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Podemos mudar de personalidade? Entenda mais sobre como a desenvolvemos durante a vida

A personalidade é o conjunto de características específicas e únicas de um indivíduo que ditam seus pensamentos, ações e sentimentos. Ela é capaz de influenciar os relacionamentos, comportamentos e todas as áreas da vida de uma pessoa, incluindo como vimos o mundo e nós mesmos. 

Existem muitos fatores que influenciam a formação da personalidade, sendo alguns deles a genética, as experiências, a educação e o ambiente em que vivemos. Todas essas características multifacetadas ajudam na criação de uma personalidade única, que distingue um ser humano do outro. 

Embora as personalidades sejam únicas, muitos profissionais da área da psicologia tentam categorizar os indivíduos que apresentam traços similares. Daí foram derivados os famosos testes de personalidade, que tem o objetivo de analisar suas escolhas e apontar tipos específicos de características que podem ser divididas com outros indivíduos. 

Desde então, diversos pesquisadores tentaram reunir os principais traços de personalidade, chegando em 1970, nos cinco maiores da psicologia. 

“Big Five”

As características foram atribuídas em 1970 por dois times conduzidos por quatro pesquisadores. São eles: Paul Costa e Robert McCrae do Instituto Nacional da Saúde dos Estados Unidos, Warren Norman da Universidade de Michigan de Ann Arbor e  Lewis Goldberg da Universidade de Oregon.

Os traços incluem as extremidades das características. Um exemplo disso seria a extroversão e a introversão — embora dois opostos, os dois traços são categorizados como extroversão. 

Em inglês, esses traços de personalidade formam o acrônimo OCEAN — de oppeness, conscientiousness, extraversion, agreeableness, e neuroticism — e são conhecidos como os cinco grandes da psicologia. 

Para entender mais leia a nossa matéria aqui: 

Tipos de personalidade

Depois da criação de testes, novos termos para identificar os diferentes “tipos” de personalidade surgiram, como “tipo A”, “tipo B” e até mesmo os MBTIs — Indicador de tipo Myers Briggs, que categoriza quatro aspectos das características humanas, incluindo a extroversão ou introversão, detecção ou intuição, pensamentos ou sentimentos e julgamentos ou percepções. 

Porém, com a complexidade das personalidades, muitos profissionais acreditam que tentar categorizá-las em “caixas” pode acabar simplificando as características dos seres humanos. Afinal, mesmo podendo nos identificar um com os outros de acordo com pontos similares em nossas personalidades, elas ainda são únicas para cada indivíduo. 

Como são formadas? 

Há inúmeros debates na comunidade científica e psicológica sobre como a personalidade é formada. Sigmund Freud, por exemplo, criou a tese do desenvolvimento psicossexual — que indica que durante a infância, parte da personalidade é formada através de cinco estágios: oral, anal, fálico, latência e genitais. Porém, embora popular, essa teoria é alvo de diversas controvérsias. 

Além disso, há quem reforce que a genética seja um dos fatores principais responsáveis pelo desenvolvimento das características do indivíduo. Embora as diversas teorias sobre o assunto, não se sabe ao certo todos os fatores que podem influenciar a formação da personalidade. Contudo, a socialização, a interação com o ambiente e a criação são chaves essenciais para que isso aconteça. 

Imagem de Artem Kniaz no Unsplash

Enquanto Freud acreditava que a personalidade era majoritariamente formada na infância e não podia sofrer alterações, outros especialistas alegam que ela poderia continuar se desenvolvendo durante a vida e suas experiências. 

Podemos mudar de personalidade? 

A personalidade é permutável e aceita mudanças. Pesquisas já conseguiram comprovar que, quando o indivíduo cresce, sua personalidade é mais suscetível a conter aspectos mais maduros. De acordo com o site Psychology Today, também é possível deliberadamente influenciar essas mudanças com alguns comportamentos repetitivos. 

Transtornos de personalidade

Os transtornos de personalidade são problemas de saúde mental onde os padrões de pensamento e comportamento do indivíduo são inflexíveis, erráticos e no geral, diferentes. Acredita-se que cerca de 10% da população apresenta algum tipo de transtorno de personalidade. 

De acordo com os padrões do Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), existem dez transtornos de personalidade, incluindo: 

  • Transtorno de personalidade paranoide
  • Transtorno da personalidade esquizoide
  • Transtorno de personalidade esquizotípica
  • Transtorno de personalidade antissocial
  • Transtorno de personalidade borderline
  • Transtorno de personalidade histriônica
  • Transtorno de personalidade narcisista 
  • Transtorno de personalidade esquiva
  • Transtorno de personalidade dependente
  • Transtorno de personalidade obsessivo-compulsivo (TOC)

Cada transtorno apresenta características e sintomas diferentes que afetam o indivíduo causando estresse e impactando suas relações e como vivem em sociedade. Não se sabe exatamente todas as causas do transtornos de personalidade, porém, acredita-se que 50% seja atribuído à genética. 

Seu tratamento é feito com profissionais da psicologia e psiquiatria, que também são encarregados pelo diagnóstico. 

Alimentos podem influenciar a personalidade?

Especialistas da Universidade A&M do Texas descobriram uma associação de bactérias e metaboloma do metabolismo a alguns traços de personalidade, como a fadiga mental e a energia física. Além disso, as bactérias associadas à inflamação, também foram conectadas à fadiga mental e física. 

Analisando a energia mental (EM), energia física (EF), fadiga mental (FM) e fadiga física (FF), os especialistas concluíram que cada um desses traços contêm bactérias únicas. Isso sugere que a microbiota intestinal pode influenciar o cérebro. Desse modo, o que comemos pode ditar nossa personalidade e sentimentos duradouros de fadiga e energia, pois os alimentos introduzem essas bactérias e metabolomas na microbiota intestinal. 

Entenda mais sobre o assunto aqui: