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Assoreamento é a morte do leito de um corpo hídrico causada pela retirada de mata ciliar

Assoreamento é o processo pelo qual os cursos d’água de corpos hídricos passam a ser ocupados por sedimentos rochosos, bancos de areia, matéria orgânica e inorgânica. Ele acontece principalmente por causa de desmatamento, que expõe o material rochoso à erosão da chuva. A ação das águas em áreas sem vegetação aumenta a deposição de detritos em rios e lagos e, em pouco tempo, o rio e toda a vida nele existente desaparecem.

Mesmo sendo um processo natural, as ações do homem ao redor dos corpos d’água agravam seus efeitos e podem resultar no desaparecimento dos corpos hídricos. Afinal, esses processos erosivos, causados pela ação humana, derrubam sedimento no fundo dos rios o que pode atrapalhar o funcionamento correto dos cursos dos rios.

A importância da mata ciliar no impedimento do assoreamento dos rios

Imagem editada e redimensionada de Luciano Kenzi Sakemi está disponível no Wikimedia e licenciada sob CC-BY 4.0

A mata ciliar, que é toda a vegetação que vive no entorno de corpos hídricos, é relevante para a manutenção natural de rios e lagos. Ela aumenta a capilaridade da água da chuva, fazendo com que esta penetre o solo com certa lentidão e chegue “filtrada” nos corpos d’água.

Quando atividades humanas como agropecuária, ocupação urbana, agricultura e mineração promovem o desmatamento do entorno de rios e lagos, esses corpos passam a ter uma data de validade menor. A água da chuva começa a erodir a margem rochosa dos rios e existe o acúmulo de sedimentos onde a topografia é mais baixa: em ribeirões, lagoas, córregos, lagos e leitos dos rios.

Nas áreas com altas taxas de impermeabilização, como as ocupações urbanas, a água que cai passa em alta velocidade, com menor capilaridade e maior poder de erosão, o que aumenta a chance de assoreamento. Além do material rochoso, também são levados matéria orgânica e resíduos.

Todo esse material diminui a coluna de água e aumenta sua turbidez, o que impede a fotossíntese e a renovação de oxigênio, inviabilizando a vida ali existente. Em relativamente pouco tempo, todo o corpo hídrico e a vida que existia nele desaparecem, sendo essa uma das maiores consequências do assoreamento. Dessa forma, além de ser abrigo para animais, a preservação da mata ciliar é substancial para a manutenção da vida existente em corpos d’ água.

Além disso, em regiões de grandes cidades, o aumento de volume de água, em decorrência da chuva, pode se transformar em enchentes urbanas que são consequências do assoreamento.

Atividades impróprias

Imagem gratuita disponível no Pxhere

O processo de assoreamento poderia ser evitado com o melhor uso do solo, principalmente em áreas frágeis. Retirar a cobertura vegetal, seja por meio de desmatamento ou queimada é a principal causa de assoreamento de rios e outros corpos d’água. Mas outras atividades, como o plantio no sentido do declive do terreno, não rotacionar culturas e promover o pastoreio intensivo, também são atividades nocivas para os corpos hídricos e a vida que abrigam.

Todas as atividades mencionadas acima diminuem a cobertura vegetal, levando a água a descer para as partes mais baixas da bacia hidrográfica de forma muito veloz, arrastando detritos e causando aumento da erosão na costa. Além de gerar o assoreamento, a ação d’água da chuva na costa desmatada lixivia os nutrientes do solo agricultável, levando à morte não só o rio, mas também todo o solo do entorno.

Nas áreas onde há atividade com potencial de assoreamento, dependendo do caso, a recuperação da mata ciliar pode ser uma forma de prevenção do assoreamento.