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Confira os sinais e os riscos associados ao vício em sexo, que pode ter consequências sérias para a saúde 

Imagem de We-Vibe WOW Tech em Unsplash

O vício em sexo é o envolvimento compulsivo com a prática sexual, apesar das consequências negativas. Além disso, tende a se tornar um comportamento emocionalmente angustiante, em vez de prazeroso. Embora nem sempre seja reconhecido como um diagnóstico legítimo, o vício em sexo tem consequências reais, incluindo um impacto negativo nos relacionamentos e no bem-estar.

O vício em sexo é definido como uma falta de controle sobre os pensamentos, desejos e impulsos sexuais. Ainda que os impulsos sexuais sejam naturais a todos os seres humanos, a compulsão sexual interfere na capacidade do indivíduo de viver normalmente sua rotina diária, podendo afetar até mesmo a produtividade no trabalho.

Os vícios sexuais podem vir de muitas formas diferentes, incluindo a procura exagerada por atos sexuais, prostituição, pornografia, masturbação e voyeurismo, entre outros.

Embora o vício em sexo não esteja listado como uma condição diagnosticável no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), da Associação Americana de Psiquiatria, muitos especialistas acreditam que o comportamento sexual excessivo pode se desenvolver, como um vício químico.

Assim como o alcoolismo ou abuso de drogas, o vício em sexo pode afetar a saúde física, a saúde mental, os relacionamentos pessoais e a qualidade de vida. Ao contrário de alguém com um impulso sexual saudável, uma pessoa viciada em sexo gastará uma quantidade desproporcional de tempo procurando ou praticando sexo, enquanto mantém a atividade em segredo de outras pessoas, como indicam estudos.

Pessoas viciadas em sexo serão incapazes de impedir o próprio o comportamento, a menos que haja algum tipo de evento intermediário. Como resultado, as relações pessoais e profissionais podem ser prejudicadas. Pode até haver um risco aumentado de infecção sexualmente transmissível.

Pessoas com dependência sexual geralmente usam o sexo como uma forma de fuga de outros problemas emocionais e psicológicos, incluindo estresse, ansiedade, depressão e isolamento social.

Possíveis causas

Existem várias teorias a respeito das possíveis causas de um vício sexual. Algumas delas conceituam o vício em sexo como uma forma de controle de impulsos, transtorno obsessivo-compulsivo ou de relacionamento. Outras incluem também a ideia de que, em alguns indivíduos, os vícios sexuais surgem como consequência e forma de lidar com os primeiros traumas, incluindo o trauma sexual.

Em algumas formas de transtorno mental (como transtorno bipolar), a hipersexualidade pode ser um sintoma. Em certos casos, distúrbios neurológicos (como epilepsia, traumatismo craniano ou demência) podem causar comportamentos hipersexuais. Certos medicamentos que afetam a dopamina também raramente podem ter o mesmo efeito.

Em 2018, a Organização Mundial da Saúde lançou uma nova versão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11) que incluía, pela primeira vez, o comportamento sexual compulsivo como um distúrbio de saúde mental, definindo-o como um “padrão persistente de falha em controlar impulsos sexuais repetitivos e intensos ou impulsos que resultam em comportamento sexual repetitivos e intensos ou impulsos que resultam em comportamento sexual repetitivo”.

Entretanto, muitos especialistas ainda hesitam em caracterizar níveis ou marcas da sexualidade como patológicos, uma vez que é difícil saber onde traçar a linha entre os impulsos sexuais saudáveis ​​e não saudáveis. Alguns pesquisadores veem essa tendência como um problema de regulação do comportamento, enquanto outros se perguntam se o desejo sexual hiperativo poderia derivar de um impulso sexual mais intenso ou de problemas de controle de impulsos mais abrangentes.

Há ainda especialistas que acreditam que as verdadeiras causas do comportamento incluem estados emocionais, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar ou conflitos de relacionamento. Para alguns indivíduos, questões morais, como vergonha e culpa, também podem estar envolvidas. 

Sintomas

Os critérios a seguir podem ser uma forma de identificar se você sofre de vício em sexo. Se, por mais de seis meses, você notar algum dos sintomas abaixo, é recomendável buscar ajuda especializada (psicológica e/ou psiquiátrica):

  • Você tem fantasias, desejos e/ou comportamentos sexuais intensos e recorrentes;
  • Seus comportamentos sexuais, incluindo compulsão por acessar pornografia, interferem de forma consistente com outras atividades e obrigações;
  • Os comportamentos ocorrem em resposta a estados de humor disfórico (ansiedade, depressão, tédio, irritabilidade) ou eventos estressantes da vida;
  • Envolve-se em esforços consistentes, mas sem sucesso, para controlar ou reduzir fantasias, impulsos ou comportamentos sexuais;
  • Envolve-se em comportamentos sexuais, ao mesmo tempo que desconsidera o potencial de dano físico ou emocional a você mesmo ou a outros;
  • A frequência ou intensidade das fantasias sexuais, impulsos ou comportamentos causam sofrimento ou prejuízo significativo a você mesmo ou a outros.
  • Você trai o(a) seu(sua) parceiro(a) recorrentemente, e em seguida se sente envergonhado por isso.

    Como mencionado, o vício em sexo também pode estar ligada à depressão e ansiedade. Alguns indivíduos podem evitar emoções difíceis, como tristeza ou vergonha, buscando alívio temporário em práticas associadas ao comportamento sexual compulsivo. Os desejos sexuais muito intensos, portanto, podem mascarar outros problemas, como depressão, ansiedade e estresse.

    Tratamento

    O vício sexual requer tratamento de um profissional médico experiente na área, como um psicólogo, psiquiatra ou terapeuta sexual. O tratamento pode variar com base na causa subjacente, mas normalmente será conduzido em regime ambulatorial com aconselhamento e terapias comportamentais.

    Se o vício em sexo estiver associado a um transtorno de ansiedade ou transtorno de humor, os medicamentos podem ser prescritos como parte do plano de tratamento. Atualmente, não há recomendações estabelecidas sobre o uso apropriado de medicamentos para tratar um vício em sexo fora do domínio desses transtornos clinicamente classificados.


    Fontes: Medical News Today, Webmd e Very Well Mind


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