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Mais de 11 mil quilômetros quadrados de floresta foram destruídos entre agosto de 2019 e julho deste ano

Imagem editada e redimensionada de Bruno Kelly/Amazônia Real, disponível no Flickr e licenciada sob CC-BY 2.0

O índice de desmatamento na Floresta Amazônica voltou a aumentar nos últimos meses, atingindo novamente um número recorde. Os dados foram divulgados pelo Programa de Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (PRODES), da Agência Espacial Brasileira, que analisa imagens de satélite para acompanhar o desmatamento na região. De acordo com o órgão, 11.088 quilômetros quadrados da maior floresta tropical do mundo, na porção brasileira, foram destruídos entre agosto do ano passado e julho de 2020.

Este é o maior resultado desde 2008, quando 12.911 quilômetros quadrados de floresta foram destruídos na Amazônia brasileira. Para se ter uma ideia, o número equivale a uma área maior do que a de toda a Jamaica. O aumento foi de 9,5% em relação ao ano anterior, quando o desmatamento também atingiu nível máximo em mais de uma década.

Florestas como a Amazônia desempenham um papel vital no controle das mudanças climáticas porque sequestram carbono da atmosfera. No entanto, quando as árvores morrem ou queimam, elas liberam carbono de volta para o meio ambiente. Nesse cenário, o atual presidente do país, Jair Bolsonaro, tem sido duramente criticado por sua postura negacionista e suas declarações no mínimo controversas em relação às queimadas e ao desmatamento na maior floresta tropical do mundo.

O Observatório Brasileiro do Clima, coalizão de grupos ambientalistas, aponta que o Brasil é provavelmente o único grande emissor de gases do efeito-estufa que conseguiu elevar suas emissões mesmo em ano de pandemia do novo coronavírus, que paralisou a economia global. Além disso, o governo Bolsonaro não só está pressionando para abrir terras protegidas para mineração e agronegócio, como cortou fundos para programas de proteção ambiental.

Ambientalistas dizem que essas políticas alimentam a destruição da Amazônia, já em curso há décadas. Cristiane Mazzatti, porta-voz do Greenpeace, disse, em comunicado, que a visão do governo Bolsonaro de desenvolvimento para a Amazônia é um retrocesso ao desmatamento desenfreado do passado. Segundo ela, é uma visão regressiva que está longe do esforço necessário para lidar com a crise climática.

O vice-presidente Hamilton Mourão, que apresentou os números em entrevista coletiva, defendeu o compromisso do governo com o combate ao desmatamento. Ele afirma que o governo age em conjunto com a ciência e a tecnologia para apoiar o trabalho das agências de proteção ambiental. Mourão é general aposentado do Exército que chefia a força-tarefa de Bolsonaro na Amazônia.


Fonte: Phys.org

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