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Conheça alguns métodos e descubra como fazer café sem agredir o meio ambiente, mas preservando o sabor da bebida

Afinal, como fazer café? Diante de tantas possibilidades, o ideal é pesar os prós e os contras de cada método e escolher o mais adequado para as suas necessidades. O fato é que existem diversas maneiras de preparar a bebida mais popular do país: das mais às menos agressivas para o meio ambiente, das mais práticas às mais simples.

Os métodos de preparo permitem resultados bem diferentes, de acordo com o paladar de cada um e o tempo disponível. Para quem tem uma rotina mais agitada, optar por uma forma rápida de fazer café pode facilitar muito a vida. Ainda há aqueles que preferem um sabor mais encorpado ou mais suave e, por isso, adotam métodos mais demorados.

Questão ambiental

Fazer café também envolve a questão ambiental, uma vez que o processo pode produzir resíduos. O filtro de papel, por exemplo, não é reciclável e deve ser destinado a unidades de compostagem para evitar a produção de resíduos nocivos ao meio ambiente. Além disso, o filtro fabricado com papel branqueado industrialmente excede os “níveis aceitáveis” de dioxina, uma substância tóxica capaz de trazer problemas para a saúde.

As cápsulas são alternativas funcionais, rápidas e práticas, além de proporcionarem uma enorme variedade de sabores e estilos de café. Se optar por elas, dê preferência às de alumínio e pesquise as ações de sustentabilidade que a fabricante promove. Muitas marcas, como a Nespresso, oferecem versões de alumínio, que são 100% recicláveis. Fica a cargo do consumidor fazer a separação adequada e destinar as cápsulas usadas aos pontos de coleta disponibilizados pela empresa.

O coador de pano é uma opção acessível e sustentável, mas não é tão prática e exige um tempo de preparação maior do que outras alternativas disponíveis no mercado. Já o coador de café inox é reutilizável, tem longa duração e também reduz impactos ambientais, mantendo a qualidade e o sabor do café.

Café
Imagem de Jakub Dziubak em Unsplash

Como fazer café

Antes de escolher qual o método de preparo mais indicado, é preciso comprar o pó. A maior parte dos pós de café vem em embalagens a vácuo, que são feitas de plástico metalizado, o problemático BOPP, que é de difícil reciclagem. Muitas marcas têm ainda uma embalagem externa de papel. O ideal, do ponto de vista do sabor e da redução de embalagens, seria comprar o café em grão a granel em lojas especializadas, feiras ou mercadinhos, e moer apenas na hora de preparar a bebida.

Em pó ou em grãos, dê preferência por locais em que seja possível levar um pote reutilizável e pedir ao vendedor que coloque o produto direto ali, evitando qualquer embalagem. Se isso for inviável onde você mora, dê preferência por embalagens recicláveis ou retornáveis. No caso do grão já moído, dê preferência às foscas e escuras, pois a presença da luz pode comprometer a qualidade.

Comprar a versão em grão permite que você moa o café na hora de prepará-lo, preservando suas propriedades e sabor, além de possibilitar que você faça a moagem dos grãos na espessura certa para o equipamento onde o café será feito. Para isso, porém, é necessário comprar um moinho manual (mais preciso) ou um moedor de café automático, sempre tomando cuidado para fazer o posterior descarte correto desses utensílios ao final de seu ciclo de vida.

Métodos de preparo de café

Listamos alguns prós e contras de cada forma de fazer café quanto à questão ambiental. Confira e escolha o seu jeito preferido!

Coador de papel

Muito comum e prático, fazer café usando um coador com filtro de papel gera grande quantidade de resíduos, como já comentamos. Além disso, são necessários vários apetrechos para preparar o café, como a leiteira para ferver a água, o suporte para o filtro e a garrafa térmica. Uma das vantagens do método é que permite fazer grandes quantidades de café e encher uma térmica grande (ou várias).

Para fazer café coado, coloque a água no fogo até atingir a temperatura ideal. Ao levantar fervura, você já pode desligar o fogo. Dê preferência à água filtrada, pois a água da torneira pode alterar o sabor da bebida. Despeje a água quente no centro do coador, em movimentos circulares, deixando a água escoar completamente. Descarte a água usada e, se preferir, deixe o café esfriar um pouco, até atingir o ponto ideal para você.

