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Marcelo Zuffo e Geovane Fedrecheski comentam o grupo de pesquisa que busca proporcionar aos usuários redução de riscos de uso indevido dos dados e da violação da privacidade na internet

Por Jornal da USP em Jornal da USP – Nova pesquisa demonstra tecnologia de ponta, com criptografia e descentralização dos dados, que pretende oferecer aos usuários total propriedade de seus dados digitais, com aplicações nas áreas da saúde e de cidades inteligentes, reduzindo os riscos de uso indevido dos dados e da violação da privacidade.

Marcelo Zuffo, professor da Escola Politécnica da USP,  coordenador do Centro Interdisciplinar em Tecnologias Interativas também da USP e membro do Instituto dos Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE), explica ao Jornal da USP no Ar 1° edição sobre o desenvolvimento da pesquisa, que busca tornar cada individuo soberano sobre seus dados digitais: a chamada identidade autossoberana.

Zuffo explica que a ideia do projeto surge como ferramenta que remonta à ideia inicial de uma internet descentralizada e democrática, que não se efetivou ao longo do desenvolvimento do espaço digital devido à concentração de informações em algumas empresas. “A nossa proposta é ousada em termos de mudar a relação entre os indivíduos e as organizações que concentraram muita informação”, avalia Zuffo, ao destacar a proliferação de ações de violação da privacidade, roubo de identidades e uso indevido das informações pessoais junto ao recolhimento de dados por empresas.

Geovane Fedrecheski, doutorando da Poli e integrante do grupo da pesquisa, explica que a tecnologia utilizada busca se assemelhar a uma carteira física ligada a atributos pessoais. A ideia é que os usuários possam ter uma identidade digital, por exemplo, em uma carteira digital no celular de acesso único e exclusivo. Com a tecnologia de autossoberania, o usuário tem total controle sobre quais dados podem ser compartilhados, recolhidos e se houve uso indevido de identidade. “Nós estamos explorando especialmente a área de internet das coisas”, comenta Fedrecheski, ao destacar a aplicação da tecnologia em dispositivos conectados à internet que necessitam da verificação da identidade do usuário.

“Esse tipo de pesquisa está chamando muita atenção e estamos sendo convidados para ajudar a implementar esse conceito de autossoberania digital em outros países do mundo”, comenta Zuffo. O projeto busca parcerias entre a Universidade e a sociedade para tentar implantar esse modelo também na realidade digital brasileira. “Cedo ou tarde isso vai acontecer no Brasil”, finaliza.