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Conheça mais sobre a micoproteína, a proteína derivada de fungos

A micoproteína é um tipo de proteína microbiana derivada do fungo Fusarium venenatum, que é comercializada pela marca inglesa Quorn. Produzida por um processo de fermentação similar ao da cerveja e do pão, a micoproteína contém alto teor de proteínas e foi criada para ser uma alternativa da carne convencional. 

A descoberta do fungo ocorreu em 1960, onde especialistas observaram que sua textura fibrosa lembra a da carne. Desde então, a sua produção vem sendo adaptada para substituir a proteína animal.

O seu uso foi liberado para consumo em 1983 pelo Ministério da Agricultura, Pesca e Alimentação do Reino Unido. E em 2001 pelos Estados Unidos. 

O uso da micoproteína varia entre alternativas vegetarianas e veganas de nuggets, hambúrgueres, salsichas e carne moída. 

Nutrição

De acordo com um artigo publicado em 2019, a micoproteína é: 

Alternativa da carne 

O consumo de carne em si pode apresentar diversos riscos para a saúde. De acordo com um estudo publicado em 2020, por exemplo, o consumo excessivo de carne processada e produtos de origem animal pode ser prejudicial à saúde humana, com evidências relacionadas ao câncer, doenças do coração, doenças metabólicas, obesidade, diabetes e a episódios de acidente vascular cerebral. 

A micoproteína, diferentemente, por seu alto teor de fibras, aumenta a sensação de saciedade, o que pode regular os níveis de açúcar no sangue, além de ser benéfico para pacientes obesos. Além disso, um estudo comprovou que o consumo de micoproteína pode ajudar na redução dos níveis de colesterol ruim do sangue. 

Em sua forma natural, a micoproteína é vegana, uma vez que derivada de um fungo. Em sua produção adaptada para consumo, contudo, a empresa responsável pela sua comercialização pode adicionar produtos animais, como a clara do ovo. Porém, existem ambas versões veganas e vegetarianas no mercado. 

Ingrediente alérgenos 

Como todos os alimentos, a micoproteína pode causar efeitos adversos para a saúde. Algumas pesquisas datadas entre 1977 e 2018 apontam o fungo do qual a proteína é derivada um alérgeno. Entre as reações alérgicas a esse tipo de proteína estão: urticárias, erupções cutâneas, língua ou olhos inchados, boca ou língua coçando, dificuldade em respirar, vômito, diarreia e ataques de asma. 

Além disso, alguns casos de efeitos gastrointestinais já foram documentados entre os efeitos adversos da proteína. 

Contudo, embora um possível alérgeno, a incidência da micoproteína como uma desencadeadora de reações alérgicas é baixa.

Mercado em expansão 

O mercado de proteínas vegetais, como a micoproteína está em ascensão desde a descoberta dos possíveis impactos da carne na saúde e no meio ambiente. A técnica de fermentação na produção de alternativas de carne vem sendo explorada constantemente desde a invenção de Quorn, e, embora não derivada do mesmo fungo, outras possibilidades estão surgindo no mercado. 

A soja, por exemplo, já está sendo substituída como o maior substituto de carne pela proteína da ervilha, popular em diversos tipos de alimentos veganos e vegetarianos. 

De acordo com o jornal britânico The Times, a indústria de Quorn pode estar seguindo os passos de outras alternativas de carne, possivelmente se tornando bilionária em 2027. 

Meio ambiente

Além da saúde, a micoproteína pode oferecer diversos benefícios para o meio ambiente, uma vez que sua produção é menos agressiva que a da carne.

Uma pesquisa realizada pelo Potsdam Institute for Climate Impact Research na Alemanha comprovou que a substituição de 20% da carne por proteína microbiana poderia reduzir o desmatamento pela metade. 

O estudo foi baseado em modelos de computador, onde a demanda de carne e outros fatores socioeconômicos eram considerados. A análise dos cientistas conseguiu provar que a substituição de apenas um quinto da produção de carne pela proteína microbiana até 2050 poderia reduzir o desmatamento em até 56% — o equivalente a 78 milhões de hectares. 

Outros modelos do estudo provaram que o corte de 50% na produção de carne poderia reduzir o desmatamento em 82% até 2050.

O Quorn, por exemplo, emite 95% CO2 a menos que a carne convencional, uma vez que não conta com campos de pasto e com a comida e água necessárias para alimentar gado. 

De acordo com o site da empresa, a pegada de carbono do Quorn® é 40 vezes menor que a da carne de boi, além de levar 30 vezes menos água na sua produção. Em 2012, a sua pegada de carbono foi reconhecida pela Carbon Trust, tornando-se a primeira fonte de proteína sem carne a ser creditada pela conquista.