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O objetivo é sensibilizar toda a cadeia produtiva

Já começou o período de defeso da sardinha. A pesca deste tipo de peixe será suspensa nas regiões Sul e Sudeste do Brasil até o dia 31 de julho de 2016.
O principal objetivo do defeso nesta época do ano é proteger a fase de recrutamento, período em que as sardinhas jovens atingem a fase adulta, porém ainda estão abaixo do tamanho mínimo de captura, que é de 17 cm. Defeso é o período em que é proibido pescar determinada espécie de peixe para que ela possa se reproduzir normalmente.

Quem for flagrado desrespeitando o período poderá ser processado por crime ambiental e estará sujeito a multas cujo valor varia de acordo com a quantidade de pescado apreendida. A declaração do estoque congelado deve ser entregue às Superintendência Estadual do Ibama mais próxima, até o dia 22 de junho de 2016.

Desde 2000, quando o defeso duplo foi firmado definitivamente como medida preventiva de ordenamento desta pesca, a produção de sardinha vem aumentando. O outro período de defeso da sardinha acontece no verão, entre 1º de novembro e 15 de fevereiro. Nessa época,o defeso visa permitir a reprodução da espécie nas regiões onde ela mais ocorre. Com a suspensão da pesca durante o verão, a espécie atinge o tamanho ideal de captura.

Sensibilização

Durante a segunda quinzena de junho, as Áreas de Proteção Ambiental Marinhas realizarão campanhas de esclarecimento sobre o defeso da sardinha, voltada para os pescadores e estabelecimentos comerciais como peixarias, restaurantes, barracas de praia, entre outros. O objetivo é sensibilizar toda a cadeia produtiva – desde os pescadores e comerciantes, até os consumidores – sobre a importância do defeso das espécies para a manutenção dos recursos pesqueiro.

Consumidor

Para o consumidor, pouca coisa muda, visto que é possível conseguir a sardinha congelada, por preços que não devem variar muito. Para quem deseja consumir peixe fresco, sem ter que pagar mais caro, é possível substituir a sardinha pela cavalinha e a trilha, que oferecem os mesmos nutrientes da sardinha e têm preços semelhantes.

As APA Marinhas

A categoria Área de Proteção Ambiental Marinha (APAM) é um tipo de Unidade de Conservação de Uso Sustentável que tem por objetivos: compatibilizar a conservação da natureza com a utilização dos recursos naturais; valorizar as funções sociais, econômicas, culturais e ambientais das comunidades tradicionais da zona costeira, por meio de estímulos a alternativas de uso sustentável; assegurar a preservação da diversidade da vida marinha e dos habitats críticos; garantir a manutenção do estoque pesqueiro em águas paulistas; e o uso ecologicamente correto e responsável do espaço marinho.

A conexão entre as áreas protegidas da Mata Atlântica e as do ambiente marinho formam um mosaico de proteção aos ecossistemas que cobrem quase metade da costa paulista. As APA Marinhas complementam a proteção ao entorno de Unidades de Conservação de Proteção Integral estaduais, como os Parques Estaduais Serra do Mar, Ilha Anchieta,Ilhabela, Marinho Laje de Santos, Ilha do Cardoso, e federais, como as Estações Ecológicas Tupinambás e Tupiniquins. Além da proteção marinha, algumas das mais importantes ilhas e áreas de manguezais ao longo da linha de costa também são protegidas pelas APA Marinhas.

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