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O projeto, com a participação de professores da Escola Politécnica, cria laboratórios para o estudo e exploração eficiente de produtos como cacau e açaí

Imagem editada e redimensionada de Andre Deak, está disponível no Wikipedia e licenciada sob CC BY 2.0

A plantação de soja, criação de gado e mineração como incentivos à economia culminaram na intensificação do desmatamento da Amazônia. O projeto Amazônia 4.0 – concebido pelo climatologista Carlos Nobre, com direção científica do biólhttp://www.amazoniaquatropontozero.org.br/ogo Ismael Nobre –  vem de encontro à necessidade de incentivar a economia local de forma sustentável e conta com professores de Engenharia da Computação da USP para a aplicação de projetos laboratoriais e também a criação do Biobanco da Amazônia.

Tereza Cristina Melo de Brito Carvalho, do Departamento de Engenharia da Computação do Laboratório de Sustentabilidade (Lassu) da Escola Politécnica (Poli) da USP e responsável pelo projeto Amazônia 4.0 dentro da Escola Politécnica, juntamente com a colaboração dos professores Marcos Simplício e Antonio Saraiva, explica ao Jornal da USP no Ar 1ª Edição que o valor agregado sobre produtos locais, como o açaí, é majoritariamente obtido fora da Amazônia ou fora do Brasil, deixando as comunidades locais com uma margem de lucro muito baixa. “Então, uma das propostas do projeto é explorar o cacau na própria Amazônia, produzir, criar biofábricas para a geração do produto final”, diz Tereza.

O projeto deu origem aos laboratórios criativos da Amazônia, que criam soluções e produtos agregados para o que é extraído da floresta. Segundo Tereza, “vendo que ela consegue ganhar dinheiro com produtos da floresta, a população local vai ter maior interesse em proteger a floresta amazônica e ir contra o desmatamento”. Para o laboratório criativo do cacau-cupuaçu, por exemplo, os pesquisadores realizaram uma pesquisa de campo intensa, passando uma semana imersos numa plantação de cacau em Paraty, no Rio de Janeiro, para aprender a lidar com o cacau e conhecer o seu processo de produção. “Contamos com experts da própria Amazônia e, a partir daí, nós começamos a comprar as máquinas que compunham a cadeia produtiva do cacau-cupuaçu”, conta a pesquisadora.

Um dos objetivos desse projeto é garantir a origem de todos os produtos que são ditos amazônicos. Para isso, os pesquisadores da Poli utilizam as tecnologias blockchain, automatização de máquinas, big data e computação em nuvem. Para garantir a origem de todos os produtos que são ditos amazônicos, o consumidor, em qualquer parte do mundo, pode escanear um QR Code e ter certeza sobre onde e quando o cacau usado no produto foi produzido, porque Tereza afirma que “uma das coisas que acabam desvalorizando os produtos amazônicos são outros que se misturam e aí o comprador final não tem certeza da origem”.


Fonte: Jornal USP


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