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O uso de pronome neutro é essencial para a inclusão de pessoas não binárias

O pronome neutro é aquele isento de indicação de gênero, geralmente usado para se referir a pessoas não binárias. O seu uso depende do direito de escolha da pessoa, podendo optar pelo uso de pronomes como “elu/delu” ou mantendo aqueles com indicação de gênero. 

A identidade de gênero não binária pode incluir diversas outras identidades, como gênero fluido (que “flui” entre dois ou mais gêneros), agênero (sem gênero), nonpuer ou nonpuella, queer e andrógine.

A necessidade pelo uso do pronome neutro vem da ânsia pela inclusão que pode começar pela língua portuguesa. Afinal, a língua não é estática ou impermeável, ela é adaptável, assim como a nossa cultura. O uso de anglicismos é um exemplo disso — todas as palavras importadas de outras línguas e culturas que fazem parte do nosso vocabulário sem muito alarde. 

A popularização do pronome neutro vem da validação de pessoas não binárias, ou todas aquelas que preferem a neutralidade de gêneros. É hora de adaptar a língua e nossos costumes para que essas pessoas fiquem confortáveis e sintam-se aceitas em sociedade. 

Contra o uso do X

Quando as discussões sobre a utilização do pronome neutro começaram a se mostrar mais presentes na internet, o uso do X para substituir as indicações de gênero era comum. Porém, mesmo usado para a inclusão de um grupo, ele acabava excluindo outros. 

O X no final das palavras as tornam ilegíveis por alguns mecanismos de leitura on-line, o que impossibilita sua leitura por pessoas com deficiência visual. Mesmo na linguagem falada, o X não tem pronúncia, principalmente quando sucede alguma consoante. 

Logo, ele foi substituído pelas letras U ou E, que são comumente usadas como substituições para as indicações de gênero. 

Exemplos de pronomes neutros

Ao invés de se referir a uma pessoa não binária com pronomes indicativos de gênero como “ele” ou “dele”, é preferível usar os termos “elu/delu”. Substituindo as letras que indicam os gêneros com o uso da letra U. 

O uso do E é mais válido para a linguagem neutra no geral, substituindo indicativos de gênero em adjetivos, por exemplo. Ao invés de dizer que tal pessoa não binária é “bonita”, diga “elu é bonite”.

Masculino como neutralidade

O uso da linguagem no masculino pode até abranger a neutralidade. Usar “todos”, por exemplo, indica todas as pessoas presentes, e não apenas os homens. Quando “eles” vão à algum lugar, os seus pronomes não estão subentendidos e também são variáveis. 

Porém, o uso do pronome neutro vai além disso. Como já visto anteriormente, a necessidade de visibilidade e aceitação da sociedade para as pessoas que não se identificam com os gêneros socialmente aceitos deve começar em algum lugar. E por que não pela língua? 

A língua portuguesa é adaptável e constantemente recebe palavras de outros idiomas que então são usadas constantemente. “On-line”, “fast food” e até a palavra “crush” já estão banalizadas, o que mostra o quão facilmente a língua é permeável e aceita suas mudanças, principalmente na forma coloquial.

Como usar

Faça as substituições necessárias, trocando “ela” ou “ele” por “elu”. Troque “amigo” por “amigue”, ou “todos” por “todes”. O objetivo é que essa forma de pronome seja naturalizada e comumente usada, para ajudar na inclusão de pessoas não binárias e de todas as pessoas que se desprendem das restrições de gênero.

Além da inclusão, o uso do pronome neutro também depende da empatia de como outras pessoas gostam e querem ser chamadas. No final, é tudo sobre o respeito, e não sobre a integridade da língua portuguesa.