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No dia seis de novembro, durante a COP26 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas), quatro das maiores ONGs socioambientais do Brasil apresentam uma aliança que tem como meta restaurar quatro milhões de hectares de florestas e paisagens na Amazônia, Cerrado e Mata Atlântica até 2030. A área total a ser restaurada é equivalente a aproximadamente o território do estado do Rio de Janeiro.

Por WFF Brasil em WFF Brasil A aliança União Pela Restauração (em inglês, Union4Restoration) é composta pela Conservação Internacional (CI-Brasil), The Nature Conservancy (TNC Brasil), World Resources Institute (WRI) Brasil e o WWF-Brasil estarão no Brazil Climate Action Hub, em Glasgow (Reino Unido).

A restauração de ecossistemas vai muito além do plantio de mudas: engloba diversas técnicas e é uma importante solução baseada na natureza como uma das estratégias para reduzir os avanços climáticos e manter o aumento médio da temperatura global em no máximo 2°C em relação ao período pré-industrial, sendo ideal manter o aumento em 1,5°C, segundo o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC).

No Brasil, uma das principais causas das mudanças climáticas é o desmatamento e há mais de 21 milhões de hectares que precisam ser restaurados. Cientistas nos mostram que a restauração e conservação são os principais caminhos para mitigar as mudanças climáticas. Recuperar essas áreas é de extrema importância. De acordo com informações do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), o Brasil aumentou as emissões de gases de efeito estufa (GEE) em 9,5%, em 2020. E, ainda segundo os dados do SEEG, 46% dessas emissões têm origem no uso inadequado do solo.

A união de quatro grandes instituições traz importante contribuição para esta agenda. Segundo Miguel Moraes, diretor sênior da Conservação Internacional, para que os efeitos da restauração se consolidem, também se faz necessário quebrar o ciclo do desmatamento. “Cada entidade participante tem uma agenda clara sobre as ações que mitigam os danos ambientais acumulados ao longo de muitas décadas – unir esforços é um passo natural para alcançar novos espaços e para que mais pessoas sejam sensibilizadas sobre o que se pode fazer agora, para que todos tenhamos um futuro melhor”, conclui.

Rubens Benini da TNC Brasil, explica que a união em conjunto visa dar escala não apenas na restauração de ecossistema, mas também, dessa maneira, garantir a prestação de serviços ambientais, removendo CO2 da atmosfera, contribuindo para a manutenção de águas e conservação da biodiversidade, ao mesmo tempo que fortalece economias locais, de modo a garantir um futuro sustentável com bem-estar da humanidade. “A restauração florestal é fundamental no combate às mudanças climáticas, influenciando positivamente o abastecimento de água e a manutenção da biodiversidade. Por meio da Union4Restoration, trazemos soluções amparadas na expertise de cada organização para buscar escala na restauração ao mesmo tempo em direciona recursos ao produtor rural, conectando a agenda ambiental à social e econômica”, destaca Rubens Benini.

A diretora de Clima do WRI Brasil, Carolina Genin, explica que a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica são biomas que com condições necessárias para impulsionar a restauração ao mesmo tempo em que gera emprego no meio rural e renda para o produtor. “Sistemas produtivos como a silvicultura de nativas e os sistemas agroflorestais podem ajudar a produzir alimentos e produtos florestais não-madeireiros, trazendo riqueza no campo e mantendo o carbono no solo e nas árvores. Também é peça-chave na transição de áreas degradadas para uma economia de baixo carbono”, afirma.

Os trabalhos da Union4Restoration estão amparados em seis pilares essenciais: arranjos de governança regional; inovação em finanças; investimentos em ciência e tecnologia; comunicação de resultados; apoio à formulação e implementação de políticas públicas; e promoção do acesso aos mercados. 

De acordo com Mauricio Voivodic, diretor executivo do WWF Brasil,  o Brasil é um dos países que mais pode se beneficiar com a restauração, cumprindo seus compromissos climáticos e de proteção da biodiversidade, com  benefícios ambientais e socioeconômicos. “A restauração é uma atividade que emprega muita gente, desde coletores de sementes até trabalhadores e trabalhadoras da indústria. Portanto, seus benefícios vão muito além da recuperação da biodiversidade local, contribuindo também para novos modelos produtivos inclusivos. Grandes redes de restauração já estão operando no Brasil. Nosso próximo grande passo é destravar investimentos para dar escala a essas iniciativas em linha com a ambição da Década da Restauração”, destaca Voivodic.