Apoio: Roche

Saiba onde descartar seus resíduos

Verifique o campo
Inserir um CEP válido
Verifique o campo
Lightbulb

Biopolímeros são uma alternativa sustentável ao uso de polímeros convencionais

Os biopolímeros, também chamados de polímeros biodegradáveis, são compostos químicos produzidos a partir da ação de seres vivos ou de matérias primas de fontes de energia renováveis, como cana-de-açúcar, milho e fécula de mandioca. Enquanto as fontes de energia fósseis e não renováveis podem levar milhares de anos para se formar, as renováveis apresentam ciclos de vida significativamente menores.

O desenvolvimento de objetos e materiais a base de biopolímeros oferece inúmeras alternativas para a sustentabilidade. Fatores econômicos, sociais e ambientais também influenciam o crescimento do seu uso. A grande parte dos polímeros sintéticos não sofrem biodegradação, levando milhares de anos para se decompor na natureza. Outra desvantagem diz respeito ao processo de produção desses materiais, que gera grande impacto ambiental. Nesse sentido, os biopolímeros são uma alternativa ao uso de polímeros convencionais.

Polímeros

Polímeros são macromoléculas originadas a partir da união de várias unidades de moléculas menores, chamadas de monômeros. A palavra deriva do grego poli, que significa muitas, e meros, partes. Os monômeros se unem por meio de ligações covalentes em uma reação química conhecida como polimerização. O polietileno, por exemplo, é um polímero sintético formado a partir da ligação de diversas moléculas de etileno.

Em uma reação de polimerização, a molécula inicial (monômero) vai sucessivamente se unindo a outras, dando origem ao dímero, trímero, tetrâmero, até chegar ao polímero. Aparentemente, o processo poderia prosseguir, sem parar, até produzir uma molécula de tamanho “infinito”, mas fatores práticos limitam a continuação da reação.

Nesse cenário, pode-se dizer que os biopolímeros são uma classe muito importante de polímeros. Entre eles, estão os polissacarídeos, formados pela união de vários monossacarídeos e os peptídeos, constituídos pela junção de inúmeros aminoácidos.

Aplicações de biopolímeros

Os biopolímeros podem ser usados em diversas áreas. Uma delas é a Medicina, em que são utilizados polímeros bioabsorvíveis, isto é, polímeros biodegradáveis que podem ser assimilados por um sistema biológico. Eles ajudam na realização de suturas, implantes e fixações ósseas e devem ser absorvidos pelo organismo na mesma escala de tempo em que acontece a regeneração de um tecido. O polihidroxialcanoato (PHA), produzido por bactérias, pode ser citado como exemplo desse tipo de biopolímero.

Outro exemplo de biopolímero é o polímero de amido (PA), um polissacarídeo produzido a partir de batata, milho, trigo e mandioca. Nesse caso, o amido contido nesses vegetais é retirado e passa por um processo químico de desestabilização e um rearranjo na estrutura molecular, formando um material plástico. O principal uso do polímero de amido é na produção de sacos de lixo, material de preenchimento de embalagens e, também, na fabricação de filmes comestíveis para embalagem e proteção de alimentos.

Por fim, um último exemplo de biopolímero muito utilizado é o polilactato (PLA), feito a partir do ácido láctico produzido pela fermentação bacteriana de glicose extraída do milho. Posteriormente, por meio de processos químicos, esse ácido é transformado em plástico e, assim, pode ser usado na confecção de embalagens, itens de descarte rápido e fibras para vestimentas.

Vantagens dos biopolímeros

Uma vantagem do uso de biopolímeros diz respeito a sua degradação no meio ambiente, que resulta da ação de micro-organismos de ocorrência natural, como bactérias, fungos e algas. Além disso, propriedades como longa vida útil e fácil descarte fazem com que eles ganhem cada vez mais espaço no dia a dia.

No entanto, mesmo apresentando benefícios em comparação com os polímeros convencionais, a biodegradação de alguns biopolímeros pode produzir gás metano, um famoso gás do efeito estufa e que possui processo de reabsorção mais lento do que o dióxido de carbono, causando prejuízos ambientais.

Entretanto, pode-se considerar que as vantagens dos biopolímeros – como a biocompatibilidade, menor impacto ambiental, inúmeras propriedades e aplicações e menor custo de produção – são mais significativas que a desvantagem da decomposição desses materiais formar gás metano.