Asfalto continua emitindo partículas depois de aplicado, diz estudo

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Quanto mais quente fica, maiores as emissões urbanas provenientes do asfalto, segundo um novo estudo de Yale

Asfalto
Imagem de Andrea Cau no Unsplash

Quanto mais trabalharmos para reduzir as emissões dos veículos motorizados e da geração de energia, mais teremos que começar a olhar para fontes de emissões que não têm origem na combustão. Um novo estudo de Yale analisou uma dessas fontes, o asfalto, tão onipresente nas cidades modernas, e sugere que ele continua a liberar uma grande variedade de produtos químicos no ar muito depois de ter sido depositado - fenômeno que é três vezes pior em dias quentes.

Estima-se que o mundo como um todo use cerca de 122,5 milhões de toneladas métricas de asfalto por ano - essa forma pegajosa, preta e semissólida de petróleo, também conhecida como betume, é um componente-chave em estradas, pavimentos e na vedação de telhados. Existem emissões significativas e bem compreendidas em cada estágio dos processos de produção e assentamento do material, e uma equipe de Yale descobriu que o asfalto continua a liberar "misturas complexas de compostos orgânicos, incluindo poluentes perigosos", mesmo depois de aplicado.

A indústria de asfalto afirma que "as emissões em temperatura ambiente são insignificantes", de acordo com a equipe de Yale, "porque o processo de fabricação remove todas as emissões potenciais." Mas a equipe descobriu que o que realmente está acontecendo é que esses compostos simplesmente se difundem lentamente através do asfalto altamente viscoso.

Como qualquer motociclista sabe, um dia quente pode amolecer o betume a ponto de viabilizar até a penetração de objetos no pavimento. O mesmo amolecimento, diz a equipe de Yale, pode acelerar esses vazamentos de emissões em até 300 por cento, conforme evidenciado por um estudo de laboratório analisando uma gama de temperaturas e condições diferentes.

O resultado: mais uma fonte ainda ignorada de emissões e que pode liberar uma quantidade significativa de material particulado fino (como poeira e cinzas) no ar. A poluição causada pelo material particulado é reconhecida como um problema significativo para a saúde pública. Segundo as estimativas da pesquisa, em Los Angeles, a emissão de partículas finas proveniente do asfalto na região é comparável à liberada pelos veículos.

Os pesquisadores observam que isso não é um problema de CO2 ou ozônio, e que o asfalto é "apenas uma peça do quebra-cabeça". Mas, como há uma grande quantidade de asfalto por aí, encontrar maneiras de tornar ruas e estradas mais ecológicas, assim como os veículos que passam por elas, é mais um desafio importante para o futuro. O estudo está disponível na revista Science Advances.


Fonte: Yale

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