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Queima de biomassa para criação de campos de pasto, geração de resíduos agrícolas, crescente indústria e transporte são as principais fontes de poluição

Uma pesquisa da University College London analisou a qualidade do ar em 46 megacidades a fim de observar a sua degradação em relação à poluição. Os resultados comprovaram um aumento anual em substâncias nocivas à saúde presentes no ar, incluindo o dióxido de nitrogênio (NO2) e amônia (NH3), além de confirmar o aumento da poluição nas áreas observadas. 

A análise foi feita com a ajuda de satélites da NASA e da Agência Espacial Europeia durante 2005 e 2018 em cidades da Ásia, África e Oriente Médio. 

A exposição a essas substâncias foi responsável pela morte prematura de milhares de pessoas na Ásia. Entre as cidades mais afetadas pela poluição do ar foram Dhaka, Mumbai, Bangalore, Kolkata, Hyderabad, Chennai, Surat, Pune e Ahmedabad.

Já na África, especialistas acreditam que os números de mortes em cidades tropicais tenham diminuído por conta dos investimentos aplicados na saúde pública. Porém, é possível que os efeitos da poluição do ar piorem em décadas futuras. 

A poluição do ar é responsável pela morte de sete milhões de pessoas por ano, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Ela pode ser categorizada como a contaminação de um ambiente interno ou externo por qualquer substância química, física ou biológica capaz de alterar as características naturais da atmosfera. 

Além disso, é estimado que 99% da população global respire um ar que exceda os limites estabelecidos pela OMS — ou seja, que contém altos níveis de poluentes em sua composição. 

De acordo com os realizadores da pesquisa, os dois motivos principais para o aumento dessa poluição são a queima de biomassa para criação de campos de pasto e resíduos agrícolas. Além disso, especialistas apontam a crescente indústria e fontes residenciais, como o trânsito. 

Além da morte prematura, a poluição do ar é responsável por outras ameaças à saúde, incluindo o desenvolvimento de doenças respiratórias, cardíacas, câncer e problemas no sistema reprodutivo. 

Um outro estudo realizado pelo Instituto Karolinska também apontou a poluição do ar como um possível risco para a contração de Covid-19. O estudo foi capaz de comprovar que áreas de pior qualidade do ar têm mais casos da doença. 

Os responsáveis pela pesquisa da University College London alegam que as soluções para esses problemas não estão sendo compartilhadas, fazendo com que a poluição do ar apenas se desloque entre os continentes sem que ações sejam tomadas para a sua precaução.