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Utilizada para refletir a luz do sol para longe da Terra, geoengenharia solar pretende combater mudanças climáticas; mas isso pode ser problemático

Geoengenharia solar é o nome dado ao conjunto de tecnologias utilizadas para refletir a luz do sol para longe da Terra com a finalidade de combater as mudanças climáticas.

Entre as técnicas de geoengenharia solar utilizadas estão pintar edifícios de branco e enviar espelhos gigantes para o espaço. A implementação desse tipo de tecnologia traz desafios científicos, políticos e éticos.

Além disso, refletir os raios solares não resolveria diretamente a causa raiz da crise climática, que é a emissão antrópica de gases de efeito estufa. No entanto, alguns pesquisadores defendem que a geoengenharia solar pode ser usada para diminuir o aumento da temperatura global e alguns de seus impactos associados.

O processo

A pulverização de partículas reflexivas no alto da atmosfera é o tipo de geoengenharia solar mais comumente proposto.

A ideia tem um análogo natural nas erupções vulcânicas. Quando um vulcão entra em erupção, às vezes envia uma nuvem de cinzas para a atmosfera, o que pode levar à produção de minúsculas partículas, conhecidas como aerossóis. Essas partículas se espalham e formam uma camada ao redor do planeta, refletindo a luz solar que entra. Por causa disso, erupções vulcânicas anteriores levaram a quedas temporárias nas temperaturas globais.

Alguns pesquisadores dizem que, se a humanidade liberar aerossóis na estratosfera — de um avião ou de um balão de alta altitude — pode haver um efeito de resfriamento semelhante. Geoengenheiros financiados por Bill Gates, inclusive, pretendem combater as mudanças climáticas bloqueando luz do sol com poeira.

Riscos

No entanto, isso pode ser arriscado, já que o dióxido de enxofre (gás que seria lançado) poderia causar aumento na chuva ácida e possivelmente prejudicar a camada de ozônio, além de deixar o céu permanentemente nebuloso.

Além disso, a liberação de aerossóis não resolveria diretamente os níveis crescentes de CO2, que estão fazendo com que os oceanos se tornem mais ácidos e os cultivos menos nutritivos, entre outros problemas.

O estudo da geoengenharia solar se limita à modelagem por computador, que permite aos pesquisadores simular virtualmente a liberação de aerossóis para estudar seus impactos potenciais em diferentes partes do sistema climático, desde chuvas até eventos climáticos extremos.

Se a liberação de aerossol for usada para compensar o aquecimento global causado pelos níveis de CO2, ela poderá ser “supereficaz” e fazer com que algumas regiões enfrentem um aumento nas chuvas ou secas.

Preocupação social e política

Outra preocupação social é que a tecnologia pode ser mal utilizada por atores individuais ou estados com intenções maliciosas.

“Há algumas questões de governança muito desafiadoras”, disse Janos Pasztor, diretor executivo da Carnegie Climate Geoengineering Governance Initiative e ex-secretário-geral assistente da ONU para mudanças climáticas, ao The Independent.