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Cosméticos veganos estão mais em alta do que nunca! De acordo com dados divulgados em 2021 pelo instituto de pesquisas Reportlinker, estima-se que o mercado global cresça a uma taxa anual de 5,1% entre 2020 e 2027, alcançando 21,4 bilhões de euros no último ano de análise.

Dentro da composição global, espera-se que Estados Unidos, Canadá, Japão, China e Europa conduzam a maior parte do crescimento. A expansão do mercado de cosméticos veganos se deve a uma combinação de fatores, como maior preocupação ambiental, aumento no número de pessoas adeptas do veganismo e alta demanda dos consumidores por produtos naturais, sustentáveis, sem substâncias tóxicas e, é claro, livres de crueldade animal.

No entanto, para não cair em armadilhas, é importante conhecer os termos corretos, conferir os rótulos, pesquisar o histórico das empresas e ficar de olho nas listas de marcas e cosméticos veganos elaboradas por instituições confiáveis, como a PETA ou PEA.

Além disso, é importante lembrar que nem sempre um produto de beleza vegano é natural – e vice-versa. O ideal é que você confira a lista de ingredientes e a presença de selos que certifiquem os cosméticos como veganos, como o da Sociedade Vegetariana Brasileira e o da Associação Brasileira de Veganismo, e os selos cruelty-free.

Cosméticos veganos: boom na indústria destaca preocupação dos consumidores com o bem-estar animal

Em 2019, o jornal britânico The Economist declarou aquele ano como o “ano do veganismo”, relatando que um quarto da Geração Y, ou Geração do Milênio, se identifica como vegano ou vegetariano.

Celebridades do porte de Beyoncé e Jay-Z,  KeshaAlicia Keys e a família de Will Smith têm usado as redes sociais e seu poder de influência para incentivar os fãs a aderirem ao movimento pela libertação animal – não somente por razões éticas, mas também por causa dos benefícios ambientais e de saúde.

Os esforços têm dado bons resultados: de acordo com um relatório de 2018, a indústria de alimentação vegana dos Estados Unidos registrou um crescimento de 20% em relação ao ano anterior, com vendas chegando a 3,3 bilhões de dólares.

Mas não é só a indústria de alimentos que tem testemunhado o boom gigantesco de alternativas livres de crueldade: as escolhas totalmente veganas também se refletem no vestuário, nos produtos de higiene e, é lógico, na área de cosméticos.

Entretanto, é preciso ressaltar que, embora grande parte da indústria de cosméticos orgânicos e naturais não utilize produtos de origem animal na composição de suas fórmulas, nem todos os produtos livres de substâncias químicas e de crueldade animal são, necessariamente, veganos.

Vegano ou cruelty-free? Entenda a diferença

Um produto não testado em animais é cruelty-free, mas pode conter ingredientes de origem animal – isto é, não ser vegano. No Brasil, para receber a certificação do Selo Vegano, o produto deve ser cruelty-free e, simultaneamente, livre de ingredientes de origem animal.

Nos Estados Unidos, por outro lado, um produto pode ser comercializado como vegano, ainda que a marca tenha feito uso de testes em animais. Em outras palavras, é possível que um item vegano tenha sido testado em animais e um produto livre de crueldade contenha ingredientes de origem animal.

Por isso, fique atento ao fazer compras no exterior, porque a regulamentação e a classificação dos produtos é diferente de país para país.

A definição de cosmético vegano é: “qualquer produto que não contenha nenhum subproduto de origem animal”. Um subproduto pode ser um ingrediente animal ou ingrediente derivado de animal. Então, por exemplo, um batom vegano não pode conter cera de abelha, que é derivado diretamente das abelhas.

Um produto rotulado como livre de crueldade é produzido sem qualquer tipo de teste em animais durante o processo de criação e produção. E, sim, há uma diferença entre a parte de “criação” e a parte de “produção”, pois isso impede que as marcas não utilizem brechas para driblar a regulamentação – deixando de, por exemplo, testar o produto final em animais, mas fazendo o oposto durante o processo de produção.

Para a maioria das pessoas, o termo “vegano” também deve implicar que o produto não seja testado em animais. De fato, deveria ser assim em todos os lugares! O problema é que, infelizmente, ainda não existem regulamentações tão específicas a respeito do assunto em todos os países.