Coador de pano

Assim como o método anterior, este também permite fazer café para bastante gente de uma só vez, o que economiza energia e água com a manutenção dos utensílios. A grande vantagem da versão do coador de pano é ser reutilizável, além da possibilidade de se usar um coador feito com algodão orgânico. Muito econômico, o porém desse método é que o coador pode guardar resíduos de café se não for bem higienizado.

Cafeteira elétrica

Automática, talvez seja o melhor método para quem se pergunta como fazer café. A cafeteira faz tudo sozinha e na quantidade desejada, mas gasta mais energia na hora de conservar o calor do que se você só fervesse a água no forno, e o o aparelho também exige o uso de filtros de papel. Além de ser automática, outra vantagem é que a própria máquina já vem com tudo o que é necessário para fazer café, mas é preciso ter cuidado para descartar a cafeteira do modo correto quando ela quebrar.

Máquina de café espresso

É preciso ficar atento ao tipo de cápsula a ser usada, para evitar a geração de resíduos. As cápsulas de plástico são um problema, já que sua reciclagem é muito difícil e pouco viável economicamente. Algumas marcas já oferecem serviços de coleta pós-consumo, mas em geral o destino desses resíduos acaba sendo o lixo comum (e posteriormente os aterros sanitários).

Se você gosta desse método, entre em contato com a fabricante das cápsulas para saber se ela oferece logística reversa. A praticidade é um ponto positivo, já que o café sai rápido, em doses individuais e é um tipo de espresso.

Cafeteira italiana ou Moka

Ideal para servir na hora, fazer café com esse método não exige nenhum apetrecho adicional além da cafeteira em si, que já possui um compartimento para colocar o pó de café e outro para a água. Basta preencher os espaços e levar a cafeteira italiana ao calor.

A escolha mais adequada é o modelo de alumínio, mas é preciso ficar atento. O alumínio não apresenta toxicidade para pessoas saudáveis, já que o metal apresenta baixa absorção intestinal e a pequena parte que é absorvida entra no sistema circulatório, sendo posteriormente eliminada pelo sistema renal. No entanto, pessoas com função renal enfraquecida ou insuficiência renal crônica podem acumular alumínio no organismo.

Além disso, embora ainda não existam comprovações diretas, há estudos que relacionam o alumínio com diversas alergias, câncer de mama e até o Alzheimer. A cafeteira de alumínio, entretanto, ainda é uma das opções mais sustentáveis para fazer café, uma vez que o material é reciclável e pode ser utilizado por vários anos. Essa cafeteira faz a quantidade de café de acordo com o tamanho (os maiores modelos são para 12 xícaras), mas para manter o calor é preciso usar uma garrafa térmica. Para evitar o desperdício, basta comprar uma cafeteira pequena.

French Press ou Prensa Francesa

Semelhante ao Moka, a French Press também é um utensílio que por si só já permite a você ter um café fresco, só que é feita de vidro e metal ou de plástico. Para fazer café com a French Press, basta misturar o pó (em moagem média para grossa) com um pouco da água fervida, misturar e depois completar com o restante da água. Posicione o êmbulo, espere alguns minutos e empurre-o para coar o café.

Evite desperdício

Independentemente do método escolhido, se sobrar café, não jogue fora. Você pode congelar a bebida velha e usá-la depois para fazer café gelado, batidas e frappuccinos (ou até mesmo no preparo de drinques!). Use forminhas de gelo para fazer “gelo de café”, que depois pode ser batido com água, leite ou com bebidas alcoólicas. Guardar cubinhos é ótimo para aqueles dias em que o pó de café acabou e você esqueceu de comprar mais, além de evitar o desperdício.

Vale ressaltar que o potássio influencia muito na qualidade dos grãos e do café. No entanto, ele é fornecido através da adubação com Cloreto de Potássio, que contém excesso de cloro, um elemento com alto nível de toxicidade. Por isso, fique atento a sua composição!