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Solução incomum suscita questionamentos éticos e ambientais

Uma start-up holandesa chamada Crowded Cities está treinando corvos para reconhecerem e coletarem bitucas de cigarro das ruas e parques das cidades. A ideia é treinar os animais para carregarem as pontas de cigarro até um sistema chamado“Crowbar”, uma tecnologia capaz de reconhecer as bitucas e recompensar as aves pela entrega.

De acordo com a start-up, são consumidos 4,5 trilhões de cigarros ao ano no mundo. O problema é que as pontas de cigarro descartadas incorretamente não são biodegradáveis e podem ser transportadas para rios e mares apresentando efeitos tóxicos a diversos animais.

Quando um corvo traz uma bituca de cigarro até o funil inferior do Crowbar, o sistema reconhece a bituca por meio de uma câmera acoplada e libera um pedaço de alimento para o corvo como forma de recompensa.

A intenção do sistema é que, após a primeira entrega de bituca, a ave traga outros corvos para exercerem a mesma função.

Controvérsia

A iniciativa da start-up é polêmica. Isso porque há quem questione a objetificação dos corvos para a resolução de um problema originalmente humano.

Por serem omnívoros, os corvos se alimentam de sementes e frutos, sendo importantes dispersores de sementes. Com essa informação, partindo do Princípio da Precaução, pode-se afirmar que é insensato sujeitar esses animais ao domínio humano, impedindo-os de exercerem suas atividades naturais junto ao seu habitat – incluindo a função de dispersar sementes – sem saber as consequências disso. Outra questão é que não se sabe o potencial tóxico das bitucas para os próprios corvos.


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