Cúrcuma: os diversos benefícios para a saúde da rica especiaria indiana

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Os benefícios da cúrcuma, planta herbácea originária da Índia e do sudeste da Ásia, são diversos e variam desde a culinária até sua saúde oral

Açafrão

A cúrcuma, conhecida também como turmérico, açafrão-da-terra ou açafrão-da-índia, é uma planta herbácea originária da Índia e do sudeste da Ásia. Suas lindas flores brancas são similares com as de uma bromélia.

Flor Curcuma longa

A Curcuma longa é da mesma família do gengibre (Zingiberaceae) e a parte mais utilizada é sua raiz tuberosa. O rizoma é limpo, seco e moído, e assim transformado em uma especiaria muito utilizada na culinária e na medicina alternativa. Na Ásia, o vegetal é acrescentado em cosméticos, como máscaras faciais e pomadas para a pele oleosa. O turmérico também é utilizado como um corante natural para o tingimento de tecidos. Na Índia, ele foi muito utilizado para tingir de amarelo os mantos de monges budistas.

Culinária

Curcuma longa

A raiz de turmérico é um alimento altamente energético. O vegetal é aromático e possui sabor picante, assim como seu primo gengibre. No sul da Índia, a raiz é consumida crua. Devido à presença do pigmento curcumina, a raiz revela uma superfície de cor laranja forte quando cortada. Por esse motivo, é muito utilizada como um corante alimentício natural em laticínios, bebidas, mostarda, macarrões, etc. Apesar do condimento ser muito utilizado para colorir pratos, não se deve esquecer que ele possui sabor amargo e picante. O curry (carril), popular condimento muito utilizado na Índia, Tailândia e alguns outros países asiáticos, é uma mistura de especiarias que leva cúrcuma em sua receita. A cúrcuma é o que confere a coloração amarela ao pó de curry.

patholi

As folhas do vegetal são aromáticas e podem ser utilizadas na culinária. Elas podem ser empregadas para aromatizar receitas com seu cheiro semelhante ao da manga verde e também servir de embrulho para pratos como peixes assados e bolinhos de arroz. O prato indiano Patholi ou Kadabu, servido em festividades, utiliza as folhas longas de cúrcuma para embalar uma espécie de pamonha doce de arroz recheada de coco temperado com cardamomo.

Diferença

diferenças entre curcuma e açafrão

Muitos confundem a cúrcuma com o açafrão, especiaria rara extraída dos pistilos de flores de Crocus sativus. O açafrão verdadeiro, como é chamado no Brasil, é um item essencial da paella espanhola e também confere coloração forte aos alimentos, mas é muito mais caro, sendo chamado até de ouro vermelho. A cúrcuma tem sabor e aroma muito diferentes dos do açafrão verdadeiro, a substituição de um pelo outro causa notáveis mudanças na receita.

Uso medicinal

Os benefícios da cúrcuma não se aplicam apenas à culinaria. A cúrcuma é muito utilizada na medicina alternativa. Os principais componentes responsáveis pelo uso medicinal da planta são a curcumina e seus derivados. A curcumina é o pigmento de tom amarelo alaranjado presente no turmérico que tem sido muito estudado por suas ações bioativas. O uso medicinal da cúrcuma é muito comum na medicina ayurvédica (sistema medicinal característico da Índia Antiga). Na ayurveda, a curcumina é utilizada como antialérgico, digestivo, inibidora de gases intestinais, anti-inflamatório, cicatrizante, antioxidante e ainda no tratamento de patologias respiratórias. Diversos medicamentos utilizados atualmente derivam da medicina ayurveda. A curcumina tem sido utilizada no tratamento de câncer, artrites, diabetes, doença de Crohn, doenças cardiovasculares, osteoporose, doença de Alzheimer, psoríases, entre outras doenças.

Outras pesquisas ainda não estão suficientemente fundamentadas, mas demonstram o potencial da cúrcuma na saúde oral. Devido à suas propriedades anti-inflamatórias ajuda a aliviar dores de dente e inchaços, combate a bactéria que causa pllaca e cáries dentárias.

Diversos estudos relatam resultados positivos em relação à ação anti-inflamatória e antibacteriana na cúrcuma. As pesquisas revelam efeitos positivos em diversas formas de uso, como extratos, soluções e administração oral e intraperitoneal. A curcumina suprimiu uma grande variedade de micro-organismos em pesquisas in vitro, além de mostrar-se antiparasitária, antiespasmódica e estimular atividades de enzimas responsáveis pela digestão. Existem também experiências in vivo que mostram os potenciais efeitos anti-inflamatórios e antiparasitários da curcumina. De acordo com outra pesquisa, a curcumina também promove a desintoxicação do fígado.

Também vale apontar o papel da cúrcuma na saúde oral, podendo ser usada no tratamento de gengivites, dor de dente e outros males. Para saber mais, confira nossa matéria "Cúrcuma na saúde oral? Polêmicas da medicina alternativa e as receitas de creme dental natural"

A curcumina é citada na literatura científica como um agente antineuroinflamatório; dessa forma, pacientes com Alzheimer, esclerose múltipla e demência provocada pelo HIV poderiam ser beneficiados pelo seu consumo. Ela repara células tronco cerebrais. Além disso, existem diversos relatos da curcumina como um antiviral que age como inibidor da replicação da proteína integrase de HIV-1.

Outros estudos também indicam que a curcumina estimula a vesícula biliar a produzir bile, pode ajudar a prevenir aterosclerose (o acúmulo de placas que podem bloquear artérias e levar a ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral), e auxiliar o tratamento de uveíte (uma inflamação da íris do olho).

Dentre suas potencialidades exploradas por estudos científicos, destaca-se seu uso na prevenção do câncer e também durante seu tratamento. De acordo com as pesquisas, ela possui ação na inibição de mutagênese e carcinogênese, que somada com a atividade anti-inflamatória e antioxidante, inibe também a resposta de neutrófilos e a formação de superóxidos em macrófagos. Assim, a cúrcuma inibe o surgimento e a progressão de cânceres. Existem pesquisas do uso da curcumina no tratamento do melanona, por estimular a apoptose, ou seja, a morte de células diferenciadas. Contudo, mais pesquisas são necessárias.

Não é indicado usar apenas terapias alternativas no tratamento do câncer. Se você optar por usar terapias complementares juntamente com seu tratamento, consulte seus médicos.


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