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Um estudo mostrou que o BHT mimetiza estrogênios naturais do corpo, sendo considerado disruptor endócrino

O BHT (2,6-di terc-butil-p-cresol) é uma substância encontrada em maquiagens, cosméticos, protetores solares, desodorantes, antitranspirantes, perfumes, cremes, medicamentos, plásticos, borrachas e motores a óleo. Além disso, ele também pode ser encontrado em alimentos como manteiga, bacon, carnes, doces, cervejas, farofas prontas e fast-foods. De modo geral, ele causa diversos prejuízos à saúde humana e ao meio ambiente, já que é considerado poluente orgânico persistente, insolúvel em água e disruptor endócrino

Ele atua como conservante e antioxidante. Com função conservante, o BHT age inibindo o crescimento de micro-organismos. Já com função antioxidante, ele impede a oxidação, sequestrando radicais livres

Nomes nos rótulos

rótulo
Foto de Jon Tyson na Unsplash

Nas embalagens, o BHT pode ser encontrado com os seguintes nomes:

  • BHT;
  • butylated hydroxyanisole;
  • butylated hydroxytoluene;
  • antrancine 12;
  • eec n°e320;
  • embanox;
  • nipantiox 1-f;
  • protex;
  • sustane 1-f;
  • DBPC;
  • advastab 401;
  • agidol;
  • agidol 1;
  • antioxidant 29;
  • alkofen BP;
  • antioxidant 30;
  • antioxidant 4;
  • antioxyne b;
  • antioxidant 4K;
  • antioxidant KB;
  • antrancine 8.

BHT faz mal?

De acordo com a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), o BHT pode ser classificado como não carcinogênico para humanos. Isso porque as evidências são limitadas e os resultados dos experimentos com animais não oferecem bases suficientes para conclusões. 

No entanto, um estudo mostrou que o BHT mimetiza estrogênios naturais do corpo, sendo considerado disruptor endócrino. Além disso, ele é persistente no ambiente e se acumula em sedimentos e no fígado de organismos vivos. 

É possível que esse composto também esteja presente em águas já tratadas e disponíveis para consumo humano e em organismos aquáticos ingeridos. Dessa maneira, a exposição ao BHT ocorre pela ingestão de tais produtos. 

Regulamentação nacional

No Brasil, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o BHT é permitido em embalagens. Além disso, ele é aceito como antioxidante em alimentos.

O que substitui o BHT?

A primeira medida para se evitar o BHT consiste em checar as embalagens dos cosméticos, a fim de evitar comprar produtos com esse componente. Com relação aos alimentos, procure comer menos produtos industrializado. Isso porque estes são os que possuem mais conservantes e antioxidantes.

Existem estudos que procuram por alternativas aos conservantes e antioxidantes sintéticos. Uma das soluções encontradas foi a utilização das folhas da amendoeira-da-praia, as quais são fontes de antioxidantes naturais.


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