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Amplie seus conhecimentos sobre protozoários: organismos unicelulares e heterótrofos causadores de doenças

Protozoário do gênero Plasmodium, causador da malária. Imagem: Dr. Mae Melvin por pixnio está licenciada sob CC0 – Domínio Público

O termo “protozoário”, do grego protos, primitivo, e zoon, animal, designa um grupo de organismos unicelulares e heterótrofos, isto é, que possuem uma única célula e dependem das moléculas orgânicas elaboradas por outros seres para se alimentar. Eles podem viver em água doce ou salgada, em ambientes úmidos ou no interior do corpo de animais vertebrados e invertebrados, podendo causar doenças. Há também protozoários que mantêm relações benéficas com outros seres vivos.

Principais grupos de protozoários

A classificação mais atual dos protozoários distribui esses seres em seis filos.

Filo Rhizopoda (amebas ou rizópodes)

O filo Rhizopoda compreende os protozoários que se locomovem por meio de expansões citoplasmáticas conhecidas como pseudópodes, utilizadas também para capturar alimentos. A maioria deles vive sobre vegetações submersas ou no fundo de reservatórios de água doce ou salgada. Algumas espécies, no entanto, são parasitas e habitam o intestino humano, causando disenteria amebiana, por exemplo.

Filo Actinopoda (radiolários e heliozoários)

O filo Actinopoda reúne radiolários e heliozoários, protozoários que apresentam pseudópodes afiliados sustentados por um eixo central, que se projetam como raios em torno da célula. Os radiolários vivem exclusivamente no mar e são um importante componente do plâncton. Já os heliozoários habitam ambientes de água doce.

Filo Apicomplexa (apicomplexos ou esporozoários)

O filo Apicomplexa compreende protozoários parasitas, sem estruturas locomotoras e dotados de um componente celular chamado complexo apical. Estudos mostram que o complexo apical desempenha um papel importante na penetração desses protozoários em células hospedeiras. Entre os apicomplexos mais conhecidos estão os do gênero Plasmodium, causadores da malária, e o Toxoplasma gondii, causador da Toxoplasmose.

Filo Foraminifera (foraminíferos)

O filo Foraminifera agrupa protozoários dotados de uma carapaça externa de carbonato de cálcio, quitina ou fragmentos selecionados da areia. Essa carapaça apresenta inúmeras perfurações, através das quais se projetam os pseudópodes, as estruturas responsáveis pela captura de alimentos. Muitas espécies desse filo fazem parte do plâncton e outras vivem sobre algas e animais, ou rastejam no fundo do mar.

Filo Zoomastigophora (flagelados)

O filo Zoomastigophora reúne protozoários que vivem em ambientes aquáticos e que se locomovem por meio de flagelos. Alguns possuem vida livre, enquanto outros vivem fixados a um substrato submerso, utilizando o movimento flagelar para criar correntes que arrastam partículas de alimento para perto de si. Diversas espécies de flagelados são parasitas, como é o caso do Trypanosoma cruzi, causador da doença de Chagas, do Leishmania brasiliensis, causador da leishmaniose, e do Trichomonas vaginalis, causador de inflamações vaginais.

Filo Cilliophora (ciliados)

O filo Cilliophora agrupa protozoários dotados de cílios, estruturas locomotoras geralmente mais curtas e mais numerosas que os flagelos. Além disso, apresentam mais de um núcleo por célula, um deles relativamente grande, o macronúcleo, que controla as funções vegetativas do organismo, e um ou mais núcleos menores, os micronúcleos, que participam dos processos sexuais.

Reprodução dos protozoários

Reprodução assexuada

A maioria dos protozoários realiza reprodução assexuada por divisão binária. A célula cresce até determinado tamanho e divide-se ao meio, originando dois novos indivíduos idênticos.

Reprodução sexuada

Em linhas gerais, a reprodução sexuada consiste na união de dois protozoários, formando um zigoto que, posteriormente, passa por divisão celular e origina indivíduos haploides geneticamente recombinados.

Principais doenças causadas por protozoários

Além das doenças citadas, os protozoários também podem causar amebíase, giardíase e tricomoníase, entre outras.

Relações mutualísticas com outros organismos

Algumas espécies de protozoários desenvolvem relações de mutualismo com organismos de outras espécies, ou seja, ambas se beneficiam dessa relação. É o caso dos protozoários que vivem exclusivamente no intestino de cupins, onde digerem a celulose proveniente da madeira ingerida por eles. Portanto, há uma dependência mútua entre esses organismos: os protozoários dependem dos cupins para se alimentarem, enquanto os cupins dependem dos protozoários para digerirem a celulose da madeira.



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