são aqueles que vivem isoladamente; já os coloniais formam um agregado de células com certa independência; e, por fim, os filamentosos formam sequências de células lineares ou ramificadas. 

Importância do fitoplâncton

O fitoplâncton tem grande importância para o meio ambiente. Os organismos desse grupo garantem a oxigenação da água através da fotossíntese. Além disso, constituem a base da cadeia alimentar aquática, como alimento para várias espécies de animais, como crustáceos.

Eles afetam diretamente a quantidade de luz que penetra na superfície da água. O aumento do seu volume, por exemplo, pode levar à diminuição da luminosidade no ambiente, o que provoca danos.

Por fim, esses organismos têm um papel importante quando o conteúdo é poluição. Eles reagem às mais variadas transformações no meio, podendo ser frequentemente utilizados como bioindicadores.

Fatores que afetam a quantidade de fitoplânctons

A presença em ecossistemas aquáticos pode variar conforme a disponibilidade de nutrientes, quantidade de luz e temperatura, além de outros fatores. Dessa maneira, modificações no ambiente podem levar à diminuição ou aumento da quantidade desses organismos. 

Em alguns caso os fitoplânctons crescem desenfreadamente, provocando um fenômeno chamado de floração. A intensa proliferação desses organismos ocorre quando fertilizantes ou esgotos domésticos e industriais são lançados na água, causando aumento na disponibilidade de nutrientes. 

Dependendo da espécie, as florações podem ser muito perigosas, contribuindo, por exemplo, para a produção de toxinas, no caso de algumas cianobactérias. Se essa floração ocorrer em um ambiente usado para abastecimento hídrico, poderá causar sérios danos à saúde da população. 

Além da saúde humana, seres vivos que vivem nesse ecossistema também podem morrer em contato com as toxinas. Vale ressaltar ainda que o aumento da quantidade de fitoplânctons em um ecossistema forma uma camada que impede a passagem de luz. Com isso, não permite a ocorrência da fotossíntese, gerando uma redução na quantidade de oxigênio dissolvido na água e provocando a morte de outros organismos.