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Unidade de medida tenta prever e evitar impactos socioambientais relacionados às mudanças climáticas; mas custo social do carbono também tem limitações

Imagem editada e redimensionada de Joshua Hoehne, está disponível no Unsplash

Custo Social do Carbono (CSC) é uma unidade de medida que coloca um valor monetário nos impactos causados pelas mudanças climáticas às atividades econômicas, ao bem-estar social e aos ecossistemas.

Esses impactos são entendidos pelos economistas climáticos como os custos econômicos gerados pela emissão de uma tonelada de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera em determinado período.

O Custo Social do Carbono foi calculado pela primeira vez em 2010, durante o governo de Ronald Reagan, nos Estados Unidos, passando a vincular tempestades, incêndios florestais, elevação do nível do mar e desmatamento a técnicas econométricas.

Em uma publicação na revista Nature, os pesquisadores apontaram recomendações a serem levadas em conta no Custo Social do Carbono, entre elas:

  • Restabelecer o custo econômico estimado do CO2 emitido para US $50 a tonelada
  • Atualizar as funções de danos que calculam como as mudanças climáticas afetam o bem-estar humano, desde perdas de safras até o impacto do calor na aprendizagem dos alunos e na produtividade do trabalhador 
  • Incorporar os efeitos injustos das mudanças climáticas dentro e entre os países 
  • Rever as taxas de juros – as maneiras pelas quais o custo de danos futuros relacionados ao clima são calculados em dólares de hoje – a fim de informar melhor os processos orçamentários de hoje 
  • Atualizar as previsões para o crescimento econômico e populacional – ambos afetam as previsões de emissões e o impacto ambiental relacionado 

“A ciência do clima e a economia avançaram desde 2010”, escreveram os autores do estudo. “Tempestades devastadoras e incêndios florestais são agora mais comuns e os custos estão aumentando. Os avanços na ciência mostram que os pesquisadores podem vincular muitos eventos climáticos extremos diretamente às mudanças climáticas, e novas técnicas econométricas ajudam a quantificar os impactos em dólares”. 

Prós e contras

O Custo Social do Carbono pode ser uma ferramenta útil no planejamento e desenvolvimento de políticas públicas. Tomadores de decisões e legisladores podem utilizar essa unidade de medida para prever e assim evitar as consequências de fenômenos devastadores.

Por outro lado, há quem afirme que o Custo Social do Carbono é extremamente incerto, e que pode mudar ao longo do tempo por causa dos juros, que dependem de decisões políticas.


Fontes: Nature e OECD


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