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Entenda como funcionam as fazendas marinhas e como elas podem contribuir para o meio ambiente

A fazenda marinha é um modelo de cultivo e criação de espécies aquáticas, como algas, peixes e crustáceos, em ambiente aquático. Essas fazendas são alternativas sustentáveis à pesca predatória, que ameaça espécies aquáticas por todo o mundo. Esse modelo de produção também pode ser chamado de aquicultura, e apresenta diferentes nomenclaturas de acordo com a espécie a ser cultivada.

A pesca predatória

Pesca predatória
Pesca predatória. Imagem de suju-foto por Pixabay

A pesca convencional, também chamada de pesca predatória, é prejudicial para a preservação e conservação dos ambientes aquáticos. Ela contribui para a liberação de materiais poluentes nas águas, como redes, baldes e iscas de plástico. 

As redes também têm um papel significativo no desmatamento de corais e na morte de espécies capturadas por engano. Este dano ambiental também é chamado de pesca fantasma, e, só no  Brasil, mata milhares de espécies por ano sem alimentar ninguém. Entre os animais vítimas da pesca fantasma estão os golfinhos, tartarugas, arraias e pinguins. Isso reduz a biodiversidade e prejudica o equilíbrio ecossistêmico dos oceanos. 

A fazenda marinha

Fazenda marinha
Fazenda marinha. Imagem editada e redimensionada de Codevasf, em Flick sob a licença CC BY 2.0

Diante desse cenário, as fazendas marinhas se mostram uma alternativa sustentável. As espécies de interesse são cultivadas e criadas em gaiolas lançadas no mar, ou ainda podem ser feitas em criadouros no ambiente terrestre. Elas são vantajosas, já que reduzem os riscos de extinção de espécies pelo consumo predatório.

Muitas fazendas são destinadas a uma espécie específica, e para cada uma delas tem uma denominação. Confira: 

Algumas espécies são fundamentais para manter um ambiente aquático limpo e equilibrado As ostras e os mexilhões tem uma capacidade de filtragem de nutrientes, contribuindo para a qualidade da água. Por outro lado, a monocultura pode levar a problemas para o ambiente local. A cultura de camarões, por exemplo, pode gerar impactos ambientais negativos, como o desmatamento do mangue. Por isso, é importante adotar alternativas. 

De acordo com um estudo, o melhor modelo de fazenda marinha são os sistemas multitróficos. Esse sistema consiste na criação de espécies diferentes no mesmo ambiente. A vantagem desse modelo é o aumento da biodiversidade, o que não acontece em monoculturas.

A implementação de algas nas criações também pode ser benéfica. As algas, além de favorecerem o desenvolvimento de espécies animais, contribuem para a absorção de gás carbônico da atmosfera. De acordo com um estudo, as algas marinhas têm uma capacidade de absorção maior do que as espécies vegetais terrestres.