Herpes zóster: tratamento, sintomas e transmissão

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Doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, o herpes zóster provoca bolhas vermelhas e doloridas na pele

Herpes Zoster
Imagem: Jornal da USP

O herpes zóster, conhecido popularmente como cobreiro ou zona, é uma doença infecciosa causada pelo mesmo vírus da catapora, o Varicela-Zoster, que pode voltar a surgir durante a idade adulta, provocando bolhas vermelhas na pele e dor intensa. Esse tipo de herpes pode acometer qualquer região, mas é mais comum no tronco e no rosto. As lesões geralmente se manifestam na forma de uma faixa em um dos lados do corpo.

O vírus que causa a varicela (catapora) e o herpes zóster não é o mesmo vírus responsável pelo herpes labial ou genital. Apesar de terem nomes semelhantes e serem causados por vírus da mesma família, são duas doenças completamente distintas.

O que causa o herpes zóster?

Qualquer pessoa que teve catapora em algum momento da vida pode desenvolver herpes zóster. Isso porque o vírus fica latente (adormecido) nos gânglios do corpo e, eventualmente, pode ser reativado e “viajar” ao longo das vias nervosas até a pele, produzindo as erupções. Logo, essa doença atinge apenas pessoas que já tiveram catapora ou que entraram em contato com pessoas com catapora ou herpes zóster ativa.

Sintomas do herpes zóster

O herpes zóster pode aparecer em qualquer parte do corpo, acometendo geralmente apenas um lado - o esquerdo ou o direito. É comum a erupção começar no meio das costas em direção ao peito, mas também pode aparecer no rosto, em torno de um olho ou mesmo atingir o nervo óptico. É possível ter mais de uma área de erupção no corpo (barriga, cabeça, face, pescoço, braço ou perna).

Ele se desenvolve em fases: período de incubação (antes das erupções), fase ativa (quando a erupção aparece) e a fase crônica (neuralgia pós-herpética, que tem duração de pelo menos 30 dias e pode continuar por meses ou anos).

Os sintomas iniciais do herpes zóster podem ser:

  • Dor, formigamento, coceira ou queimação na região afetada;
  • Febre entre 37°C e 38°C;
  • Dor de cabeça;
  • Calafrios;
  • Distúrbio gastrointestinal.

Esses sinais podem aparecer alguns dias antes de uma erupção acontecer. Os calafrios e dor de estômago, com ou sem diarreia, aparecem poucos dias antes das erupções e podem persistir durante o período das lesões da pele. Ao contrário da catapora, que aparece apenas uma vez na vida, o herpes zóster pode voltar a se manifestar sempre que houver uma queda da imunidade do paciente. Procure uma médica ou médico sempre que você suspeitar de herpes zóster.

Como prevenir o herpes zóster

A única maneira de prevenir o herpes zóster é a vacinação. A vacina do herpes zóster está liberada para pessoas com 50 anos ou mais, uma vez que o risco da doença é maior nessa faixa etária. Crianças vacinadas contra a varicela também estarão se protegendo de um futuro risco de desenvolver herpes zóster.

Atenção: a vacina contra o herpes zóster, como qualquer outra vacina, serve para prevenção da doença, não para o tratamento.

Você não deve receber a vacina do herpes zóster se:

  • For alérgico a algum dos ingredientes (isso inclui alergia à gelatina ou à neomicina);
  • Tiver o sistema imunológico comprometido ou fizer uso de corticoide ou outro medicamento que reduza a capacidade de resposta do sistema imunológico;
  • Tiver tuberculose ativa não tratada;
  • Estiver grávida;
  • Apresenta ou apresentou qualquer problema de saúde;
  • Está tomando medicamentos que podem enfraquecer seu sistema imunológico;
  • Apresenta febre;
  • Apresenta infecção por HIV.

Transmissão do herpes zóster

Ainda que raro, uma pessoa com herpes zóster pode transmitir o vírus para quem não está imune à catapora. Isso ocorre por meio do contato direto com as lesões da pele. Uma vez infectada, a pessoa poderá desenvolver catapora, correndo o risco de desenvolver herpes zóster no futuro.

A varicela pode ser grave para alguns grupos de pessoas. Até a regressão das lesões da pele deve-se evitar o contato físico com qualquer um que tenha um sistema imunológico debilitado, recém-nascidos (principalmente prematuros) e grávidas.

Tratamento do herpes zóster

Não há cura para o herpes zóster, mas o tratamento pode reduzir a duração da doença e prevenir complicações. Tão logo o diagnóstico seja feito, o médico poderá iniciar o tratamento com medicamentos antivirais. Se o tratamento for iniciado imediatamente após o início dos sintomas (lesões), há uma chance menor de sofrer complicações.

Os tratamentos mais comuns incluem:

  • Medicamentos antivirais, para reduzir a dor e a duração das lesões;
  • Medicamentos para a dor;
  • Prevenção das infecções secundárias das lesões da pele;
  • Banhos frios ou frescos e fazer compressas úmidas na região das lesões podem ajudar a aliviar a coceira e dor.

Se a dor persistir por mais de um mês após o desaparecimento das lesões, o médico pode diagnosticar a neuralgia pós-herpética, a complicação mais comum do herpes zóster. Nesse caso, alguns tratamentos específicos, dependendo da gravidade do caso, podem ser prescritos.

Somente uma médica ou médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as suas orientações e nunca se automedique nem interrompa o uso do medicamento sem consultá-los antes.



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