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Metaverso coloca a Epic Games na vanguarda da realidade virtual – e nos aproxima de um universo “muito Black Mirror”

Imagem de Barbara Zandoval em Unsplash

Na última terça-feira (13), a desenvolvedora de jogos Epic Games anunciou a conclusão de uma rodada de financiamento de 1 bilhão de dólares, o que permitirá à empresa apoiar futuras oportunidades de crescimento. A avaliação patrimonial da Epic agora é de 28,7 bilhões de dólares.

Essa rodada inclui um investimento estratégico adicional de 200 milhões de dólares da Sony Group Corporation, que se baseia no relacionamento já próximo entre as duas empresas e reforça sua missão compartilhada de avançar o estado da arte em tecnologia, entretenimento e serviços on-line socialmente conectados.

“Somos gratos aos nossos investidores novos e antigos que apoiam nossa visão para a Epic e o Metaverso. Tais investimentos ajudarão a acelerar nosso trabalho em torno da construção de experiências sociais conectadas em Fortnite, Rocket League e Fall Guys, enquanto capacita desenvolvedores e criadores de jogos com a Unreal Engine, a Epic Online Services e a Epic Games Store”, disse Tim Sweeney, CEO e fundador da Epic Jogos, em comunicado.

Mundos impossíveis, grandes investimentos

Segundo Sweeney, “o segredo do futuro da Epic está naquele tentáculo de seus jogos mais populares que remete às experiências sociais”. Essa impressão é endossada pelo presidente e CEO da Sony Kenichiro Yoshida: “A Epic continua a trazer experiências revolucionárias. Estamos entusiasmados em fortalecer nossa colaboração para trazer novas experiências de entretenimento para pessoas ao redor do mundo”, garante ele.

Yoshida se refere ao projeto conhecido como Metaverso, o universo de mundos virtuais interconectados no estilo do que já foi visto no filme Jogador No 1 (2018), de Steven Spielberg, um sci-fi futurista que explora o mundo dos jogos e da realidade virtual. Com a expansão do projeto encabeçado pela Epic Games, uma versão viável do Oásis, o metaverso reluzente e valoz da obra de Spielberg, está cada vez mais perto de se tornar realidade.

A Epic Games é a responsável pela criação do game Fortnite, e seu motor Unreal foi usado para criar muitos outros jogos populares. Uma demonstração de arregalar os olhos realizada em maio de 2020 revelou a potência do Unreal Engine 5, programa de computador de última geração da Epic dedicada à criação de jogos, experiências interativas e aplicativos de realidade aumentada e virtual, com lançamento previsto para este ano.

Os gráficos são tão avançados que a demonstração não parece muito diferente de uma câmera de vídeo de alta qualidade seguindo alguém na vida real. Na verdade, é ainda mais interessante. Em fevereiro, a Epic revelou seu MetaHuman Creator, um aplicativo que cria “humanos digitais” altamente realistas com uma rapidez impressionante.

Além das colaborações com a Sony em questões relacionadas à futura realidade virtual móvel, os mais recentes investimentos da Epic em tecnologia de renderização digital podem ir nessa direção. É o caso, por exemplo, do Metahuman Creator, uma ferramenta Unreal Engine baseada em nuvem para criar avatares hiper-realistas em menos de uma hora.

O Metaverso

Mas o que de fato é o Metaverso, afinal? O termo foi cunhado em 1992, quando o escritor norte-americano Neal Stephenson publicou o clássico romance de ficção científica Snow Crash, em que o protagonista se desloca entre um mundo virtual e o mundo real para lutar contra um vírus de computador.

No contexto do anúncio da Epic Games, o Metaverso não será apenas um mundo virtual, mas o mundo virtual – uma versão digitalizada da vida onde qualquer um pode existir como um avatar ou ser humano digital e interagir com os outros. Ele ficará ativo mesmo quando as pessoas não estiverem conectadas e será capaz de interligar todos os mundos virtuais existentes, mais ou menos como uma internet de realidade virtual.

Segundo Tim Sweeney, o Metaverso será uma evolução linear, não uma grande interrupção repentina. Ele afirma que a tecnologia necessária para construir o Metaverso já está disponível – e, se existe uma empresa com potencial para desenvolvê-lo, a melhor aposta parece ser a Epic Games. Facebook, Google e Samsung têm investido pesadamente em computação em nuvem e realidade virtual, e o Horizon do Facebook já é um espaço social de realidade virtual destinado a servir como um metaverso.

No entanto, são os jogadores assíduos que geralmente dispõem dos processadores de computador mais poderosos disponíveis para os consumidores. Ainda não é possível prever com que rapidez o Metaverso da Epic poderá progredir, mas a empresa certamente tem a base necessária para ser a pioneira no assunto – e, agora, uma significativa vantagem financeira para avançar com o projeto.

Já vivemos em um mundo onde várias pessoas preferem a vida on-line à vida realMuitos de nós passamos quase 24 horas com o olhar vidrado na tela de smartphones, computadores e aparelhos de TV inteligentes, e nossas interações com chatbots, inteligências artificiais e dispositivos digitais como a Alexa poderão em breve acompanhar nossas interações com outros humanos. Portanto, é possível que exista o risco real de que, uma vez que o Metaverso se torne amplamente acessível, as pessoas prefiram viver lá. Entretanto, esta é uma hipótese que só o futuro poderá – ou não – confirmar.


Fontes: Epic Games e Singularity Hub


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