Além disso, muitas marcas e/ou produtos “veganos” e cruelty free pertencem a empresas que utilizam exploração animal em outras marcas e produtos. A saída é pesquisar bastante na internet ou entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor antes de adquirir produtos da marca em que você tem interesse.

A boa notícia é que, no Brasil, as marcas de cosméticos veganos atendem à exigência de não efetuar testes em animais, comercializando produtos que são, ao mesmo tempo, livres de ingredientes de origem animal e cruelty-free.

Mas é importante ficar atento aos cosméticos naturais e orgânicos, que podem conter ingredientes e matérias-primas de origem animal, como mel. Da mesma forma, cosméticos veganos também podem conter ingredientes sintéticos. A dica é ficar de olho no rótulo e pesquisar sobre qualquer ingrediente que você não conheça, até mesmo para evitar possíveis alergias aos componentes das fórmulas.

Ingredientes de origem animal “escondidos”

Ingredientes comuns de origem animal encontrados em cosméticos incluem mel, cera de abelha, lanolina (gordura de lã), esqualeno (óleo de fígado de tubarão), carmim (besouros esmagados), gelatina (ossos, tendões ou ligamentos de vacas e porcos), alantoína (urina de vaca), âmbar cinza (vômito de baleia) e placenta (órgãos de carneiro).

Além de evitá-los, também é fundamental lembrar que os cosméticos veganos, muitas vezes encarados pelo público como sinônimos de ecológicos e naturais, também podem “enganar”. Isso porque o termo vegan evoca a imagem de saúde e sustentabilidade, o que não necessariamente é o caso de todos os produtos veganos.

Na verdade, a lista de ingredientes de diversos produtos pode estar repleta de substâncias químicas e conservantes prejudiciais à saúde. Por isso, dê preferência, sempre que possível, ao “combo completo”: produtos que sejam veganos e, ao mesmo tempo, formulados com ingredientes naturais e orgânicos.

Dito isto, confira os ingredientes mais comuns que você deve evitar se estiver procurando por cosméticos veganos!

Queratina

Amplamente utilizada em produtos para o cabelo, esta é uma proteína encontrada naturalmente em mamíferos e, geralmente, é retirada do cabelo, unhas e chifres dos animais. Uma alternativa é a queratina vegetal, que proporciona o mesmo efeito e é livre de crueldade animal.

Guanina (também conhecida como CI 75170)

Esta substância dá brilho e vivacidade extra ao seu blush, sombra e esmalte. É produzida por meio da raspagem das escamas de peixes mortos. Em seguida, é mergulhada em álcool para criar uma solução iridescente.

Cera de abelha

A cera é retirada diretamente de uma colmeia de abelhas e pode ser usada em sombras, bases e batons. Ela é o principal material de construção da colmeia, e as abelhas a utilizam para criar a estrutura de favo de mel na colmeia.

Embora algumas empresas coletem a cera de forma a proteger as abelhas de danos, nenhum processo está isento do risco de danificar as colmeias ou matar, mesmo que acidentalmente, as abelhas.

É importante lembrar que o desaparecimento das abelhas pode causar déficit na produção alimentícia mundial e colocar toda a humanidade em perigo – e, para piorar, esses animais polinizadores estão em risco de extinção.

Esqualeno

Comumente usado em vários hidratantes e cosméticos, este ingrediente é feito de óleos encontrados no fígado de tubarões. O esqualeno não deve ser confundido com esqualano, que é uma alternativa livre de crueldade geralmente feita de azeitona ou cana-de-açúcar.

Colágeno

Frequentemente usado em produtos antienvelhecimento, o colágeno é produzido naturalmente em animais. Para obter a proteína para fins de beleza, ela é normalmente retirada de ossos, tecido conjuntivo e pele de animais mortos.

Carmim

Conhecida por muitos nomes diferentes, como cochonilha, extrato de cochonilha, lago carmesim, vermelho natural 4, C.I. 75470, E120 e ácido carmínico, esta cor vermelha profunda é obtida do corpo e das pernas de insetos esmagados.

Lanolina

Encontrada em protetores labiais e loções, é uma gordura criada a partir do pelo de ovelhas.