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No mês da Consciência Negra, logo após a conferência mundial do clima, organização lança campanha para questionar a justiça climática

São Paulo, 19 de novembro de 2021 – Em novembro, o Sistema B Brasil lança campanha em redes sociais ligada a um tema que todos que acompanharam a Conferência Mundial do Clima da ONU, a COP26, sentiram falta: as presenças de pessoas pretas.

O Sistema B Brasil busca trazer para o debate a crise climática dentro de um recorte racial com a campanha O Clima também é Preto!. “Se somos todos afetados pelas mudanças climáticas, suas discussões não deveriam ser tão eurocentralizadas e afastadas da população em geral. Se existem pessoas que são ainda mais afetadas pela crise do clima, por que elas permanecem fora das tomadas de decisões? Nossa provocação é: como mudar isso?”, explica Lucy Freitas, Gerente de Comunicação do Sistema B Brasil.

Há algum tempo o termo “Racismo Ambiental” é citado para descrever como os países do sul global possuem mais chances de sofrer com os impactos das mudanças climáticas, apesar de não serem os grandes causadores do que vem acontecendo – já que são as nações do norte global as responsáveis pela maior parte das emissões de carbono do mundo.

De acordo com Gabriela Bahia e Lygia Anthero, ambas Analistas de Comunicação do Sistema B Brasil, não é preciso muito para notar que os maiores impactos são sentidos nos espaços onde temos uma população majoritariamente não-branca e menos favorecida socioeconomicamente, nos locais onde vemos com mais frequência as notícias de enchentes ou deslizamento de terra, por exemplo”.

Mais do que falar sobre termos como “racismo ambiental” e “justiça climática”, a campanha tem o objetivo de dar voz, aprender e colaborar com nomes nacionais que já vêm abrindo caminhos para essa discussão, como o Instituto Perifa Sustentável (@perifasustentavel), a Coalizão Negra por Direitos (@coalizaonegrapordireitos), a Favela e ODS (@favelaeods), a Perifa Connection (@perifaconnection) e a Greve pelo Clima Brasil (@fridaysforfuturebrasil), entre outros protagonistas dessa questão ambiental e social, nas mídias digitais do Sistema B Brasil (@sistemabbrasil).

Coletivo do Clima Brasil

Outra ação do Sistema B Brasil voltada para o clima nesse mês de novembro é o lançamento do Coletivo do Clima Brasil. Com a missão de destacar o papel relevante que as empresas desempenham para reverter a crise climática, o Movimento B criou o B Corp Climate Collective (“Coletivo do Clima”), formado por um grupo de empresas lideradas pelas Empresas B que trabalham juntas para tomar medidas em relação à emergência climática – seja engajando outras empresas e indivíduos, promovendo a expansão da consciência ecológica e ambiental ou usando o seu poder para transformar o mercado e criar uma sociedade inclusiva, equitativa e regenerativa.

As empresas participantes estão empenhadas em identificar ações concretas que desaceleram os avanços das mudanças climáticas. Com o Coletivo do Clima, nasce a oportunidade de dividirem o que já estão fazendo e, juntos, construírem os próximos passos em direção a 2030. Dando início a esses encontros, em junho de 2021, aconteceu a Primeira Cúpula Global do Clima do Movimento B, um evento de três dias, que reuniu líderes de todo o mundo para desenvolverem ações climáticas com foco nas pessoas e na justiça. No mundo, mais de 1300 empresas se comprometeram a atingir zero líquido de emissões de carbono até 2030, incluindo mais de 900 Empresas B. O site do Coletivo do Clima Brasil pode ser acessado por este link.

Sobre o Sistema B

O Sistema B é uma organização responsável pelo engajamento, divulgação e promoção local de todo Movimento B no Brasil e América Latina, parceira do B Lab desde 2013. A organização articula um movimento global de pessoas que usam os negócios para a construção de uma economia mais inclusiva, equitativa e regenerativa para as pessoas e para o planeta. No centro deste movimento estão as Empresas B, 219 já certificadas no Brasil e 817 na América Latina, que compartilham um perfil de negócio que equilibra propósito e lucro, considerando o impacto de suas decisões em seus trabalhadores, clientes, fornecedores, comunidade e meio ambiente. No mundo, já são 4180 empresas certificadas.