O que é aquicultura?

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Aquicultura é a criação de organismos aquáticos em águas costeiras e continentais

Aquicultura
Imagem de Oziel Gómez em Unsplash

Aquicultura é a ciência que estuda e desenvolve técnicas de cultivo e reprodução de organismos aquáticos, como peixes, moluscos, algas, crustáceos e até tartarugas ou jacarés. Esse cultivo deve ser realizado em condições adequadas, com controle de iluminação e temperatura da água, podendo ocorrer em ambientes de água doce ou salgada (onde recebe o nome de maricultura). Um dos principais objetivos da aquicultura é garantir produtos para o consumo com maior controle e regularidade.

Como é realizada a aquicultura?

A principal finalidade da aquicultura é produzir peixes. Embora sejam criados em maior quantidade para a comercialização como recurso alimentício, os peixes também são cultivados para uso esportivo e ornamental. Além dos peixes, a aquicultura também foca na produção de algas e outras plantas marinhas, utilizadas na alimentação e elaboração de medicamentos farmacêuticos; moluscos, como ostras e mexilhões; e crustáceos, dentre os quais destaca-se o camarão.

Esses animais podem ser cultivados tanto em ambientes naturais, como lagos, lagoas e o próprio oceano, quanto em tanques artificiais construídos pelo ser humano. Entre as metodologias utilizadas para produção aquícola, pode-se citar o uso de viveiros escavados no solo (reservatórios que permitem a entrada e saída de água), tanques-rede ou gaiola flutuante e o cultivo em espinhel e balsas.

Cenário atual

A aquicultura vem ocupando uma posição de destaque na produção mundial de proteína animal. Esse setor encontra-se em expansão desde os anos 90, e apresenta uma taxa de crescimento anual global estimada em torno de 7%. No Brasil, o aumento do consumo per capita de pescado e as condições favoráveis ao desenvolvimento dessa prática têm estimulado a produção aquícola, que alcançou um total de 707 mil toneladas em 2015. Esse número fez com que o país ocupasse o 12º lugar no ranking mundial de aquicultura.

Entre as espécies que são destaque na produção brasileira está o camarão-marinho, cultivado especialmente na costa nordeste do país; a tilápia, que se trata de uma espécie exótica, porém intensamente cultivada na região sudeste e sul do país; os tambaquis e pirarucus, alvo da aquicultura na região norte brasileira; e as carpas, ostras, mexilhões e vieiras cultivados na costa sul do Brasil.

Impactos da aquicultura

Por ser uma atividade agropecuária, a aquicultura pode ter efeitos negativos. De acordo com estudos, os principais impactos causados por essa prática são:

O salmão é uma espécie muito afetada pela aquicultura. Estudos mostram que grandes criadouros com uma quantidade considerável de salmões são o ambiente propício para o desenvolvimento de parasitas perigosos, como o piolho de peixe.

No Canadá, pesquisas apontam que esse problema se tornou ainda mais sério. A explosão da população de piolhos de peixe causou, em algumas regiões, a diminuição de 80% da população de salmão rosa. Já na Finlândia, pesquisadores afirmam que o problema é o fortalecimento e maior resistência de doenças. Enquanto os peixes dos criadouros são tratados com medicamentos, os salmões selvagens acabam infectados e morrendo.

Além disso, a própria estrutura necessária para a aquicultura pode causar sérios problemas ambientais, caso não siga padrões preestabelecidos. De acordo com a Food and Agriculture Organization da ONU (FAO), quando os criadouros são instalados em locais com correntes de água inadequadas, eles podem causar acúmulo de metais pesados, como cobre e zinco.

Para saber mais sobre os problemas causados por esse tipo de atividade, assista abaixo o documentário Salmon Confidential, que trata do impacto ambiental causado no Canadá:



Veja também:

 

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